Aquele dia, após de deitar para relaxar depois do almoço, eu acordei as 16h00min. Impressionante como aquele primeiro dia de aula tinha me deixado mais disposto, mais feliz. Aquela magoa e rancor que eu alimentava todos os dias por causa da traição de Yasmin, agora perdia as forças e aos poucos sumiam num passado que eu já fazia questão de esquecer. Levantei-me e fui até a janela do meu quarto, que fica no primeiro andar da casa. Avistei o clima daquele fim de tarde, devido ao horário de verão, o sol demoraria um pouco para se retirar. Ao olhar para baixo, vi a piscina, com as suas águas limpas, me convidando para entrar nela. Tirei a minha roupa, e pelado, em frente ao espelho pensei – preciso voltar para a academia. – eu tinha o corpo definido e malhado, mas desde o final do ano passado que eu não ia a academia, ou seja, três meses de sedentarismo, e um sinal de barriguinha começava a aparecer. Fui ao guarda roupa, vesti a minha sunga e com a toalha no meu ombro desci para a piscina. Ao passar pela cozinha, notei que a minha mãe fazia um bolo.
- filho, antes de você tomar banho, vai no mercado pra mãe?
- ah mãe, precisa ser agora?
- sim, eu quero fazer um bolo que vi receita nova, mas acabou o leite.
- mas mãe...
- larga de preguiça, o mercado fica a duas quadras daqui,vai rapidinho depois você toma banho.
Voltei ao meu quarto, vesti um short jeans, uma regata branca e um tênis e fui ao supermercado. Aproveitaria que já estava lá para comprar chocolates. Adoro chocolate. Enquanto estava com duas barras na minha mão, decidindo qual das duas eu levaria, escutei alguém atrás de mim puxando conversa.
- assim você vai engordar.
- Felipe?! – eu já não conseguia conter o meu espanto e meu sorriso – pode ficar tranqüilo, depois eu me mato na academia...
- mora aqui perto Thalles?
- moro a duas quadras daqui e você?
- quase aqui na frente do supermercado.

Aquele dia, após de deitar para relaxar depois do almoço, eu acordei as 16h00min. Impressionante como aquele primeiro dia de aula tinha me deixado mais disposto, mais feliz. Aquela magoa e rancor que eu alimentava todos os dias por causa da traição de Yasmin, agora perdia as forças e aos poucos sumiam num passado que eu já fazia questão de esquecer. Levantei-me e fui até a janela do meu quarto, que fica no primeiro andar da casa. Avistei o clima daquele fim de tarde, devido ao horário de verão, o sol demoraria um pouco para se retirar. Ao olhar para baixo, vi a piscina, com as suas águas limpas, me convidando para entrar nela. Tirei a minha roupa, e pelado, em frente ao espelho pensei – preciso voltar para a academia. – eu tinha o corpo definido e malhado, mas desde o final do ano passado que eu não ia a academia, ou seja, três meses de sedentarismo, e um sinal de barriguinha começava a aparecer. Fui ao guarda roupa, vesti a minha sunga e com a toalha no meu ombro desci para a piscina. Ao passar pela cozinha, notei que a minha mãe fazia um bolo.
- filho, antes de você tomar banho, vai no mercado pra mãe?
- ah mãe, precisa ser agora?
- sim, eu quero fazer um bolo que vi receita nova, mas acabou o leite.
- mas mãe...
- larga de preguiça, o mercado fica a duas quadras daqui,vai rapidinho depois você toma banho.
Voltei ao meu quarto, vesti um short jeans, uma regata branca e um tênis e fui ao supermercado. Aproveitaria que já estava lá para comprar chocolates. Adoro chocolate. Enquanto estava com duas barras na minha mão, decidindo qual das duas eu levaria, escutei alguém atrás de mim puxando conversa.
- assim você vai engordar.
- Felipe?! – eu já não conseguia conter o meu espanto e meu sorriso – pode ficar tranqüilo, depois eu me mato na academia...
- mora aqui perto Thalles?
- moro a duas quadras daqui e você?
- quase aqui na frente do supermercado.

- ah, legal. Bom conhecer alguém jovem aqui por perto, quase não tenho vizinhos.
- agora tem um amigo. Qualquer dia desses eu passo na sua casa pra gente conversar.
- não quer ir la agora? Pra gente conversar...
- não vai dar, eu tenho que ajudar a minha mãe. Ela ta montando uma loja de roupas e eu to ajudando ela a terminar de organizar.
- tudo bem, fica para a próxima – eu disse já com um sorriso sem graça.
Já estávamos no caixa, chegou a vez dele. Passou as suas compras e após pega-las, ele olhou pra mim e se despediu.
- nos vemos amanhã na escola?
- sim, amanhã eu estarei lá.
Fiquei pensando na frustração que eu senti quando ele recusou meu convite. Será que eu fui muito apressado em já o chamar ele pra ir na minha casa e ele estranhou esse convite, ou será mesmo que ele ia ajudar a mãe dele? Será que ele desconfiou que eu estava afim dele? Logo uma duvida maior ainda tomou conta de mim. Eu estou afim dele? Meus pensamentos só se cessaram quando percebi que já estava em frente ao portão de casa. Preferi não pensar mais nisso, apenas entreguei o leite para a minha mãe e fui tomar banho de piscina. Sai da piscina já era a noite, com os gritos da minha mãe mandando eu tomar banho para ir jantar. Meu pai estava chegando do trabalho com um sorriso no rosto.
- já inaugurou a piscina?
- sim, mas falta companhia.
- logo ela vai ta cheia de amigos seus que eu sei.

Não pude evitar a lembrança do Felipe recusando o meu convite e a duvida logo começou a tomar conta de mim novamente. Entrei calado pra dentro de casa e fui direto pro meu quarto. Tomei meu banho, desci para a cozinha e eu e meus pais jantamos normalmente. Meu pai contava como foi o serviço dele e minha mãe nos informou que uma amiga, que ta abrindo uma loja de roupas para festas a chamou para fazer sociedade. Logo meu pai decidiu que estava na hora de contratar uma empregada. Após o jantar, subi para o meu quarto e liguei o meu computador. Fiz a seqüência MSN – Orkut – Windows media player. Enquanto escutava as minhas musicas preferidas, fui mexer no meu Orkut. La tinha convite dos meus novos amigos: Carol, Isa, Jefferson, Vinicius e é claro, do Felipe. O que me chamou mais a atenção foi o depoimento que recebi do Felipe com o MSN dele. Não demorei muito e já o adicionei e em menos de cinco minutos ele já estava online.
- Oie Thalles, tudo bom?
- tudo e você?
- estou bem também. Acabei de chegar do centro com a minha mãe.
- ah, legal. Muita correria lá?
- sim, da muito trabalho. Lembra que a tarde você me chamou pra ir ai na sua casa?
- sim. – nesse momento meu coração começou a disparar.
- então, posso ir ai agora? Pra gente conversar mais de boas.
- claro, desce aqui, vou te esperar.
Fechei meu MSN, desliguei o meu PC e fui esperar ele no portão. Depois de dez minutos ele aparece.
- entra ai Felipe.
Apresentei Felipe aos meus pais e logo fomos sentar em umas espreguiçadeiras em frente a piscina. Aquela noite, apesar do calor, o clima estava ótimo para ficar la fora conversando. Ele me contava coisas sobre o colégio, me falava mais sobre os nossos amigos e um pouco sobre ele. Eu estava adorando a conversa e a cada minuto que olhava nos seus olhos eu me sentia hipnotizado com seu olhar e a sua beleza. Mas como tudo que é bom dura pouco, nossa conversa foi atrapalhada pelo meu pai.

- meninos, eu sei que a conversa ai ta legal, mas já esta tarde filho e amanhã os dois tem que estar cedo na aula.
Felipe se despediu dos meus pais e fomos os dois caminhando até o portão. Combinamos de nos encontrar amanhã no colégio e ele veio se despedir de mim. Mas diferente das outras vezes, ao invés de um aperto de mão, ele me deu um longo abraço seguido de um lindo sorriso.
- então até amanhã né Thalles.
- até amanhã Felipe.
- pode me chamar de Lipe, já somos amigos.
Acenei com a cabeça e depois vi ele indo embora. Subi para o meu quarto e depois de outro longo banho, eu fui deitar para dormir. Antes de pegar no sono, eu pensava em como foi o meu dia. Não acreditava que apenas no meu primeiro dia de aula eu já tinha arrumado amigos e ficava mais feliz ainda quando eu se lembrava do Felipe e a conversa legal que tive com ele essa noite. De repente senti o meu corpo arrepiar ao lembrar-se do gostoso abraço dele. Assim adormeci feliz.
Assim os dias foram passando e a minha amizade com meus amigos ia só aumentando. Felipe já ia todos os dias na minha casa e nos tornamos grandes amigos inseparáveis. Claro que a nossa intimidade também aumentava e a cada dia eu me sentia mais atraído por ele. Na sexta, depois da aula, combinamos todos de ir la pra minha casa tomar banho de piscina e conversar. Meu pai estava trabalhando e minha mãe na loja ajudando a nova sócia dela a organizar a loja para a inauguração, e a empregada só começava na segunda feira, Ou seja, a casa tava liberada.
Conversa vai, conversa vem, depois de um tempo banhando e conversando, os dois casais já estavam do outro lado da piscina se agarrando. Sai da piscina e olhei em direção ao Felipe.
- Lipe, vou até a cozinha beber alguma coisa que não seja água de piscina.
- eu também vou – disse Felipe aos risos.
Chegando na cozinha, vi que o Felipe estava silencioso, com a cabeça baixa, como se estivesse querendo me contar algo, mas estava com medo de dizer. Resolvi quebrar aquele silencio.

- o que foi? Quer dizer alguma coisa?
- acho que sim, só não sei como.
- pode falar, somos amigos, pode contar comigo.
- Thalles, você já teve algum amigo gay?
Aquela pergunta me pegou de surpresa.
- não. Mas também não tenho nada contra. Por quê?
- eu sempre gostei de mulher, mas há uns dias eu venho notado que estou sentindo atração por um rapaz. Na verdade, comecei a sentir isso depois que te conheci, desde o primeiro dia de aula. Não sei explicar ao certo o que eu estou sentindo, só sei que eu não consigo mais te esquecer. Toda hora eu fico pensando em você. Acho que eu estou apaixonado por ti.
A todo momento quando ele me revelava aquilo, ele não tinha coragem de me olhar nos olhos, sua cabeça estava baixa e eu sentia que ele estava com muito medo. Eu não estava acreditando no que eu estava escutando, um misto de felicidade e medo tomava conta de mim. Eu estava paralisado, não sabia o que dizer, pra mim tudo aquilo era novo, embora eu estava sentindo a mesma coisa que o Felipe disse para mim, eu estava sem saber o que fazer.
- me desculpa Thalles, não devia ter dito essas coisas, não me leve a mal, é melhor eu ir embora.
- espera Lipe. Não vai embora, eu , eu – comecei a gaguejar e fui salvo pelo Jefferson que entrava distraído pela porta da cozinha.
- ah vocês estão ai dentro, vim pegar água pra meninas Thalles, posso?

- cla, claro, pode pegar ai na geladeira, os copos estão na primeira porta ai do armário.
- o que vocês estão fazendo aqui? Não vão voltar?
- Claro, vamos sim. Vamos Lipe? – eu disse querendo fugir um pouco daquele assunto.
- vamos sim. – disse Felipe com a voz um pouco triste.

O resto da tarde foi um pouco foi normal. Alguns momentos estávamos alegres, rindo muito das palhaçadas do Jefferson e da voz desafinada do Vinicius tentando cantar as musicas em inglês que estávamos escutando. Alguns momentos também o silencio predominava. Ao olhar para Felipe, vi que ele me observava muito como se tentasse ler meus pensamentos que era obvio de deduzir. Não conseguia em nenhum momento esquecer aquelas palavras dele. No começo da noite todos estavam indo embora, ficando apenas eu e o Felipe, mas ele logo se apressou para ir embora também.
- é, então eu vou embora – disse Felipe com a cabeça baixa caminhando em direção a rua.
- espera Lipe. – ele me olhou assustado. – não sei exatamente como dizer. Não vou negar que ultimamente eu estou sentindo a mesma coisa por você. – logo um sorriso brotou nos lábios dele – mas Lipe, isso pra mim ainda é novo e eu estou com medo, não sei o que eu estou sentindo.
- isso é algo que podemos descobrir juntos Thalles.
- pode ser que sim. Não sei. Mas me da um tempo para dissolver esse sentimento, acho que vai ser melhor para os dois.
- concordo. Eu espero o tempo que for.
- então até amanhã né?
- amanhã é sábado, não tem aula Thalles.
- eu sei disso – disse com um sorriso no rosto.
- então até amanhã, disse Felipe chegando ate perto de mim, achei que ele ia me dar um abraço, mas para a minha surpresa, ele me roubou um selinho e foi embora todo sorridente e eu fiquei todo bobo e feliz encostado no portão vendo ele se afastar.

 


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