capitulo 11

7/25/2012 07:02:19

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Minhas lagrimas caia ao olhar aquela aliança ali em cima da minha folha de caderno. Meus olhos não cansavam de ver aquelas palavras:

Pra mim, foi bom enquanto durou. Faça bom aproveito dela.

Apenas peguei a aliança e guardei no bolso. O resto da aula aconteceu normal.

Durantes as duas semanas que passaram, tudo era a mesma coisa. Na escola Lucas me ameaçava, Felipe me ignorava, o pessoal de mim se afastava e somente o Jefferson e a Carol não me abandonava. Meu namoro com o Thiago ia se encaminhando, finalmente eu até parava de pensar um pouco no Felipe, acho que a distancia que ele criou entre nós dois cooperava com isso. Não tiro o mérito do Thiago, pois o mesmo, com os seus carinhos, conseguia aos poucos me conquistar, porém algumas atitudes dele me deixava com um pé atrás. Nos ultimos dias, notei que o Thiago estava um pouco estranho, recebia telefonemas escondidos, mas resolvi não me intrometer. Na quarta Feira, no final da aula, Thiago foi me buscar no colégio e combinamos com o Jefferson e a Carol de almoçarmos juntos no shopping e depois pegar um cinema.

Enquanto tomavamos sorvete depois do almoço, meu celular tocou, era meu primo de Dourados.

- Thalles, tudo bom?

- tudo Dudu, e você?

- to bem também. Cara tem uma festa aqui, ta a fim de ir?

- festa? Onde?

- No Club aqui. Festa a fantasia que a turma de faculdade de uma amiga minha ta organizando. To com os convites aqui. Vamos?

- quando vai ser?

- esse final de semana. Bora comigo?

- Mano, você não vai chamar nenhuma gatinha pra ir?

- eu já vou encontrar com ela lá.

- Beleza, vou sim. Posso levar mais uma pessoa?

- Namorada?

- não, um amigo meu.

- pode, mas aí já não tenho mais convite, se ele for, me avisa e eu compro lá antes que acabe.

- ta, eu vejo com ele e depois te ligo.

- Beleza. falou.

- falou.

Desliguei o celular. Olhei para o lado e vi que o Thiago não estava por perto, apenas a Carol e o Jefferson.

- cadê o Thiago? - perguntei a eles.

- Saiu dizendo que já voltava. - respondeu a Carol.

Tempo depois esperando o Thiago, resolvemos ir até o cinema e esperá-lo lá na entrada. Fomos até escadas rolantes e fomos para o segundo andar onde ficava o cinema. Ao chegar à entrada, eu vi que o Thiago estava na loja da Cacau Show, que fica ao lado do cinema, conversando com uma moça que estava trabalhando no caixa. Fui com a intenção de chamá-lo para ir ao cinema, pois o filme estava pra começar. Quando eu entrei, ele estava de costas, conversando com ela e não notou que eu estava ali. Quando entrei, notei que ele conversava serio com ela e eu como bom curioso, fingi estar escolhendo um chocolate para escutar a conversa.

- Eliane, você realmente que voltar o nosso namoro? - ele perguntou sério.

- claro né, Thiago? Já te disse que te amo. Eu só não entendo por que você terminou comigo.

- tive meus motivos.

- volta pra mim, por favor.

- mas eu já to namorando.

- e o que ela tem que eu não tenho? Só eu te conheço. Sério, termina com ela e volta pra mim.

Nesse momento, eu já tinha perdido as contas de tantos chocolates eu já tinha amassado. Mais pessoas já entravam na loja.

- Thiago, eu tenho que ajudar a atender. Só me diz se vai voltar pra mim?

- Não sei.

- talvez isso te ajude.

Ela se apoiou sobre o balcão e deu um beijo no Thiago, que no momento não reagiu, apenas aceitou o beijo e ficou quieto.

- Vamos nos encontrar depois, Thi. Pode ser?

- pode sim.

Ela apenas sorriu e depois me olhou.

- pois não, moço, já foi atendido?

Nisso Thiago olhou para trás para ver quem era e ficou assustado quando me viu.

- Vou levar esses aqui. - Peguei os primeiros chocolates que vi na frente e levei até ela.

Thiago não disse nada, apenas ficava me olhando, talvez se perguntando se eu tinha visto alguma coisa. Paguei os chocolates e sai da loja. Logo em seguida o Thiago também saiu da loja me chamando, eu apenas andava em direção ao Jefferson e a Carol, fingindo não escutar.

- Thalles, espera! To te chamando, poxa.

- o que você quer? Quer um chocolate? Aproveita que esse vem com brinde. Vem com o beijo da vendedora. - disse ironicamente. Jefferson e a Carol apenas observavam sem entender nada do que acontecia.

- Me escuta, por favor, não é nada disso que você ta pensando.

- é o que então, Thiago?

- eu apenas, eu só..

Interrompi ele

- Sem palavras, né? Não precisa explicar nada, Thiago.

- vamos conversar lá fora, no estacionamento, a sós, por favor.

Deixamos o Jefferson e a Carol lá em frente ao cinema e fomos até o estacionamento. Chegando lá, ele estava quieto, talvez pensando numa explicação e eu apenas o observava, esperando o que ele ia dizer.

- e então? - disse a ele.

- Me perdoa, vai. Prometo que não vai mais acontecer isso.

- não vai mesmo. Por que não vai mais ter outra chance.

- Não faz isso, cara.

- Thiago, só me diz uma coisa. Você ama ela?

- sim. Mas eu também te amo.

- Thiago, eu não vou julgar e nem te culpar por você estar apaixonado por ela, aliás, eu sou a última pessoa aqui que não deve reclamar disso, afinal, você sabe que eu sou apaixonado pelo Felipe. Eu até aceitaria o fato de você ainda estar apaixonado por ela e eu teria a mesma paciência que você ta tendo comigo. Mas em nenhum momento eu fiquei com o Felipe enquanto estive namorando com você. Quer voltar pra ela, ótimo cara, mas ao menos termina comigo antes. Pra manter um pouco o respeito.

- eu não quero te perder, Thalles.

- e nem vai, Thi, ainda seremos amigos.

- mas eu te amo, cara.

- ama mesmo? Ou é só desejo?

Ele não respondeu, apenas ficou em silêncio.

- você ama a sua ex, isso deu pra ver hoje. Thiago, você sabe que esse relacionamento não ia dar certo, eu ainda amo o Felipe, isso é fato. Volta pra ela, vocês dois se amam.

- e nós dois?

- ainda seremos bons amigos.

- mas eu não quero só isso.

- mas é o que vai acontecer, Thiago. Não complica mais a situação. Vamos, eu quero ir embora.

- e o cinema?

- sem clima não acha? Marcamos outro dia.

Voltamos aonde estava o casal. Desmarcamos o cinema e fomos para casa. No caminho chamei o Jefferson e a Carol para ir até a minha casa aproveitar o final da tarde e tomar um banho de piscina. Mas a Carol não podia, pois iria ao salão de beleza, então só o Jefferson iria.

Passamos primeiro na casa dele, ele pegou umas roupas e depois fomos para casa, chegando lá quase três da tarde. No caminho eu liguei para o meu primo e disse a ele que não precisava se incomodar a achar outro convite, pois eu iria sozinho, ele apenas concordou e desliguei o celular.

Já em casa, ficamos apenas de sunga e fomos para a piscina. No caminho de dentro da casa até a piscina eu fiquei reparando em como o Jefferson era gostoso e sarado. Me contive ali, pois ele é meu melhor amigo e namora minha melhor amiga. Ficamos tomando banho de piscina e eu explicando a ele o que tinha acontecido no shopping.

- e agora que ta solteirão, o que pretende fazer?- perguntou Jefferson.

- Sinceramente, to pensando em aproveitar. Vou esquecer um pouco os problemas amorosos e cair na gandaia.

- ta precisando mesmo. Não pensa em voltar pro Felipe?

- bem que eu queria, mas você sabe que não dá.

- O Lucas ainda pega no seu pé, né?

- todo dia, e olha que eu achei que essa encheção de saco ia acabar.

- sei não viu... mas acho que esse cara é amarradão na sua.

- Fala sério, Jefferson, ele é do tipo machão homofóbico.

- Sei não, mas esses caras que gostam de pagar de machinho e tals, são os que mais queimam a rosca. Eu não ponho minha mão no fogo por ele não, pra mim eu tenho certeza que ele é a fim de você.

- nem viaja, abandona essa idéia. - disse sorrindo. e seu namoro com a Carol?

- abalado de novo.

- o que foi dessa vez?

- elas vão se mudar da cidade.

- sério?

- sim, quase certeza. O pai delas arrumou um emprego melhor no Paraná e elas vão ter que se mudar pra lá.

- poxa cara, que chato, agora que tava tudo certo entre vocês.

- sim, eu queria tanto ter condições de me sustentar sozinho e fazer ela ficar aqui comigo, morando aqui, mas é foda.

- verdade, e elas vão quando?

- não sabe ainda, o pai delas estão esperando uma confirmação da empresa pra saber. Ainda não sabe se vai na metade do ano, quando entrar de férias no colégio ou se vão ter que ir antes.

- tenso.

- mas não comenta nada ainda, elas querem dar a noticia.

- tudo bem.

Ficamos na piscina conversando até o final da tarde, depois disso saímos, o Jefferson se secou, chamou um moto taxi e foi para a casa dele e eu fui para o meu quarto. E assim o dia terminou.

Na quarta de manhã cheguei na escola e encontrei o Lucas já no portão.

- virou porteiro agora?- perguntei a ele debochando.

- sem graça, tava te esperando. - disse ele sério.

- pra que?

- meu irmão já sabe que você terminou com o Thiago.

- nossa como as noticias correm.

- pois é. E eu vim aqui pra te dizer pra ficar longe do meu irmão e se ele pedir pra voltar, você não aceitar.

- fica tranquilo Lucas, nem tão cedo pretendo voltar pro seu irmão e nem ao menos perder tempo com você. - apenas dei um tapinha nas costas dele e deixei ele falando sozinho no portão.

Parecia incrível, mas eu, naquele dia, já tinha acordado alegre. Eu acho que estava cansado desses problemas amorosos mal resolvidos. Não vou negar que eu ainda estava apaixonado pelo Felipe e sentia muito a falta dele. Eu ainda sentia saudade dos beijos e abraços dele, e confesso que se ele me chamasse, eu saia correndo para os seus braços e esquecia o mundo. Mas até esse dia não chegar, resolvi aproveitar mais a vida e ser feliz.

Entrei na sala sorrindo com a Carol, Felipe já estava na sala conversando com o Vinicius. Nisso o Felipe se levanta e vai até onde eu tava.

- parece que fim de namoros te faz bem, não é?

- pra você parece que funcionou, não é?

- nem pense que depois disso a gente vai voltar, porque eu não aceito.

- fica tranquilo, Felipe, não terminei com ele com essa intenção.

- não? - disse ele surpreso.

- não - disse a ele entre risos, vendo a cara de decepção dele.

Quando ele ia saindo, o peguei pelo braço ainda.

- Felipe, não precisa ficar no sistema auto-defesa comigo. Relaxa, man. Eu ainda gosto de você.

Ele saiu da sala meio surpreso e eu fiquei entre risos.

- o que foi isso? - perguntou Carol.

- To tentando ser um novo Thalles. To conseguindo?

- se saiu muito bem.

- Obrigado.

O resto do dia passou normal e os dias também até chegar a sexta à tarde.

Minha mala já estava arrumada e eu pronto para ir pra Dourados. Eu ainda precisava arrumar uma fantasia para ir ao baile, mas meu primo me disse para não me preocupar, pois ele estava me esperando para irmos juntos a uma loja lá escolher. Iríamos no sábado de manhã. Peguei o ônibus às 4 da tarde e cheguei a Dourados às sete da noite. Na rodoviária já estava minha tia e meu primo me esperando.

- Oi, meu filho, como está?

- to bem, tia.

- e ae, mano.

- e ae, Dudu.

- fez boa viagem, Thalles?

- Fiz sim, Tia.

- que bom. Vamos pra casa, você toma um banho, pegamos a Andressa também e vamos jantar numa pizzaria.

- e o tio?

- ta viajando com o caminhão, o motorista não pode ir, ai ele foi.

- ah sim.

Fomos para a casa dela, tomei meu banho, cumprimentei a minha prima Andressa. Dudu tem 18 anos e a Andressa tem 14. Minha tia pegou a bolsa dela e fomos para o carro. No carro o Dudu já me dizia como era a festa e tal e a loja que iríamos no outro dia de manhã. Chegamos à pizzaria, jantamos e depois fomos à sorveteria, tomamos sorvete e depois fomos para casa.

Chegando lá, minha tia montou um colchão no quarto do meu primo para que eu dormisse no quarto junto com ele. O quarto dele ficava em uma edícula no fundo do quintal. Assim feito, todos foram dormir, e eu e meu primo ficamos no quarto assistindo a um filme na tv.

- Thalles?

- eu?!

- lembra de quando éramos crianças, que você dormia aqui em casa?

- lembro sim.

Momento explicação:

Eu e meu primo sempre fomos íntimos. Como temos quase a mesma idade, descobrimos essas coisas de adolescentes juntos, inclusive a famosa punheta. Sempre que eu dormia na casa da minha tia, eu dormia no quarto dele e toda noite batíamos punheta juntos, vendo revistas de mulheres peladas ou vídeos. Mas entre nós só rolou isso, pois não tínhamos nenhuma outra intenção e os dois eram héteros.

- ta afim de voltar a punheta? Já estamos crescidinhos num acha? - eu disse dando risada.

- claro que não seu bobo. O que eu tava lembrando de como éramos unidos.

- isso é verdade.

- então, mas ta com um tempo que nem conversamos mais, ainda mais agora que você se mudou.

- mas a gente pode ser como era antes.

- será mesmo? Eu preciso te contar algo.

- wow, parece ser sério.

- e é.

- vai Dudu, solta a bomba.

- eu gosto de homens também.

- sério?

- sim. Tenso

- o que é tenso?

- essa situação, Thalles.

- Relaxa, man. Eu também sou.

- serinho mesmo?

- sim - disse entre risadas - inclusive eu tava namorando um rapaz até esses dias.

- me conta como é?

- você é bi e nunca ficou com outro rapaz?

- já, mas nunca namorei sério e nunca transei. Foi só uns pegas.

Ficamos conversando, e eu explicando como foi a minha primeira vez com um homem, e contei para ele tudo o que aconteceu na minha vida até aquele dia. Ele ficou impressionado com tudo o que eu contei, e admirado com a minha coragem.

- será que um dia eu vou ter minha primeira vez também?

- relaxa Dudu, você vai ter sim. Agora vamos dormir sim, to mó cansadão.

- é vamos sim, amanhã o dia promete. Vamos cedo comprar as fantasias por que a loja fecha meio dia, e a tarde a gente dorme de novo pra ficar novo a noite, pra balada.

- beleza, já decidiu do que você vai?

- deixar pra decidir lá na loja e você?

- também.

- boa noite, Thalles

- Boa noite, Du.

Eduardo apagou as luzes e fomos dormir. Eu tava mó cansadão, então logo apaguei. Na madrugada eu sonhei com o Felipe, estávamos no meu quarto, ele me abraçava e me beijava, seus beijos eram carinhosos e deliciosos. Aos poucos ele ia me deitando na cama e arrancando a minha roupa. Sua mão deslizava sobre o meu corpo, mas eu permanecia imóvel, mas adorando. Ele continuava me beijando, mas seus beijos iam variando entre a minha boca e descia pelo meu pescoço, peitoral, minha barriga e eu ficava cada vez mais excitado. Sua mão invadia minha cueca e já massageava meu pau que no momento já estava duro. Aquilo estava muito bom, e eu já sentia que eu iria gozar. No momento eu resolvi agarrar ele e ter aquele corpo só pra mim. Aquele corpo que eu já sentia muita saudade. Aquele corpo que eu peguei com vontade, com pegada mesmo, mas nesse momento eu acordei e advinha quem estava nos meus braços? Sim, meu primo, que me olhava assustado.

- De-de-Desculpa Tha- Thalles.

- relaxa, vamos dormir, to cansado.

Ele apenas voltou para a sua cama e dormimos. No outro dia eu acordei era 8 da manhã, meu primo já estava em pé, mexendo no PC.

- Bom dia - o cumprimentei.

- Bo-Bom dia cara. - disse ele meio tremulo. Eu apenas ria da situação.

- Relaxa Dudu. Até parece que já não temos intimidade o suficiente, mas na próxima faz quando eu tiver acordado. - disse a ele zoando, tentando quebrar aquele clima tenso. Pareceu funcionar um pouco, pois ele já não tava mais com medo, mas ainda um pouco envergonhado.

- Vai pro banheiro, depois toma café pra gente ir à loja, antes que acaba as fantasias, pelo que eu vi a festa vai bombar.

- claro, vamos sim.

Tomei um banho, depois tomei café com a minha prima Andressa. Logo após, meu primo que já tinha carteira, pegou o carro do meu tio e fomos até a tal loja. No carro, já tínhamos esquecido o que tinha acontecido e estávamos animados com a festa da noite. Chegando à loja às nove e meia. Lá ainda tinha muitas fantasias, e mesmo assim ainda tava difícil de escolher. Eu sempre gostei de historias de vampiros, aproveitei que tinha uma fantasia de Drácula e escolhi aquela mesmo. Meu primo escolheu ir de mágico.

Demos uma passada no shopping e eu aproveitei e comprei um perfume novo. Logo após fomos para a casa de uma outra tia, aproveitei para visitá-la e almoçamos por lá mesmo. À tarde fomos para a casa dele e dormimos a tarde inteira. Acordamos por volta das seis da tarde.

A festa começava às dez da noite, por volta das oito começamos a nos arrumar. Contamos com a ajuda da minha prima, que resmungava o tempo todo por não poder ir.

- Fala sério, eu também quero ir.

- Não Andressa, primeiro que não tem convite e segundo que você é de menor ainda.

- O Thalles também é de menor.

- Mas ele vai e você não, pronto.

Eu só sabia rir daquela situação, das briguinhas de irmãos.

- Thalles, você vai de Edward? - perguntou Andressa.

- não, vou de Drácula.

- vai de Edward misturado com Drácula, vai ficar gatão.

- só o cabelo de Edward então.

Terminamos de nos arrumar era nove e meia. Ainda ficamos um tempo tirando fotos, poses e mais poses, estávamos muito legais. Nessa brincadeira, perdemos a noção da hora e saímos era quase dez e meia. Ao chegar perto do carro que já estava estacionado do lado de fora, meu tio estava chegando de viagem e rindo muito das nossas fantasias.

- Tudo bom, Thalles?

- sim tio e o senhor?

- to bem também. Juízo vocês dois e você, Eduardo, se eu souber que você veio dirigindo bêbado pra casa, eu não libero mais o carro.

- ta bom, pai.

Chegamos ao clube perto das onze da noite. Na entrada meu primo já encontrou com a namorada dele que estava fantasiada de Lara Croft. Ela estava linda, e confesso que estava quase igual a Angelina Jolie. Estacionamos o carro e depois fomos para a entrada. Cumprimentei a Priscila e depois entramos no clube. Aquela festa tava muito animada, muita gente e eu ali, segurando vela pro casalzinho. Como estava sem companhia e não estava tão necessitado assim, resolvi beber.

- Thalles, segura a onda ai, daqui a pouco você cai de bêbado ai.

- Quem vai dirigindo, eu ou você?

- eu.

- então fica de boas. Além do mais eu to parando, não to a fim de fazer vexame não.

- beleza.

Continuamos dançando e depois eu resolvi ir até o bar, para pegar a saideira. Comprei uma bebida pra mim e outra pra Priscila, que já estava bêbada.

- Thalles, chega aqui.

- Fala, Dudu.

- Você deveria ter vindo fantasiado de caça fantasma.

- por quê?

- porque o fantasminha da ópera ali não para de te secar.

- Fala sério.

- desde a hora que chegamos que eu notei.

- engraçado, eu acho que conheço ele. Peraí que já volto.

- onde você vai?

- no banheiro.

Deixei o casal ali dançando, passei pelo rapaz que estava fantasiado de fantasma da opera e o encarei até ele me pedir pra se encontrar no banheiro. Fui na frente dele e entrei primeiro, lá tinha só alguns rapazes que já estavam saindo. Parei em frente ao espelho e fiquei me olhando. Não acredito que eu to fazendo isso, pensei. Quando pensei em sair, o rapaz entra no banheiro e começa a me encarar.

- gostou? - perguntei a ele

- sim. Muito. Vampiros me atraem.

- quer uma mordidinha?

- Melhor não Thalles. - disse o rapaz tirando a mascara.

- Gabriel?!?!

- Oi Thalles. A gente precisa conversar.

- Acho que deixei bem claro da ultima vez que não queria mais conversa contigo.

- mas eu preciso de uma chance de me explicar. Por favor, você é o meu Brother. Pela nossa amizade.

- que amizade? Aquela você jogou fora?

- Na boa, deixa eu me explicar primeiro? Depois você xinga de novo o que você tem pra xingar.

- Fala então.

- eu sou gay cara.

- sério? - perguntei espantado.

- sim.

- desde quando você é gay, Gabriel?

- sei lá mano, mas já faz um tempo.

- Desde que éramos amigos?

- sim.

- e nunca me contou?

- tinha medo, né, veio? Não é todo mundo que aceita ter um amigo gay.

- eu ia continuar sendo seu amigo.

- Desculpa ae mano.

- Mas perai, se você é gay, por que você tomou a minha namorada? Você fez a Yasmin terminar comigo.

- a culpa não é minha, Thalles.

- ah não? Você é estranho, diz que é gay e toma a minha namorada. Não da pra entender.

- eu nunca quis ficar com a Yasmin, ela que quis ficar comigo.

- e você simplesmente deixou.

- fui obrigado, porra.

- como é?

- A Yasmin sempre foi a fim de mim cara, sempre deu em cima de mim, mas eu nunca aceitei, em respeito a você.

- e por que nunca me disse?

- porque não queria estragar o namoro de vocês. Mas vi que eu fiz besteira, devia ter contado antes.

- e por que do nada você resolveu ceder?

- porque ela descobriu que eu sou gay. No colégio eu tava ficando com um outro carinha da sala ao lado da nossa. Era uma aula daquelas vagas então nós dois estávamos ficando lá nos fundos da escola, perto da quadra. Ela começou a procurar pela escola e me achou beijando o carinha lá. Antes que percebêssemos, ela tirou uma foto e começou a me ameaçar. Se eu não namorasse com ela, ela ia espalhar pra toda a escola que eu sou gay. Por isso eu fiz aquilo.

- você devia ter confiado em mim.

- eu sei, Thalles, me arrependo disso até hoje. Mas o momento mais triste foi quando você deixou de ser meu amigo e se mudou de cidade. Fiquei mal por muito tempo.

- e como o namoro de vocês terminou?

- como você sabe?

- encontrei ela no feriado em Bonito, ela fez questão de me informar e pediu pra voltar.

- e vocês voltaram?

- claro que não, mandei ela pra puta que pariu e pedi pra me esquecer.

- eu terminei com ela na verdade.

- como assim?

- tempos depois, esse garoto que eu tava ficando, ficou com raiva que eu não estava mais ficando com ele e abriu o bico, contou pra escola toda. Ai como já não tinha mais nada que me prendesse a ela, eu terminei.

- que tenso. E como ta o clima na escola?

- tá péssimo, mas eu já mudei de escola.

- hum...

- queria te pedir desculpas mais uma vez Thalles.

- não precisa se ...- fui interrompido com a porta do banheiro abrindo e meu primo entrando.

- cara, achei que você tava desmaiado aqui dentro, to te esperando mó tempão lá.

- já to indo, Dudu. Só resolvendo uns problemas aqui.

- cara, eu vim te chamar porque a gente tem que ir, a Priscila bebeu demais e ta quase desmaiando. Preciso deixar ela la na casa dela.

- ta bom, vai indo lá que eu já vou.

Eduardo saiu do banheiro e eu voltei a falar com o Gabriel.

- não precisa se preocupar com essa historia, já é águas passadas. Agora eu preciso ir.

- Thalles?

- sim

- e nós dois?

- o que tem?

- como fica?

- não sei, Gabriel. Eu ainda to muito confuso com essa história. Mas já não guardo mais nenhum rancor por você. Quem sabe, um dia, a gente pode até voltar a ser amigos de novo.

- certo.

Despedi dele e deixei ele dentro do banheiro e fui encontrar com meu primo, que já estava do lado de fora da boate, com a Priscila dentro do carro desmaiada e ele lá fora me esperando.

- passar, deixar ela na casa dela e depois vamos pra casa.

- de boas.

- quem era aquele?

- Gabriel, um antigo amigo meu.

- rolou alguma coisa lá no banheiro?

- depois te explico.

Chegamos à casa da Priscila e com a permissão da mãe dela, e em meio a reclamações, a deixamos na cama dela e depois fomos para a casa do meu primo. Chegamos à casa dele por volta das duas da madrugada, guardamos o carro e fomos direto pro quarto dele. Chegamos um pouco cansados, embora os dois estivessem ainda um pouco alterados pela bebida, nós ainda não estávamos com sono.

- Ta com sono, Thalles?

- nenhum pouco

- colocar umas músicas aqui pra gente escutar.

- de boas.

Ele colocou as musicas, começamos a tirar nossas fantasias e resolvemos ir tomar banho. Primeiro ele foi tomar um banho e depois que ele saiu eu fui pro banho. Enrolei no banho um pouco, sendo a maior parte fiquei parado de baixo do chuveiro, pensando em tudo aquilo que o Gabriel havia me dito. Após sair do banho coloquei apenas uma cueca e fui deitar no meu colchão. Eduardo, que também tava só de cueca, já estava deitado com os olhos fechados, eu achei que ele já estava dormindo, mas ele  começou a puxar assunto.

- tava aqui pensando.

- no que?

- o que você e o tal Gabriel tava fazendo no banheiro lá do clube?

- Pois é né, nós estávamos conversando sobre os problemas que tivemos antes de eu me mudar daqui. Sobre ele roubar minha namorada e tals... Mas já resolvemos e estamos de boa.

- Por isso que ele não parava de te olhar lá na festa, né?

- sim, mas não foi só por isso.

- por que então?

- A nem sei como dizer.

- Larga de besteira, diz ai de boa.

- antes da conversa, rolou uma oral lá.

- sério? Como?

- kkkkk, olha que pervertido. Não rolou nada não, tava só zuando.

- seu mané, eu já ia perguntar se era melhor que a minha

- como?

- se ele faz melhor que eu

- isso eu não sei Dudu, nunca experimentei o seu.

- mas pode agora.

Sem dizer mais nada, apenas dei um sorriso e ele se jogou no meu colchão, ficou por cima de mim e começou a me beijar. Nesse momento eu já estava bem excitado e com o pau duro e senti que o Dudu também estava. Seus beijos eram ótimos e cheios de vontade. Ele parava de beijar a minha lentamente e depois ia beijando meu pescoço e ia descendo pelo peitoral e o abdômen. Após isso ele começou a morder de leve meu pau sobre a cueca mesmo, arrancando de mim leves suspiros e lentamente foi tirando a minha cueca. Depois que ele tirou minha cueca, ele começou a chupar o meu pau como se fosse um doce muito gostoso... como aquilo estava bom. Nesse momento me veio na cabeça a imagem do Felipe e eu não consegui mais continuar com aquilo.

- melhor não, Dudu.

- que foi? Não ta gostando?

- to, mas não é isso.

- o que então?

- O Felipe.

- Thalles, esquece ele por um tempo.

- mas é que - interrompido

- Thalles, eu quero perder a minha virgindade com você. Me dá esse prazer.

Nesse momento ele começou a me beijar novamente e eu não resisti, o tesão falou mais alto. Ele me deitou novamente e começou a chupar o meu pau. Como a boquinha dele era deliciosa. Minutos depois eu achei que ia gozar, avisei a ele.

- Agora não, eu quero transar com você.

Ele se levantou e foi até o guarda roupa dele e voltou com uma camisinha e um lubrificante. Nisso ele já abriu a camisinha com os dentes e começou a colocar a camisinha no meu pau. Ele me entregou o lubrificante e me mandou passar no pau e no ânus dele.  Nisso já fomos para a cama dele e ele se posicionou de quatro.

- vai com cuidado, Thalles.

- deixa comigo.

Comecei a forçar a cabeça do meu pau pra penetrar no cuzinho apertado dele. Forcei a primeira vez, mas tive dificuldade, então eu peguei mais um pouco de lubrificante, passei e fui empurrando devagar até entrar toda a cabeça do meu pau. Quando entrou, Eduardo soltou um gemido alto, eu até fiquei preocupado em alguém ter escutado, mas lembrei que a edícula é um pouco afastada.

- ta doendo, Thalles.

- calma, deixa acostumar um pouco dentro e afrouxa um pouco, meu gostoso.

Passado uns minutinhos ali parado, eu comecei a forçar meu pau para ir penetrando, a cada centímetro que ia entrando ele ia gemendo de dor. Deixei só mais um pouquinho ali parado para acostumar e depois tirei meu pau. Passei mais um pouco de lubrificante e meti novamente naquele cuzinho apertado que tava me fazendo delirar. Era muito apertadinho e bem gostoso. Fui enfiando aos poucos depois e comecei a fazer movimentos de vai e vem devagar, aos poucos fui notando que seus gemidos já não eram mais de dor e sim de prazer.

- posso aumentar o ritmo?

- sim

Comecei a bombar com mais vontade e em poucos minutos eu já estava fudendo aquele cuzinho dele com vontade. Pouco depois ele se cansou daquela posição, então eu deitei e ele ficou por cima de mim e começou a cavalgar sobre meu pau. Pouco depois eu senti meu corpo estremecer e senti que ia gozar, avisei a ele e ele aumentou o ritmo e me fez gozar. Logo após eu gozar, ele deitou sobre o meu corpo e ficou ali, me abraçando. Minutos depois, eu tirei o meu pau de dentro do ânus dele e ele deitou-se ao meu lado.

- Nossa Thalles, foi muito bom.

- foi sim, uma delicia.

- cansei.

- vamos tomar um banho rapidinho e depois deitamos pra dormir.

- vamos

Então o ajudei a levantar e fomos para o banheiro, lá começamos a nos banhar. No meio do banho eu comecei a bater uma punheta pra ele até ele gozar. Terminamos o nosso banho e fomos para a cama.

- dorme comigo essa noite aqui na cama.

- claro.

Me posicionei ao seu lado e ficamos abraçadinhos em conchinha. Minutos depois notei que ele já estava dormindo. Eu não conseguia dormir ainda, na minha cabeça já vinha novamente a imagem do Felipe, comecei a me recordar da nossa primeira vez e um aperto me veio no coração. Eu não podia ter feito aquilo, afinal eu gostava dele e mesmo sem estarmos mais namorando, eu ainda me sentia preso a ele, sentia que eu tinha a obrigação de ser fiel a ele. Eu não podia tê-lo traído. Eu o amava. Mas novamente os problemas amorosos tomavam conta da minha cabeça e me lembrava o porquê eu e o Felipe tínhamos terminados. Talvez as coisas que aconteceram nesse final de semana serviram para me mostrar que eu tinha que esquecer ele e tocar a minha vida, e de preferência, sem problemas. Em meio a esses pensamentos, eu também adormeci.

No outro dia acordamos já era as onze da manhã, levantamos, nos vestimos e começamos a arrumar o quarto.

- adorei a noite de ontem.

- eu também adorei, Dudu, só espero que as coisas entre nós não mude.

- claro que não, mano, vai continuar como sempre foi, só que a intimidade aumentou, só isso.

- bom saber.

Ele pegou as fantasias e foi jogar em um canto do quarto. Notei que ele não mancava.

- Não ta mancando?

- não ué, por quê?

- fala sério, assim broxa né, a gente nota que a noite foi boa quando a pessoa acorda mancando no outro dia.

- kkkkkkkkkk seu sem graça, mas se isso te serve de consolo, ta doendo pra caralho.

- valeu, ai sim você aumenta a minha estima.

- vai se fuder, seu viado.

Terminamos de arrumar o quarto entre brincadeiras e risadas, escovamos os dentes e fomos para a casa da frente tomar café.

- bom dia meninos, pelo jeito a noitada foi boa, né?

- e foi, tia, pior é a ressaca hoje.

- café ta ai. Toma e mais tarde sai o almoço.

- Pai vai assar carne, mãe?

- vai sim, ele foi no mercado e já vem.

- vai vir mais alguém, tia?

- sim, vem seus avós e o alguns tios.

- cadê a Andressa, tia?

- foi com o seu tio.

Terminamos de tomar café e depois fomos ajudar minha tia com algumas coisas. Aos poucos os parentes foram chegando e meus avós também. O bom foi que eu pude ver muitos parentes e matar um pouco a saudade. O dia ocorreu normal e às cinco da tarde eu já estava na rodoviária esperando o meu ônibus para voltar a Campo Grande. O ônibus que iria sair às cinco e meia da tarde estava atrasado e chegou quase às seis. Despedi-me dos meus tios, da minha prima e do meu primo.

- não some, mano, volta mais vezes - disse ele piscando pra mim.

- pode deixar. - respondi a ele com um sorriso.

Entrei no ônibus e fui para a minha poltrona, eu sempre escolho a ultima. Pouco depois, um rapaz, aparentando uns 18 anos, lindo, veio na direção onde eu estava e sentou ao meu lado.

- prazer, Bruno.

- prazer, Thalles

Após nos cumprimentarmos, o ônibus saiu.




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