FINAL DO CAPITULO ANTERIOR...

Sai quase correndo da sala, apenas pro meu pai não me fazer
mais perguntas. Quando cheguei no meu quarto, deparo com o Felipe sentado em
frente a mesinha mexendo n o notebook dele.

Eu> Felipe?!

Felipe> Oi Thalles, beleza?

Eu> sim. O que ta fazendo aqui?

Felipe> vou morar aqui com vocês.





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CONTINUANDO...

Eu> morar aqui?! – pergunto com um certo espanto

Felipe>kkkkk  provisoriamente. Vou passar uns dias aqui.

Eu> por que?

Felipe> meu avô que mora no Chile está muito mal de saúde e minha mãe teve que ir urgente pra lá pra cuidar dele. Como não posso faltar muito na escola, minha mãe perguntou a sua mãe se eu podia ficar aqui na sua casa por esses dias que ela está pra lá.

Eu> entendi.

Felipe> ai vou ficar aqui até ela voltar. Como o quarto de hospedes ta sendo usado pelo Eduardo, sua mãe disse que eu podia ficar aqui no seu quarto e ate colocou um colchão ali. Tem alguém problema?

Eu> Não, claro que não. Fica a vontade ai. Vou tomar um banho.

Meu banho durou meia hora. Como tem o banheiro no meu quarto, geralmente eu saio do banheiro sem toalha mesmo, pronto pra ir no guarda roupa e me vestir. Esqueci que o Felipe estava no meu quarto e sai pelado do banheiro, deixando ele de boca aberta e soltar um “nossa!”, foi ai que me toquei e urgente sai correndo ate o guarda roupa e vesti a primeira cueca que vi na frente.

Felipe> não precisa desses desespero Thalles, eu já te vi assim antes e por muito mais tempo.

Eu> mas vamos manter o respeito né.

Eduardo> Tia Cecilia disse que o Felipe ta aqui. – disse ele entrando no quarto. – Ah, Oi Felipe.

Felipe> e aew Eduardo, beleza?

Eduardo> sim. – Eduardo repara eu de cueca. – eu atrapalhei algo?

Eu> claro que não besta.

Felipe> gente, to com fome, sua mãe disse que a hora que eu quisesse podia ir na cozinha e preparar um lanche, eu vou lá. Vocês querem também?

Eduardo> cara, to morrendo de fome também, eu aceito.

Felipe> e você Thalles?

Eu> eu aceito também. Obrigado.

Felipe foi pra cozinha e eu fui entrar no meu MSN.

Eduardo> ex passando um tempo aqui, dormindo no mesmo quarto. Cuidado com as recaídas.

Eu> nem viaja Dudu. Só não sei como o Bruno vai reagir a isso.

Eduardo> ele é de boa e tranqüilo, mas nessa situação, nem um monge consegue se segurar.

Eu> só me faltava essa.

Felipe trouxe os lanches, conversamos um pouco depois até na hora de ir dormir. Eduardo foi pro quarto dele e o Felipe já arrumava o colchão dele no chão. Felipe ficou só de cueca e eu com uma bermuda.

Felipe> Thalles, você gosta de dormir só de cueca. Vai dormir de bermuda hoje?

Eu> melhor né.

Felipe> cara, eu não vou te atacar a noite, pode ficar tranqüilo, mas se você quiser eu coloco colchão na sala sei lá, pra você ficar mais a vontade no seu quarto.

Eu> tudo bem Felipe. Pode ficar aqui mesmo. -  Tirei minha bermuda ficando só de cueca também e entrei pra debaixo do edredom. Felipe apagou a luz fomos dormir.

Na madrugada eu sinto uma mão percorrendo pelo meu corpo. A cada toque meu corpo todo se arrepiava. Ainda de olhos fechados, eu curtia aquela sensação gostosa me deixava louco. Com muito sacrifício eu abri meus olhos e vi o Felipe, somente cueca em cima de mim, já beijando o meu corpo.

Eu: Felipe, para, não podemos fazer isso.

Felipe: relaxa Thalles e deixa acontecer.





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Seus lábios já iam de encontro aos meus e um beijo apaixonante aconteceu. Não sei como explicar esses beijos maravilhosos, só sei que é diferente de tudo o que já tinha experimentado, com um gosto mais doce e suave. Meu corpo queria mais aquilo, mas minha mente dizia que aquilo era errado. Eu não queria, não devia, mas meu corpo já não respondia mais por mim.

Eu: chega Felipe, não posso fazer isso.

Eu começava a empurrar o corpo do Felipe, mas meu próprio corpo se inclinava para continuar aquele beijo.

Felipe: se entrega Thalles, eu sei que você quer.

Eu: Não Felipe, eu não quero.

Felipe: eu te amo cara, seja meu.

Eu: NÃO FELIPE!!!

Nesse momento eu acordei assustado, ficando sentado na cama. Meu corpo já estava todo suado e a minha respiração ofegante. No chão, o Felipe estava sentado em seu colchão, olhando pra mim um pouco assustado ainda, embriagado pelo sono.

Felipe> ta tudo bem Thalles?

Eu> sim, estou.

Felipe> quer que eu vá buscar um copo de água?

Eu> não, não precisa. Obrigado.

Felipe> ta tudo bem mesmo?

Eu> ta sim, vamos dormir porque acordamos cedo.

Felipe> vamos.

Demorei um pouco pra dormir, na minha mente vinham às cenas daquele sonho. Como era possível sonhar com aquilo, amando o Bruno? Demorei, mas consegui pegar no sono.





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No outro dia acordei às seis da manhã, o Felipe também estava levantando. Como ele entra na escola mais cedo do que eu, o deixei ir pro banho primeiro. Depois dos banhos e se arrumar, descemos pra tomar café. Na cozinha estava o Eduardo e a minha mãe tomando café e a Maria lavando algumas louças.

Eu> Bom dia.

Cecília> bom dia meu filho.

Felipe> Bom dia. Oi Tia. – disse Felipe dando um beijinho no rosto da minha mãe. Fiquei me perguntando que intimidade é essa. Desde quando era aquilo. Eduardo me olhou com uma cara que se fazia essas mesmas perguntas.

Cecília> Bom Dia Felipe, dormiu bem?

Felipe> dormi sim. Parece que o Thalles andou tendo uns pesadelos essas noite.

Cecilía> Filho, coca cola logo cedo.  – disse minha mãe a me ver pegando uma garrafa de coca cola que tava na geladeira. - Nem pensar menino, pode tomar leite. Fica tomando essas coisas logo de manhã só pra estragar o estomago. Vou começar a proibir esses refrigerantes aqui em casa.

Eu> ta bom. – deixei a garrafa de coca e pegando a caixa de leite.

Eduardo> o que você sonhou essa noite primo.

Eu> deixa quieto. Nem lembro mesmo. – me distrai lembrando do sonho e acabei enchendo demais o copo de leite, derramando no chão.

Eduardo> eita desastre.

Cecília> presta atenção meu filho.

Limpei o chão e fui até a pia lavar as minhas mãos e vi a Maria um pouco triste.

Eu> ta tudo bem Maria.

Maria> ta sim meu filho. Só um pouco chateada.

Eu > o que aconteceu?

Maria> eu estava contente achando que ia ganhar um neto, que o  ia ser pai.

Eduardo arregalou os olhos com o espanto, minha reação foi a mesma.

Eu>  vai ser pai?





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Maria> não. Tudo armação daquela garota que ele namorava. Nunca fui com a cara daquela menina mesmo.

Eu> como assim Maria?

Maria> Aquela tal Eliane querendo dar o golpe da barriga. Depois de o  ter terminado com ela, ela aparece lá em casa dizendo que tava grávida dele.

Eu> e não é dele?

Maria> Não, sábado eles pegaram o resultado do exame que eu fiz ela fazer e mostrou que ela não ta grávida.

Eu> caramba.

Maria> pior que eu tava tão contente que ia ganhar um neto

Cecília> fica assim não Maria,  ainda é jovem e tem que aproveitar mais a vida. Quando chegar no tempo certo, ele casa e te da até mais de um neto.

Terminamos de tomar café, Eduardo e eu fomos pro meu quarto e a minha mãe foi levar o Felipe na escola.

Eduardo> então foi por isso que o  sumiu.

Eu> cara, golpe da barriga é foda, tadinho do , caindo nessa.

Eduardo> mas eu to chateado com ele.

Eu> até sei por que. Mas também eu o entendo.

Eduardo> ah Thalles, o que custava ele ter me contado sobre essa história da gravidez.

Eu> talvez ele esperasse o resultado desse exame.

Eduardo> pode ser isso.

Eu> liga pra ele e o chame para conversar.

Eduardo> vou sim.

Eu> mas antes me leva pro cursinho, já to quase atrasado.

Eduardo> levo se você me contar sobre o pesadelo.

Eu> te conto no caminho.

Durante a aula eu mandei um SMS pro Bruno pedindo que ele fosse até a minha casa na parte da tarde para conversarmos. Confesso que eu tava com medo da reação do Bruno, afinal, quem não ficaria nervoso sabendo que o ex namorado de seu namorado está morando com seu namorado. Eu ficaria. No intervalo, William e eu contávamos para o Ricardo e a Yumi sobre o final de semana no clube, arrancando risos deles.

Na parte da tarde, o Bruno chegou à minha casa perto das duas da tarde. Quando ele chegou, eu estava no meu quarto, deitado e escutando musica. A musica que tocava era Numb – Linkin Park. Eu cantava tentando acompanhar a musica, mas como meu inglês é ótimo ¬¬, só consegui arrancar risos do Bruno enquanto ele observava parado na porta do meu quarto.





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Eu> ta a quanto tempo ai?

Bruno> desde o primeiro refrão.

Eu> e deixou eu pagar esse mico na sua frente?

Bruno> tava tão bonito, você canta muito bem.

Eu> (¬¬) – ah ta, até parece.

Bruno> Amor, posso saber por que o Felipe ta aqui na sua casa tomando banho de piscina?

Eu> pois é amor, por isso eu disse que precisamos conversar. Senta aqui na cama.

Expliquei a situação pro Bruno que me escutava atentamente e sério.

Eu> então é isso amor.

Bruno> Amor, não vou negar que to morrendo de ciúmes de saber que você vai conviver com esse cara aqui todo dia. Sei que você não vai fazer nada, mas não confio nele. Porém sei que você não tem culpa do que ta acontecendo, já que não tem escolha, temos que aceitar né.

Eu> sabia que você compreenderia amor. Vem cá.

Puxei ele e dei um longo beijo.

Bruno> a porta aberta amor. Vai que alguém vê.

Eu> to nem ai. - Puxei ele e demos um outro beijo e fomos interrompidos pelo Felipe entrando no quarto.

Felipe> desculpa, não queria atrapalhar. – disse Felipe sem graça. Ele estava com uma toalha pendurada no pescoço, só de sunga azul escura e o corpo ainda meio molhado. 

Eu> ta tudo bem. Pode entrar.

Felipe> vim só tirar essa sunga molhada e colocar uma bermuda e camiseta. Vou sair, mais tarde eu to de volta.

Felipe foi ao banheiro tirar a sunga e se arrumar. Do meu lado o Bruno cochichava em meu ouvido dizendo que achava que o cara de pau do Felipe ia tirar a sunga na nossa frente, eu só ri. Felipe saiu do banheiro já arrumado e se despediu da gente. Fui até a porta e a tranquei, voltei para onde estava o Bruno e já fui pra cima dele começando a beijá-lo.

Bruno> eita amor, tudo isso é saudade.

Eu> claro, cada segundo longe de você pra mim é uma eternidade.





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Começamos a nos beijar e um arrepio tomou conta de mim quando notei que os beijos que eu estava tendo com o Bruno eram iguais aos que eu sonhei, mesma sensação, mesmo gosto, mesmo jeito. Aqueles beijos foi me deixando com mais vontade ainda e ao contrario do sonho, eu não empurrava o corpo que me beijava e sim o apertava ainda mais, juntando com o meu.

Bruno> nossa amor, que delicia de beijo.

Eu> então vem que eu quero mais.

Ficamos nos beijando, o clima foi esquentando e naquela tarde tivemos duas transas demoradas e cheias de amor. Com muita pegada e gosto, como se há tempos não fazíamos aquilo.

Eu> Amor, precisamos resolver um assunto.

Bruno> qual amor?

Eu> sua primeira vez como ativo.

Bruno> há amor, eu já te disse que não quero te forçar a nada. Me sinto bem como estamos e não reclamo por isso. Espero o dia que você estiver preparado e quiser.

Eu> eu to preparado amor e quero que seja com você a minha primeira vez como passivo. Aliás, você vai ser o único, por que vamos estar juntos para sempre.

Bruno> ooownnti meu amor, Eu te amo mais que tudo nessa vida.

Eu> eu te amo mais meu lindo. Então, vamos combinar uma coisa legal pra minha primeira vez?

Bruno> claro, mas deixa que eu preparo. Vai ser surpresa.

Eu> olha lá hein, vou confiar em você. Só não vai me arrastar pra um motel de BR.

Bruno> credo amor, sai pra lá.

Eu> kkk to brincando amor. Se bem que sendo com você, qualquer lugar vai ser especial, até no meio do mato.

Bruno> kkk nem pensar amor, vai ser um dia especial, tem que ser perfeito e em um lugar agradável.

Às cinco e meia da tarde nos levantamos e nos arrumamos para ir à escola.

No final da aula o Eduardo passou na escola para me buscar e antes de ir pra casa, fomos ao extra 24 horas.





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Eu> o que você vai comprar aqui?

Eduardo> nada, to esperando o  sair.

Eu> ele ta trabalhando aqui?

Eduardo> sim, ele ta trabalhando há duas semanas aqui.

Eu> Poxa, nem me contou. Ele faz o que aqui?

Eduardo> ele é caixa. Vem, vamos comprar ice. To afim de beber. Ai passamos no caixa dele.

Eu> vamos, também quero.

Eduardo> ah, deixa eu te contar, arrumei um bico ai pra fazer.

Eu> sério, qual?

Eduardo> Um Amigo da faculdade arrumou pra eu trabalhar numa campanha pra um candidato ai a deputado estadual.

Eu> sério que você ta mexendo com isso?

Eduardo> claro, ganhando gasolina pra moto e um dinheirinho ai extra e a única coisa que eu tenho que fazer é distribuir santinho e ir alguns comícios.

Eu> lol, boa sorte pra você.

Eduardo> Pra nós, você vai me ajudar. Até que é divertido.

Eu> o que eu ganho com isso?

Eduardo> um sexo selvagem comigo, o que acha?

Eu> mas isso eu já ganho sem ter que fazer nada em troca kkkkkk

Eduardo> kkk manezão. Eu reparto o dinheiro.

Eu> agora sim.

Passamos pelo  que sorriu ao nos ver ali.

> boa noite senhores.

Eu> Boa Noite sumido.

 ficou sem graça.

Eduardo> estamos te esperando lá fora.

> falta dez minutos pra acabar meu expediente. Vou fechar o caixa e passar ao pessoal, já eu vou.

Eduardo> ta bom.

Depois de quase vinte minutos o  sai com uma garrafinha de ice na mão também e vai nos encontrar no estacionamento.

> Oi garotos, vamos conversar.

Eduardo> vamos. Por que você não me contou da gravidez da Eliane?

> ela não ta grávida.





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Eduardo> eu sei que não está, mas você não acha que deveria ter me contado essa história antes?

> desculpa amor, eu sei que não fiz certo, mas eu só queria te contar quando eu tivesse certeza que ela estava grávida, quando saísse o resultado do exame.

Eduardo> poxa, a gente é um casal tão unido, um conta com o outro e você me esconde uma coisa dessas.

> Dudu, se eu chegasse em você semana passada e dissesse que a Eliane tava na minha casa dizendo que está grávida de mim. Você ia ficar chateado comigo.

Eu> gente, vou deixar vocês dois a sós que é melhor.

> não Thalles, fica.

Eduardo> fica primo.

Eu> não gente, vou deixar vocês a sós, é melhor.

Sai de perto deles e fui até dentro do mercado de novo comprar mais uma ice. Enrolei um pouco e depois de uns dez minutos eu sentei em um murinho no estacionamento e fiquei observando a conversa até quase meia hora. Vi os dois começando a sorrir e deram um selinho bem rápido e vieram até onde eu estava.

Eu> já vi que estão de boa.

Eduardo> claro, estamos sim. Agora vamos antes que a tia liga pra nós preocupada, já é quase meia noite.

> nos vemos amanhã amor.

Nos despedimos e fomos para a minha casa. Chegando em casa, o Felipe estava na sala assistindo TV.

Eu> ainda acordado?

Felipe> aham, tava esperando vocês. Já lancharam?

Eduardo> ainda não, to morrendo de fome.

Eu> eu também to.

Felipe> vamos pra cozinha então lanchar. Ah Thalles, sua mãe pediu pra te avisar que amanhã ela vai precisar que você ajude lá na loja.

Eu> você vai também.

Felipe> não posso, tenho prova depois de amanhã e marquei de estudar com uns amigos na biblioteca da escola.

Eu> entendi.

Lanchamos e fomos para nossos quartos.

Na terça, tudo ocorreu normal durante a manhã no cursinho, eu já me preparava pro vestibular e para o Enem. Como estávamos em setembro, só tinha mais dois meses pra se preparar e os professores já estavam mais exigentes.

Na parte da tarde eu ajudei na loja junto com a minha mãe e a Michele.

A noite, aproveitamos que o professor de matemática tinha faltado e fomos resolver questões da nossa formatura. Como somente o dinheiro das mensalidades poderia não ser suficiente, começamos a organizar eventos pra arrecadar mais dinheiro. Depois de entrar em um consenso, decidimos começar com um almoço. Marcamos esse almoço para o terceiro domingo do mês, o que nos dava pouco mais de duas semanas para vender os convites. Amanda e Letícia conversaram com a vice diretora do colégio, pedindo autorização para fazer o almoço no colégio e utilizar a cozinha pra fazer o almoço. Com a autorização concedida, restava a nós correr atrás do resto.

Durante a semana tudo ocorreu normal, na sexta a noite, chegamos do colégio e eu fui pro MSN. Black Angel já estava online e logo veio puxar conversa comigo.

Black Angel diz: e ai viadinho.

Thalles Arezzo diz: to com saco pra você hoje não, me erra.

Black Angel diz: ta nervosinho é?

Thalles Arezzo diz: na boa, nem sei por que não te exclui ainda.

Black Angel diz: por que sabe que é mais prudente .

Thalles Arezzo diz: fala logo que você quer.

Black Angel diz: já fez o que eu pedi?

Thalles Arezzo diz: eu não vou largar do Bruno.

Black Angel diz: ah que lindo, então vocês não vão se importar de eu pixar no muro da escola, na segunda feira como é lindo o amor de vocês dois.

Thalles Arezzo diz: eu queria entender o que você ganha com isso.

Black Angel diz: que tal o doce sabor de ver vocês dois separados.

Thalles Arezzo diz: e o que depois? O que vai fazer depois?

Black Angel diz: você não precisa saber. Amanhã eu entro de novo pra ver se você mudou de idéia. Saindo aqui.





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Black Angel nem deixou eu responder e já ficou offline. Felipe estava na sala assistindo TV e o Eduardo no meu quarto, vendo a conversa.

Eduardo> tenso hein.

Eu> muito.

Eduardo> ow, amanhã tem uma passeata básica do partido do canditado que to trabalhando, vamos.

Eu> que horas?

Eduardo> mais ou menos nove da manhã, vai ser aqui na avenida perto.

Eu> pow, passeata é foda. Sol quente distribuindo santinhos e escutando aqueles jingles horríveis.

Eduardo> mas vai ter um monte de jovens lá também. Galera da faculdade, a maioria vai ta lá, ai eu te apresento alguns amigos.

Eu> beleza, eu vou então.

Felipe> gente, eu fiz brigadeiro, alguém quer? – disse Felipe entrando no quarto

Eduardo> opa, eu quero.

Eu> eu também.

Felipe> deixei lá esfriando um pouco, vou lá buscar e já volto. – disse ele saindo do quarto.

Eduardo> Felipe ta legal desde que começou a morar aqui né?

Eu> pois é, estranho né?

Eduardo> você acha?

Eu> esmola quando é demais, o santo desconfia. Só digo isso.

Eduardo> mas ele pode ta mudando de verdade.

Eu> que Deus te ouça.

Felipe trouxe o brigadeiro e comemos enquanto assistíamos filmes os três.





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Sábado de manhã, acordei as oito, me arrumei, comi um pouco e lá fomos nós pra tal passeata. Como eu já imaginava, na segunda vez que o jingle tocava, eu já tava enjoado de ouvir. Eduardo apresentou alguns amigos de faculdade, ficamos tomando tereré e conversando. Alguns entregavam os santinhos e outros faziam deles um monte de aviõezinhos. Uma das senhoras que estavam na campanha, repreendeu o Eduardo por estar estragando os santinhos, eu ri muito com essa cena.

Perto do meio dia a passeata havia acabado e o Eduardo e eu voltávamos a pé para casa, que não estava muito longe, e passamos por uma senhora que pedia esmola. Parei em frente a ela, tirei dois reais do meu bolso e a entreguei.

Senhora> me de sua mão, meu filho.

Estranhei, mas dei a mão pra ela que pegou firme o meu pulso e ficou analisando a palma da minha mão. Eduardo observava tudo atento e intrigado assim como eu.

Senhora> Vejo que é um rapaz forte, de bom coração. Bem e o mal ronda a sua vida incansavelmente. Deve ficar atento. Barreiras estão por vim, vejo nuvens negras chegando e essa é a hora de ficar firme e mostrar o tão forte que tu és. Vejo que luta por um grande amor. Continue lutando, só o Amor verdadeiro te salva das coisas ruins que estão por vim.

A mulher soltou a minha mão e eu fiquei pasmo com tudo aquilo que ela disse. Eduardo olhou assustado para ela.

Eduardo> pode ler a minha mão também senhora.

Senhora> desculpe meu filho, mas eu não leio mãos. Apenas sou uma necessitada. Pode me ajudar. – Eduardo tirou um real do bolso e entregou a senhora. – Obrigado meu filho, vão com a graça de Deus.

Andamos alguns passos e olhei para trás e não vi mais a senhora.





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Eu> Dudu, a mulher sumiu.

Eduardo> deve ter ido gastar os três reais que ganhou. Nem pra ela ler a minha mão também. Queria saber se eu ia ficar rico.

Eu> kkkkkkk estuda e trabalha que você fica.

Eduardo> sem graça ¬¬.

Na parte da tarde daquele sábado, o Bruno chegou era duas e meia. Tomamos banho de piscina até anoitecer. No sábado a noite fomos até a feira central comer os famosos yakisobá.

Enquanto meus pais e o Felipe continuavam comendo, Eduardo Bruno e eu fomos andar pelo lugar, paramos em frente a uns hippies vendo suas bugigangas.

Eduardo> ow, perai gente, vou comprar essa pulseira aqui, achei massa. Quanto é mano.

Rapaz> 5 reais gente boa.

Eduardo> porra, tudo isso cara.

Rapaz> pó, mas é bem feitinho né. Bem trabalhado

Eduardo> ah, da um desconto ai.

Rapaz> faço 4 reais pra você levar então.

Eduardo> fechado. Toma aqui 5 e me volta um real.

Quando saímos de perto do cara, Bruno e eu começávamos a zoar o Eduardo.

Bruno> seu mão de vaca.

Eduardo> eu não, eu sou esperto. Não vai ser esbanjando dinheiro que eu vou ficar rico.

Fomos para casa e o Bruno havia levado alguns DVDs para assistirmos. Colocamos os colchões na sala e ficamos deitados, assistindo o filme. Não consegui nem terminar de assistir o primeiro filme e apaguei.

Acordei ao som de carros de corrida de formula 1. Olhei para o lado e vi o Felipe e o Bruno conversando e comentando sobre a corrida.





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Bruno> te acordamos bebe?

Eu> tudo bem.

Felipe> assiste a corrida com a gente?

Eu> corrida? Não... vamos assistir outra coisa?

Bruno> ta quase acabando amor e eu quero ver se o vettel vai ganhar.

Felipe> isso mesmo Thalles. Vai vettel, passa.

Bruno> Puta merda cara, vettel ficou pra trás.

Felipe> a praga do Hamilton passou.

Eu> cara que graça vocês vê em corrida de formula 1?

Felipe> ó lá Bruno, ta passando de novo.

Bruno> Agora vai Lipe. Ta ganho a corrida, Vettel ganha.

Eu> eu vou voltar a dormir tá. Bruno, pega esse travesseiro pra mim.

Felipe> puta que pariu, Hamilton não sai da cola do vettel.

Bruno> vai passar não Lipe.

Eu> nossa que intimidade, chamando até de Lipe.

Bruno> que amor?

Eu> nada não.

Peguei o travesseiro, puxei o Eduardo que estava com mais da metade do corpo pra fora do colchão e voltei a dormir. Acordei novamente quase onze da manhã. Na sala somente eu. Fui ate o meu quarto, tomei um banho, me arrumei e desci. Perto da churrasqueira estava o Felipe e o Bruno conversando com o meu pai e na cozinha estava minha mãe conversando com a minha vó no celular e o Eduardo tomando café. Tomei café com o Eduardo e depois fomos até onde estava meu pai. Logo vi que meu pai não estava bem, estava pálido e fraco. Ele pediu que tomássemos conta da churrasqueira que ele ia se deitar um pouco, pois não estava bem.





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Terminamos de assar carne, almoçamos e depois pegamos umas cadeiras de fio e fomos sentar em frente de casa, jogar conversa fora e tomar tereré. Depois das quatro resolvemos tomar banho de piscina.No começo da noite o Bruno tinha que ir para casa e o Eduardo se prontificou a levá-lo.

Bruno> vou lá em cima pegar a minha mochila, vem comigo amor?

Eu> vou sim amor.

Meu pai continuava deitado no quarto e minha mãe na sala assistindo TV. Chegando no meu quarto o Bruno já me abraçou e me deu um beijo delicioso.

Bruno> que saudades desses seus beijos.

Eu> também estou. A gente nem conseguiu namorar direito esse final de semana.

Bruno> amanhã a tarde eu volto aqui e a gente tira esse atraso.

Eu> me da mais um beijo.

Bruno> cuidado amor, olha a porta aberta, e se alguém vê.

Eu> meu pai ta dormindo e minha mãe na sala.

Demos mais um beijo. Depois o Bruno continuou arrumando as suas coisas enquanto eu ia colocar o meu celular para carregar. Depois de fechar sua mochila, Bruno chegou perto de mim e me deu um selinho rápido e descemos. No corredor ainda escutamos meu pai vomitando.

Bruno> seu pai não ta bem mesmo, melhor levar ele no medico amor.

Eu> vou falar com a minha mãe.

Descemos e minha mãe tava procurando as chaves do carro.

Eu> vai levar o pai no medico mãe?

Cecília> vou sim, ta toda hora vomitando e tava com febre ate agora pouco.

Eu> quer que eu vá junto?

Cecília> não precisa filho, fica aqui com o Felipe e o Eduardo. Bruno, quer que eu te deixe em casa.

Bruno> não precisa dona Cecília, o Eduardo vai me levar.

Cecília> tudo bem. Manda um abraço pra sua mãe ta, e fala pra ela vir um final de semana aqui em casa pra conversarmos.

Bruno> pode deixar.

Todos saíram e quando tranquei o portão, surge o Felipe na minha frente, molhado, apenas de sunga, com os dois braços apoiados no portão, trancando a minha passagem.

Felipe> agora somos apenas eu e você. – disse ele com um sorriso malicioso e um olhar sedutor.





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NOTAS DO AUTOR

BEM PESSOAL, TA AI MAIS UM CAPITULO. DESCULPA DEMORA.

ABRAÇÃO A TODOS.

 

 
 
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Felipe> Mas eu quero você.

Eu> e terá, mas como
amigo.

Felipe> mas isso eu não
aceito. Se não for por bem, vai ser por mal.

Felipe me empurrou
contra a parede e tentou me beijar, mas o empurrei.

Eu> nunca mais tente
fazer isso novamente.

Felipe> Já disse, você
será meu.

Felipe tentou me
agarrar novamente mas recuou quando escutou uma voz brigando com ele.

???> SOLTA ELE.





 - 

CONTINUANDO...

> solta ele.

Felipe> não se intromete.

> o Thalles pode ate ter dó de bater em você Felipe, mas eu não. Vaza daqui.

Felipe me soltou, com um olhar ameaçador tentou intimidar o , mas não obteve resultado nenhum

Felipe>quero ver bater então.

Felipe deu um empurrão no  e o  logo partiu pra porrada. Os dois cairam no chão e começaram a se bater. Tentei separar os dois, mas estava sobrando porrada até pra mim. Devido ao tamanho e força do , o Felipe tava apanhando feio.  se levanta e fica observando o Felipe se levantar.

Felipe> você ainda me paga seu idiota.

>tenho medo de você não babaca.

Felipe foi embora e eu ainda olhava espantado para o .

> tudo bem?

Eu> eu que pergunto isso.

>to de boas, mas to preocupado com você.

Eu>to bem. valeu.

> ele ta conseguindo ficar pior que o irmão.

Eu> tenso isso. Então, o que meu anjo protetor faz aqui além de me ajudar?

>Vim pegar a minha carteira que esqueci no armário da cozinha. Cara, já pensou se a policia me para e eu sem habilitação.

Eu> nem queira pensar nisso. 

 pegou sua carteira e foi embora. O Domingo terminou e na segunda começava a minha nova rotina de estudos. Na parte da manhã eu faria o cursinho pre vestibular, teria a minha tarde livre e a noite eu iria pra escola. Deitei e dormi em meio aos meus pensamentos de sempre, refletindo sobre tudo o que aconteceu nessas férias.

Kaio



2

 





 - 

Na segunda eu acordei as sete da manha, já que o cursinho começava as oito. Tomei meu banho e desci pra tomar café, dessa vez era a minha mãe que me levaria todos os dias para o cursinho. Minha mãe já me esperava enquanto conversava com a Maria. Depois de tomar café, ela me leva ao cursinho. Chegando lá encontrei o Vinicius quietinho, isolado em um canto.

Eu> ta fazendo ai escondido?

Vinicius> ah, não conhecia ninguém aqui, resolvi ficar aqui esperando a aula começar.

Eu> bora pra sala então?

Vinicius> vamos sim.

Chegando na sala, encontramos o Ricardo, garoto que nós conhecemos na corrida de kart.

Eu> e você dizendo que não viu ninguém conhecido Vini, olha ele ai.- Cumprimentei Ricardo com um aperto de mão. - Beleza cara?

Ricardo> Beleza. Cara, que bom que estão estudando aqui. Tudo bom Vinicius?

Vinicius> tudo ótimo.

Ricardo> deixa eu apresentar, pessoal, essa aqui é a minha namorada Yumi. Yumi, esses são Thalles e Vinicius, aqueles que eu disse que conheci no kart.

Yumi> ah sim. Oie Amores, prazer em conhece-los.

Eu> prazer é todo nosso.

Ricardo> cuidado hein, sou um namorado ciumento. kkkkkk Brincadeira.

Yumi> vai assusta-los amor. Liga não gente.

Ricardo> olha ai o William chegando.

William> E ai pessoal, Beleza?

Yumi>oie amore, tudo ótimo. Esses são nossos novos amigos.

Apresentações feitas, conversamos um pouco até o professor de redação chegar. A aula ocorreu normal e acabou ao meio dia. Despedi do pessoal e minha mãe já me esperava com o carro estacionado do outro lado da rua. Minha mãe conversava no celular.

mãe> e quando ele vem pra cá? - PAUSA - pode sim, não tem problema nenhum. - PAUSA - já arrumou a matricula dele? - PAUSA - certo, vou ver com o Arthur, mas ele gosta dele, vai adorar a idéia. - PAUSA - ta bom, tchau.

Eu> quem era mãe?

Mãe> sua tia Jussara, dizendo que o Eduardo conseguiu uma vaga na faculdade aqui de campo grande e pediu se ele pode morar em casa.

Eu>caracas, que legal. Ele pode né?

Mãe> claro que sim.

Eu>aee, agora sim. O irmão que eu sempre quis.

Mãe> já vi que vocês se dão bem mesmo hein.

Kaio



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Fomos para casa, almoçamos e dormi na parte da tarde. As seis da tarde eu já estava pronto para ir para a escola. Bruno havia me enviado alguns sms dizendo que me ama e que não ve a hora da aula começar para ficar perto de mim. Eu também já estava morrendo de saudade e não via a hora do meu pai chegar e me levar pra escola. Como era estranho a sensação de começar a estudar a noite.

Chegando à escola, encontrei a Amanda no portão conversando com outra garota. Quando ela me viu, logo abriu um sorriso e me cumprimentou.

Amanda> oi gatinho, perdido por aqui é?

Thalles> e ai gatinha. To nada, agora vou estudar a noite aqui.

Amanda> que legal. Você Foi pra qual sala?

Thalles> 3ºB, é a sua?

Amanda> é sim.  O Jefferson vai ficar na nossa sala também.

Thalles> aquele mala já chegou?

Amanda> Ainda não, eu encontrei ele esses dias na rua e ele me disse. Ele ta solteiro agora né?

Thalles>ta sim, ta interessada já é?

Amanda>tenho que estar né, eu aqui solteira e um gatinho desses dando sopa por ai.

Letícia> opa, eu ouvi falar em gatinho? Olha ele aqui na nossa frente.

Amanda> mas como é atirada, meu Deus, não pode falar em homem que a outra cai matando.

Letícia>aprendi com você amiga.

Amanda> credo, o que Thalles vai pensar da gente?

Thalles> que são mulheres decididas que não espera homem cair do céu.

Amanda>ooownti que fofo.

Letícia> é por isso que esse guri me deixa doidinha.

Amanda> falando em gatinhos, olha o outros dois que vem chegando.

Letícia> gente, como ta bom essa volta as aulas, finalmente essa escola ta ganhando um charme.

Bruno> oi gente, beleza?

Jefferson> boa noite meninas.

Amanda> oi gatinho, finalmente você chegou.

Letícia>nussa que atirada meu Deus, depois fala de mim.

Amanda> da licença invejosa, eu vi primeiro.

Letícia> deixa, tem mais dois aqui pra me acompanhar.

Amanda> três, olha o outro ali pra completar o time.

Letícia> Enzo, amore mio. Que saudade ragazzo.

Enzo>ciao gatinha, come stai mia principessa?

Amanda> começou com cantadas italianas dele. Em português, italianinho.

Enzo>Scusa, eu tem que aprender a parlare mais em português.

Sinal toca e nós fomos para a sala.

Kaio



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A aula ocorreu normalmente e na hora do intervalo descemos para lanchar. Eduardo me ligou na hora do intervalo para contar a novidade e ficamos uns cinco minutos conversando. Depois eu e o Bruno fomos dar uma volta na escola para eu mostrar a ele como era e paramos em um cantinho escuro e isolado e ficamos ali namorando um pouco.  O sinal toca para voltar a sala e nós fomos até as escadas, nossa sala e no terceiro andar, no caminho alguém chama o Bruno e ele reconhece.

Bruno> JP, você ta estudando aqui?

JP>to sim, desde o começo do ano. Meus pais acharam melhor eu estudar aqui que é mais perto de casa.

Bruno> legal cara. A gente se vê por ai.

JP>podemos conversar no final da aula?

Bruno> talvez.

JP> não me perdoou ainda né cara?

Bruno> Não quero lembrar esse assunto. Preciso ir pra minha sala, vamos Thalles?

Eu> vamos.

Perto da sala perguntei ao Bruno quem era JP, ele me disse que explicava depois. No final da aula saímos e meu pai já me esperava no carro, do outro lado da rua. Despedi do pessoal e quando entrei no carro, vi que o tal JP se aproximava do Bruno pra conversar. Meu pai saiu com o carro e não vi mais eles.

Pai> vai ser difícil te buscar todo dia hein.

Eu> bem, posso voltar de ônibus todo dia, acho até melhor.

Pai> depois a gente decide isso. Chegando em casa eu vou direto pra cama.

Chegamos em casa, eu estava curioso e ao mesmo intrigado pra saber que relação o Bruno tem ou teve com esse JP. Entrei no MSN para esperar o Bruno entrar e me explicar, mas ele não entrava e logo ele me mandou um sms dizendo que não iria entrar no MSN pois estava muito cansado e ia dormir, desliguei meu note e fui dormir.





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No outro dia acordei cedo e fui para o cursinho. Lá, o Ricardo estava sentado perto da cantina lanchando sozinho.

Eu> Bom dia mano.

Ricardo> e aew, Bom dia.

Eu> a Yumi não vem hoje?

Ricardo> não, ela tem umas fotos pra fazer hoje, coleção de primavera de uma loja.

Eu> que legal. Queria uma bico desses de modelo, deve ganhar super bem.

Ricardo> e ganha mesmo.

William> e ai pessoal. Tudo beleza?

Ricardo> sim, e tu?

William> de boas. Hoje as primeiras aulas são de literatura. Não to afim de assistir, vamos pro shopping?

Ricardo> não to com saco pra memórias do escrivão Isaias caminha também não.

Eu> se é para o bem de todos, vamos lá.

Enquanto nós três íamos saindo, o Vinicius ia chegando.

Vinicius> opa, aonde vamos?

William> shopping.

Vinicius> beleza, é nóis.

Chegando no shopping começamos a andar um pouco e depois Ricardo pegou um ovo maltino para ir tomando e eu ia comendo minha barra de chocolate suflair. Passando perto de uma loja da claro, alguém começa a mexer com a gente e me chamando de metido, quando olho para o lado, era a Amanda que estava trabalhando lá.

Amanda> eu quero chocolate Gatinho.

Thalles> ganha se der um beijinho.

Amanda> eu dou, mas o chocolate antes.

William> opa, perai que eu vou ali comprar uma caixa de chocolate se eu ganhar um beijinho também.

Amanda>rsrs só um pedaço ta bom. Obrigada Thalles.

Ricardo> que fora hein William, depois dessa eu ia pra casa.

Amanda> Oi Vinicius, quanto tempo. Como está?

Vinicius>estou ótimo e você.

Amanda>estou ótima também. Não era pra você ta no cursinho Thalles?

Eu> na verdade era pra estar nós quatro, mas a aula agora é chata, a gente vai depois do intervalo.

Ricardo> que aliás já está na hora. Vamos antes que começa a aula.

Eu> vamos sim. Até a noite Amandinha.

Amanda> até Thalles. Tchau gente.

William> boas vendas gatinha.

Amanda> Obrigada.





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Voltamos para o cursinho e assistimos as ultimas aulas de geografia. Antes da saída eu recebi um sms do meu pai avisando que não iria poder ir me buscar e eu voltei para casa de moto taxi. Na parte da tarde, Maria tinha que sair mais cedo e eu ficaria sozinho. Como ainda estava meio friozinho para tomar banho de piscina, resolvi correr na esteira. Interfone toca e pelo visor eu vejo que é o Bruno. Abri o portão e pedi que entrasse. A cena da noite passada ainda me deixava curioso. Voltei para a esteira e comecei a correr e ele foi me encontrar lá.

Bruno> oi amor, tava com saudades.

Eu> eu também estava amor.

Bruno> como você está?

Eu> Como foi a conversa ontem a noite.

Bruno> você viu o JP chegando pra conversar comigo né?

Eu> e não era pra ver?

Bruno> claro que era amor, você sabe que não escondo nada de você.

Eu> então pode começar me dizendo quem é esse JP né?

Bruno>ta com ciúmes amor?

Eu> também amor, mas to mais curioso.

Bruno> bobo, eu explico amor. João Paulo, ou JP, era um amigo meu.

Eu> só amigo?

Bruno> não. Éramos amigos, mas eu comecei a gostar dele de uma outra forma e ele sabia disso, mas dizia ser hetero e não queria ficar comigo. Em uma noite, no momento de carência dele, ele acabou me dando uma chance e ficamos nessa noite. No outro dia ele disse que se arrependeu do que fez e pediu pra mim sumir da vida dele. Ele começou a me ignorar e evitar. Foi ai que terminamos a amizade e eu passei a odiá-lo.

Eu> e o que você sente por ele hoje.

Bruno> nada. Hoje pra mim ele não passa de uma pessoa que conheci nessa vida, mas não tenho mais sentimento nenhum por ele.

Eu> e o que ele queria ontem.

Bruno> dizer que se arrependeu do que fez e queria voltar a ser meu amigo.

Eu> e você vai voltar a ser amigo dele.

Bruno> eu não sei amor. Por mais que eu não guarde mais nenhum sentimento por ele, ele foi uma pessoa que não me fez bem, não sei se essa aproximação seria legal.

Eu> prefiro não opinar nessa questão amor para não parecer pirraça minha.

Bruno> eu sei amor, mas vamos deixar de falar nele e falar em nós, to com saudades de você.

Eu> eu também to amor. Chega de correr por hoje. – desliguei a esteira – vou pro quarto tomar um banho, vamos?

Bruno> e você acha que eu vou perder uma oportunidade dessa Love.

Kaio



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Fomos juntos para o meu quarto de mãos dadas e eu cheguei logo arrancando a minha camisa regata, Bruno mais esperto ainda já foi arrancando a minha bermuda e minha cueca e foi tirando a sua roupa também. Entramos debaixo do chuveiro e fui tomando banho enquanto nós íamos nos beijando e se agarrando. Eu ia passando a minha mão pela bundinha arrebitada do Bruno enquanto ele ia massageando o meu pau. Terminei o meu banho, nos enxugamos e fomos para a minha cama.

Bruno me jogou na cama e logo se jogou pra cima de mim e começou a me beijar enquanto ia me punhetando. Seus beijos iam passando pelo meu corpo e descendo até encontrar o meu pau e então ele ia o chupando todo. Depois ele se levanta e vai até a mochila dele e pega um lubrificante e uma camisinha.

Bruno> o mesmo lubrificante que a gente usou lá em Bonito amor.

Eu> Que delicia amor. Vem que eu coloco em você.

Bruno deitou de bruços na cama e eu colocava a camisinha no meu pau e lubrificando bem a entrada do seu anus. Bruno se levanta e fica de joelhos na cama se apoiando na cabeceira. Eu cheguei e comecei a passar meu pau na entrada do seu anus enquanto eu ia beijando seu pescoço e escutando ele pedindo para penetrá-lo logo. Enfiei só a cabecinha e deixei seu anus acostumar um pouco, quando senti que já estava acostumado, comecei a enfiar aos pouco e escutando seus gemidos de tesão. Bruno começava a rebolar e eu ia metendo cada vez mais rápido. Após um tempo naquela posição, resolvemos mudar, eu deitei na cama e o bruno por cima de mim, sentava no meu pau e começava a rebolar novamente, a cada movimento eu ia a loucura e segurei o gozo por duas vezes, mas a terceira foi inevitável e eu gozei, soltando um gemido incrível. Bruno aparentemente cansado deitou por cima de mim e começou a me beijar.

Bruno> Que delicia amor.

Eu> ainda não acabou.

Deitei o Bruno e comecei a chupar o seu pau. Chupei com bastante vontade e quase o fiz gozar na minha boca, mas quando percebi seu pau inchar, eu parei e ele gozou em cima dele. Ele foi até o banheiro se limpar e depois voltou para a cama e ficamos ali deitados até pegar no sono.

Kaio



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Acordamos era cinco e meia da tarde, tomamos um banho e depois fomos nos arrumar. Bruno e eu preferimos ir de ônibus para a escola, já que nem meu pai e nem minha mãe haviam chego do serviço ainda. Enquanto eu estava no ônibus, meu celular toca, era minha mãe perguntando onde eu estava. Chegando na escola, nós vimos a Amanda, Letícia e o Enzo sentados em um banco do lado de fora perto do portão conversando. Quando chegamos perto deles, a Letícia veio cumprimentando e para a surpresa de todos me dando logo um beijo na boca. Beijo esse que eu já tinha experimentado e gostado, mas dessa vez eu não o queria, queria do Bruno. Afastei ela e olhei para o Bruno que estava com um olhar de ódio.

Letícia> que saudades eu estava de você gatinho.

Amanda> eu disse que essa garota é atirada. Hahaha

Letícia> da licença, você já ta ai aos agarros com outros, eu tenho direito de agarrar alguém também, e o meu escolhido é o Thalles.

Bruno> com licença. – Bruno saiu em direção dentro da escola evidentemente zangado, deixando que estava por perto sem entender o que acontecia.

Enzo>io acho que Bruno è innamorato por Letícia.

Amanda> é apaixonado, Enzo.

Letícia> será gente?

Eu> com licença gente.

Procurei o Bruno e o vi subindo as escadas em direção a sala de aula. Quando o alcancei, ele já estava entrando na sala de aula vazia ainda.

Eu> Bruno, me espera.

Bruno> me deixa Thalles, pode ir lá ficar com a Letícia.

Eu> mas eu não quero ela, eu quero você.

Bruno> não foi muito o que pareceu. – Bruno deixou sua mochila sobre a mesa e sentou-se  e eu pude ver seus olhos encher de lagrimas.

Eu> Amor, eles não sabem que nós namoramos. Eu não tenho culpa que ela já chegou beijando, me pegou de surpresa, tanto é que eu logo já afastei ela.

Bruno> Mas parece que você gostou do beijo dela né?

Me aproximei do Bruno, coloquei a minha mão sobre seu queixo e levantei o seu rosto e ainda pude ver as lagrimas caindo.

Eu> não amor, por que eu prefiro esse. – Dei um beijo no Bruno bem gostoso e ainda pude sentir a lagrima do seu rosto ir de encontro ao meu. Quando terminamos o beijo, eu vi o JP dentro da sala nos olhando assustado, o que me assustou também. Bruno olhou para ver o que era e ficou mais branco do que eu quando viu o JP ali parado.

Bruno> JP?

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JP> desculpa, não queria atrapalhar os dois, é que eu vi o Bruno passar meio triste e chateado e me preocupei, mas agora já vi que está bem. Desculpa, tenho que ir.

João Paulo saiu da sala e eu e o Bruno ficamos sem reação.

Eu> quer ir lá conversar com ele amor?

Bruno> não, deixa ele pensar um pouco, no intervalo eu converso com ele.

Eu> eu vou conversar com a Letícia hoje.

Bruno> não precisa amor, eu entendo.

Eu> precisa sim, ela sabe que eu sou bisexual. Vou contar a ela que estamos namorando e por isso não pode rolar nada entre eu e ela.

Bruno> tudo bem amor.

Eu> meu principe não vai mais ficar bravo comigo? – fiz cara de cachorro que caiu da mudança.

Bruno> oownti, com essa carinha linda, não tem como ficar bravo com você.

Eu> então me dá outro beijo.

Bruno> rapidinho antes que outra pessoa veja.

Demos um beijo rapido e descemos para encontrar com o pessoal, ainda faltava uns quinze minutos para começar a aula. Encontramos o pessoal e ficamos conversando até a hora de ir pra aula. No meio da aula o Jefferson me dizia que tinha ficado na saida com a Amanda no dia anterior, mas que ela não está afim de um namoro sério. Dei conselhos a ele, fizemos um trabalho em grupo de quimica e depois descemos para o intervalo. Chamei a Letícia em um canto separado e logo comecei a explicar a ela que eu estava namorando o Bruno.

Letícia> me desculpe Thalles, eu não podia nem imaginar. Por isso ele saiu daquele jeito.

Eu> Tudo bem, já conversei com ele.

Letícia> se quiser eu converso com ele.

Eu> não precisa, ele já entendeu.

Letícia> poxa, e eu achando que tinha chances com você. Não consigo esquecer seus beijos sabia, desde aquele dia na pizzaria.

Eu> é, foram bons mesmo. Mas agora sou comprometido né.

Letícia> poisé, mas desejo felicidade ao casal, aliás, que casal lindo, os dois gatinhos.

Eu> hehehe Obrigado. Ah, não conta pra ninguém.

Letícia> pode deixar.





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Voltamos para onde o pessoal estava e eu vi o Bruno conversando com o JP em particular, acredito eu que era sobre o beijo que ele presenciou na sala. O sinal tocou e nós fomos assistir as duas ultimas aulas de matematica. Na saída, Jefferson, Bruno e eu ficamos no portão conversando, esperando o meu pai e o Pietro. Meu pai chegou, despedimos do Jefferson e pedi ao meu pai que levasse o Bruno até a casa dele. Meu pai e o Bruno pareciam velhos conhecidos, pois conversavam e riam juntos, e eu adorando a interação entre os dois. É muito bom meu pai gostar do Bruno, só assim fica mais fácil a aceitação dele quando nos assumissemos.

Depois de deixar o Bruno em casa, fomos para a minha casa. Em casa comi um pacote de bolacha com suco de laranja, enquanto ficava mechendo no orkut e facebook. Encontrei o Lippe e a Camila online, conversei com eles um pouco e depois fui dormir.

Na quarta e quinta feira os dias passarão normais. De manhã cursinho, a tarde em casa e a noite escola. Na sexta feira não havia aula no cursinho, aproveitei para dormir até mais tarde. Na parte da tarde eu fui para a loja da minha mãe ajudar lá, já que ela e a Laura precisou se ausentar. Por sms, combinamos de ir ao show do NX zero. Bruno pediu para dormir na minha casa depois do show, eu claro que aceitei. Na escola tudo aconteceu normal, no final da aula, ligamos para o Vinicius e ficamos de passar na nova escola dele e busca-lo.  No portão, perto de ir embora, o JP e mais um amigo para eu e o Bruno.

JP> Bruno, você vai no show?

Bruno> sim, eu e o Thalles vamos com uns amigos nossos.

JP> ah sim. Você não quer ir com a gente? Ops, vocês.

Bruno> Não, tudo bem, nós já estamos de carona com um pessoal ali.

JP> tudo bem, nós nos encontramos lá, até logo. Ah,Tchau Thalles.

Eu> Tchau, João Paulo.

João Paulo entrou no carro com os amigos dele e nós ficamos esperando o Pietro que chegou logo em seguida. Então em um carro foi eu, Pietro, Jefferson, Bruno e o Vinicius. No outro foi Amanda, Letícia, Enzo e mais uma amiga da Amanda chamada Luana, que estava com outro carro. Fomos para o parque de exposição. Lá pagamos a nossa meia entrada ( o vida boa de estudante) e fomos andar um pouco já que o show ia demorar pra começar. Pietro encontrou alguns conhecidos e sumiu, e assim as meninas também, sobrando ali eu, Bruno, Vinicius, Jefferson e o Enzo.





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Jefferson> eu vou tentar ficar com a Amanda de novo.

Bruno> será que agora vai?

Jefferson> eu não sei, mas to muito afim dela. Quero namorar com essa garota, não paro de pensar nela o dia inteiro.

Enzo>povero cuore innamorato.

Eu> em português Enzo, per favore.

Enzo> coração pobre apaxonado.

Bruno> pobre coração apaixonado.

Enzo> isso ragazzo.

Vinicius> mas ela ta afim de você também Jeff?

Jefferson> a gente já ficou uma vez, mas eu não sei se ela quer de novo, mas da sinal que quer sim.

Vinicius fez uma cara muito séria e fechada.

Eu> então aproveita rapaz. Tenta chegar nela aqui no – nesse momento alguém tampa meus olhos e vem a frase “adinha quem é?”. Pela voz feminina e animada, já identifiquei na hora. – Oi Yumi.

Yumi> ah seu chato, como você sabia que era eu?

Ricardo> com esse animação toda, não fica dificil ele saber né amor. Oi pessoal.

Todos cumprimentaram eles e as apresentações foram feitas, embora alguns já conheciam o Ricardo da corrida de kart.

Vinicius> e o mala do William, ele disse que ia vir, vocês viram ele?

Yumi> sim, ele ta andando com os amigos dele que ele encontrou aqui.





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Ficamos conversando e bebendo um pouco até que a banda começa a se apresentar. Durante o show, cantamos juntos e conversamos, vendo o Ricardo e a Yumi ali namorando, me deu uma vontade imensa de agarrar o Bruno ali mesmo, mas tive que me conter. Fui até a barraca de bebidas pegar mais uma cerveja pra mim e pro Bruno, enquanto eu pagava a cerveja, o JP aparece do meu lado.

JP> oi Thalles?

Thalles> oi.

JP> então quer dizer que você e o Bruno estão namorando?

Thalles> uhum.

JP> sabia que eu e ele já fomos namorados?

Thalles> Vocês nunca foram namorados João Paulo. 

JP> Isso é o que ele disse.

Thalles> e eu confio nele.

JP> podemos até não ter namorado no passado, mas ainda vou namorar com ele.

Thalles> vai sonhando.

JP> o Bruno é apaixonado por mim Thalles, basta eu querer e pronto, ele estará de novo nos meus braços.

Thalles> se eu fosse você não contava muito com isso não. Da licença que eu vou voltar pra perto do meeeeeu namorado.

Nisso João Paulo derruba o copo de cerveja da minha mão e me da um empurrão e eu logo já fui pra briga dando um empurrão nele também, mas fomos separados pelo William e o Ricardo.

JP> você vai ver Thalles.

JP saiu e o Ricardo e o William ficaram sem entender o que havia acontecido.

Ricardo> o que foi isso?

Thalles> idiota bateu o braço no meu copo de cerveja e achou ruim que eu reclamei.

William> e como ele sabe o seu nome?

Thalles> ele estuda lá na escola.

William> ah tá. Vamos voltar lá.

Thalles> sim.





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Pedi aos dois para não comentar sobre a briga com os demais e voltamos para onde estava o pessoal. No final do show, resolvemos ir para casa. Perto do portão de saída, o JP e a sua turminha estavam por perto.

Ricardo> ixxi, segura o Thalles ai pra não dar briga.

Nesse momento olhei para o Ricardo com aquele olhar que diz “Filho da P... (patroa kkk) fecha esse bico.

Ricardo> ops, foi malz ae, esqueci.

Bruno> do que ele ta falando?

Eu> tive um desentendimento com o JP, depois te explico.

Bruno fez uma cara de quem não entendeu, mas também não questionou. Fomos para casa e o Bruno foi para a minha. No meu quarto, Bruno já não segurava mais a sua ansiedade.

Bruno> amor, o que e o JP queria?

Eu> veio jogar na minha cara que vocês já namoraram.

Bruno> mas a gente nunca namorou.

Eu> eu sei amor, mas ele quer namorar contigo e me deixou claro isso.

Bruno> sério isso?

Eu> sim. Interessou é?

Bruno> Não, mas é estranho isso.

Eu> por que amor?

Bruno> ele nunca mostrou isso. Mas foda-se ele, quem não quer mais sou eu.

Eu> amor, preciso te perguntar isso, você sente alguma coisa por ele ainda?

Bruno> Já disse que não meu amor. Por que essa pergunta?

Eu> por que ele deixou bem claro que não vai desistir de você.

Bruno> acho bom ele aprender a perder, por que entre eu e ele nunca vai rolar nada. Eu te amo Thalles, amor eu só sinto por você e mais ninguém. Agora chega de falar nele, vamos fazer algo que só eu e você sabe fazer direito.

Eu> e o que seria hein? – disse com um olhar safado.

Bruno> isso.

Bruno me jogou na cama e foi por cima de mim e começou a me beijar.  Nossa noite de amor foi maravilhosa e o melhor ainda é dormir nos braços do Bruno.





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No outro dia acordamos perto das dez da manhã e fomos tomar café. Depois assistimos TV até na hora do almoço e resolvemos pegar um cineminha a tarde. As duas da tarde, meus tios chegam em Campo Grande e com eles o Eduardo e suas malas.

Eduardo> aeew povo, cheguei pra ficar.

Eu> e aew maninho, que bom que você vai morar aqui.

Bruno> aeee, que legal cara. Seja bem vindo. Vai no cinema com a gente?

Eduardo> claro, vamos sim. Posso ligar pra uma pessoa pra ir junto?

Eu> eita saudade... claro que pode.

Eduardo ligou para o  para dizer que chegou na cidade e já chamando para ir ao cinema.

Fomos ao cinema a tarde e do cinema o Bruno foi direto pra casa dele. A noite, Eduardo e eu voltamos para casa e o jantar feito pela minha mãe e minha tia já estava pronto. Depois ficamos jogando conversa fora até nossos pais ficarem com sono e ir dormir, deixando eu e o Eduardo sozinhos na sala assistindo TV.

Eduardo> cara, nem acredito que vou morar aqui. Encontrar o  sempre e ter a companhia do meu maninho Thalles, é muito bom.

Eu> poisé, eu também to adorando que você vai ficar aqui. Só assim vou saber como é ter um irmão.

Eduardo> não vai enjoar de mim hein e querer me mandar de volta pra Dourados.

Eu> kkkkk seu bobo, claro que não vou enjoar de ter você aqui.

Eduardo> se bem que você vai adorar ter eu aqui por perto, ainda mais a noite. – Eduardo disse passando a lingua nos labios com um jeitinho sexy que só ele tem.

Eu> cuidado que eu vou cobrar isso hein. Kkk

Eduardo> deixa eu te mostrar.

Eduardo saiu do sofá onde ele estava sentado e já pulou em cima de mim no outro sofá, com uma mão apertava o meu pau e já dava beijinhos no meu pescoço, me fazendo arrepiar todo.

Eu> Dudu, isso não ta certo cara. Eu amo e namoro o Bruno e você o . Desse jeito a gente vai ta traindo eles.

Eduardo> tem razão. Mas umas ficadinhas de vez em quando é bom.  Podiamos fazer entre nos três.

Eu> Quem sabe... agora sai de cima antes que alguém veja você em cima de mim.

Continuamos assistindo TV até de madrugada e depois fomos dormir.





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No domingo, acordamos quase onze horas da manha com a minha mãe chamando. Acordamos, tomamos banho e nos arrumamos e descemos para encontrar com nossos pais.  Na area da frente tinha uma moto e meu pai e meu tio conversavam olhando para ela. 

Eduardo> e essa moto?

Pai Eduardo> gostou filho?

Eduardo> é linda.

Pai Eduardo> que bom, por que ela é sua.

Meu tio entregou a chave na mão dele e meu primo logo lhe deu um abraço e não conteve a empolgação.

Eduardo> valeu pai, vou andar é agora. Vamos Thalles>

Eu> opa, vamos sim.

Pai Eduardo> juizo vocês dois.

Arthur> e volta logo que a gente já vai sair pra almoçar.

Eduardo e eu damos uma volta ali pelo bairro com a moto nova dele e depois voltamos para casa. Naquele dia a mulherada tava com preguiça de fazer almoço, o que sobrou a nós almoçar em um restaurante. Como meu tio tinha uma viagem pra fazer ainda no domingo a noite, o combinado foi deles almoçarem com a gente e do restaurante eles iam embora já pra Dourados. No almoço ocorreu normal, meu pai conversava com meu tio sobre negócios e minha tia fazia as recomendações ao meu primo, pedindo que ele se comportasse e tals e mais juizo com a moto nova. Eu ria das recomendações, nem parecia que estavão sendo feitas para um rapaz que já estava na faculdade, mas fazer o que né? Para as mães, sempre seremos os bebes delas kkkk. Depois do almoço, nós despedimos dos meus tios e voltamos para casa. No banco de trás do carro, eu ia conversando com o Eduardo nossos olhares se voltaram para a janela do carro quando chegamos na rua de casa e passamos pelo Felipe, com uma mochila nas costas, parecia estar correndo.  Mergulhei em meus pensamentos imaginando que o Felipe deve ter ido em casa pra falar comigo, foi ai que o Eduardo me cutucou.

Eduardo> Thalles, olha isso.

No muro verde de casa alguém desenhou com tinta vermelha, um coração e dentro dele escrito Thalles & Bruno namoradinhos. Fiquei branco na hora. Meus pais voltaram seus olhares para mim dentro do carro esperando uma explicação.

 
 
Durante a viagem, estávamos os dois cansados, então passamos a viagem
inteira dormindo. Durante a madrugada, eu que estava sentado na poltrona do
lado do corredor, senti que alguém esbarrou em mim, me fazendo acordar. Coisa
que me deixa nervoso era ser acordado. Quando olhei para o lado, era o Ricardo
que estava bebendo água. Apenas olhei feio e virei o rosto e tentei dormir de
novo. Bruno estava dormindo feito anjinho. As quatro da manhã chegamos na
rodoviária de Bonito.

Eu > Amor, chegamos, acorda.

Bruno > agora que eu tava sonhando.

Eu > com o que?

Bruno > com você.

Eu > Oonwt amor, você é um fofo, mas pode acordar e sonha comigo acordado.

Bruno > sim. Claro.

Eu > vamos como pra pousada amor?

Bruno > nós vamos de taxi, Thalles, a pousada é umas dez quadras daqui.

Eu > Então vamos.

Depois que pegamos a nossa mochila, a Camila chamou o Bruno.

Camila > moço, sabe onde tem um ponto de taxi aqui perto?

Bruno > do outro lado da praça moça.

Camila > Obrigada.

Bruno > que isso, precisando é só falar.

Depois que a Camila saiu, eu já dei um cutucão no Bruno.

Eu > prestativo você né.

Bruno > calma amor, tava só ajudando.

Eu > sei sim, precisando é só falar. Affs.

Bruno > chega de ciúmes amor. Vamos?

Eu > vamos.

Chegamos à pousada da tia do Bruno. Em frente à pousada estava outro
taxi estacionado e do lado estava o trio que encontramos no ônibus.

Eu > olha que legal, eles vão se hospedar aqui também. - disse ironicamente.

Bruno > sabe Thalles, eu acho que eles são aquele pessoal que ganhou a promoção
que minha tia falou.

Eu > ta de brincadeira, sério?

Bruno > vamos ver agora.

Passamos por eles que estavam pagando o taxi e carregando as malas e
chegamos até a tia do Bruno que estava na recepção esperando nós.

Poliana > oi meninos, tudo bom com vocês?

Bruno > oi tia, tudo ótimo. E a senhora?

Poliana > melhor agora.

Alex > olá, nós temos uma reserva aqui.

Poliana > claro, seu nome é Alex, isso?

Alex > sim

Poliana > ok, vocês vão ficar com o quarto 14 e 15. Aqui as chaves. - Poliana
entregou as chaves ao Alex. - podem ir lá guardar as malas e se quiserem
descer, o café logo estará pronto, o refeitório é no final do corredor.

Alex > obrigado.

Poliana > meninos, vocês ficam com o quarto 17. Deixem as malas no quarto e
desçam pra tomar café.

Eu > Obrigado dona Poliana.

Poliana > que isso Thalles, pode me chamar só de Poliana mesmo.

Eu > ok Poliana.

Passamos pelo trio ainda no corredor e quando chego em frente a porta do
nosso quarto, sinto uma mão no meu ombro e alguém me chamando.

Ricardo > hey.

Eu > sim

Ricardo > não sou muito de desculpas, mas foi mal ai por ontem, não tive lá uma
viagem muito boa.

Eu > de boas cara, eu também tenho que aprender a ficar mais atento.

Ricardo > então é isso, falow.

Eu > falow

Entramos no quarto e logo joguei a minha mala e fui abrir a janela. A vista
dava pra piscina da pousada, o lugar é lindo.

Eu > olha o tamanho dessa piscina, vou querer nadar nela a tarde. Vamos
deitar amor?

Bruno > claro, depois de tomar café amor.

Organizamos nossas coisas e descemos para tomar café. No refeitório
haviam alguns hospedes e o Ricardo, a Camila e o Alex.

Bruno > temos que fazer amizade com eles Thalles, eles não conhece nada aqui.

Eu > claro, o tal Ricardo já mostrou o tanto que ele quer ser meu amigo.

Bruno > mas ele já se desculpou né, já pode parar de ficar bravo.

Eu > eu não to bravo, só não fui com a cara dele.

Bruno > chega de implicância com ele amor.

Eu > vou tentar.

Começamos a nos servir, e eu tava de olho no bolo de chocolate que
estava lá na mesa. Era o ultimo pedaço e eu doido por ele, quando me aproximo
para pega-lo, Ricardo tenta pegar também.

Eu > desculpa, mas eu peguei o bolo primeiro.

Ricardo > qual é, véi? Não disse que ia prestar mais atenção?

Eu > e estou, e to vendo que você é muito folgado também. Agora da pra
soltar meu pedaço de bolo?

Ricardo > quero ver tirar de mim.

Eu > vai querer brigar por causa de um pedaço de bolo?

Ricardo > não vai ser necessário. Basta você desistir.

Eu > não existe desistir no meu dicionário. Contente-se com um pão francês,
esse pedaço já é meu.

Ricardo > uuuui, não existe desistir no meu dicionário! então ta na hora de
aprender palavras novas.

Eu > muuuito engraçado. Na boa, não me enche, larga meu pedaço de bolo e
vaza.

Ricardo > e se eu não largar, vai fazer o que? Esbarrar em mim de novo?

Nisso, uma senhora passa entre nós e pega o pedaço do bolo.

Senhora > com licença meninos.

Depois que a senhora saiu, Ricardo e eu ficamos nos olhando com cara de
¬¬

Eu > Não queria bolo mesmo, pode pegar pra você.

Ricardo > corre pegar o bolo dela, não era você que não conhecia a palavra
desistir? Mané.

Eu > sujeitinho mais chato e implicante.

Ricardo pegou seu suco e volto pra mesa dele, eu peguei um Croissant e
fui até onde o Bruno estava. Depois de tomar café, Bruno e eu resolvemos voltar
para o quarto. Ao passar pela recepção, vemos a tia do Bruno atendendo uma
moça, quando eu vi quem era, fiquei estático e paralisado. Não podia acreditar
que ela estava ali, se hospedando na mesma pousada que eu.

Eu > não posso acreditar.

Bruno > que foi amor? Conhece aquela garota?

Eu > aquela é a Yasmin, minha ex-namorada.

Bruno > pelo jeito ela vai se hospedar aqui. Algum problema Thalles?

Eu > Não Bruno, só espero que ela não procure confusão igual da ultima vez.

Ricardo e Camila saiam do refeitório, enquanto Alex ajudava Yasmin com
as malas. Bruno e eu subimos as escadas sob o olhar curioso de Yasmin.

Bruno > amor, to mega cansado da viagem, vamos deitar um pouco?

Eu > vamos sim amor. To com saudades de ficar deitadinho com você,
namorando.

Bruno > vem amor, vou te dar muito carinho.

Deitamos na cama e começamos a nos beijar. Os beijos do Bruno eram
sempre bons. Seus lábios doces deixavam em mim sempre um gostinho de quero
mais. Nossos beijos começaram a ficar mais rápidos e cheios de desejo, sua mão
passeava pelo meu corpo e foi de encontro ao meu pau.

Bruno > nossa amor, ta animadinho hein.

Eu > claro amor, ha tempos que não brincamos né.

Bruno > tem razão, vamos aproveitar agora?

Eu > vamos amor.

Bruno começou a tirar a minha camiseta e abrindo o zíper da minha calça
e depois enquanto eu ia tirando a roupa do Bruno, ele ia beijando meu corpo.
Bruno voltou a beijar a minha boca e depois disse ao meu ouvido:

Bruno > fecha os olhos e curta o momento meu gatinho.

Fechei meus olhos e o Bruno tirou minha cueca e começou a chupar o meu
pau. No começo ele chupava só a cabecinha, sua língua passeava por cima da
cabeça e ia descendo lentamente por todo o pau. Por alguns segundos ele ficou
nesse movimento me deixando a loucura, até que ele abocanhou de vez o meu pau e
chupou com muita vontade. As vezes ele tirava meu pau da boca e chupava as
minhas bolas e depois ele chupava de novo. Alguns minutos depois eu o avisei
que ia gozar, Bruno tirou o meu pau da sua boca e começou a me punhetar, me
contorci e logo comecei a gozar na minha barriga e na mão do Bruno.

Bruno limpou a sua mão no banheiro e pegou uma toalha de rosto no
banheiro e limpou a minha barriga. Quando ele foi se levantar, eu o agarrei
pelas costa e o deitei na cama e fiquei por cima dele.

Eu > Não vai fugir, agora a minha vez.

Bruno > nem tinha essa intenção meu delicinha.

Comecei a beijá-lo e comecei a bater uma pra ele enquanto o beijava. Fui
descendo e beijando seu peitoral e chupando seus peitos, depois fui beijando
sua barriga, arrancando dele leves cócegas, e comecei a chupar logo seu pau.
Comecei a chupar a cabecinha e passando bem de leve os dentes na cabecinha,
arrancando dele gemidos altos. Depois chupava com mais velocidade e parava
quando sentia seu pau ficar mais grosso. Algum tempo fazendo aquilo, Bruno
disse que ia gozar e parei de chupar e comecei a bater uma punheta pra ele e o
beijando até ele gozar.

Bruno > amor, foi uma delicia.

Eu > também achei, ah tempos que estava com vontade. E a nossa primeira
transa amor?

Bruno > hoje à noite, o que acha?

Eu > sério mesmo?

Bruno > claro meu amor.

Eu > vamos pro banho antes de dormir um pouco?

Bruno > vamos.

Entramos de baixo do chuveiro e começamos a nos banhar. Eu ensaboava o
corpo do Bruno enquanto o abraçava por trás e beijava seu pescocinho e depois
sua boca, debaixo da água quente que estava maravilhosa. Ficamos uns vinte
minutos ali namorando e nos banhando, depois saímos do banheiro e deitamos pra
dormir, pelados mesmo.

Acordamos meio dia e quinze, nos vestimos e descemos para almoçar com a
Poliana.

Bruno > Oi tia, já almoçou?

Poliana > não. Estava esperando vocês. Vamos?

Eu > vamos sim.

Almoçamos com a Poliana e ficamos conversando um pouco. Depois do
almoço, Bruno me chamou pra ir tomar sorvete, então saímos e fomos a uma
sorveteria que ficava ha umas duas quadras da pousada. Depois do sorvete,
encontramos a Aline trabalhando em uma loja de bijuterias e presentes.

Aline > Oi Thalles, você por aqui.

Eu > Oi Aline, quanto tempo hein.

Aline > desde a páscoa. E o Felipe?

Bruno fez uma cara de chateado.

Eu > está bem. Esse é meu amigo Bruno.

Bruno > prazer.

Aline > prazer é todo meu. Eu já te vi aqui antes, você é lá da pousada não é?

Bruno > sim, a pousada é da minha tia.

Aline > Poliana é sua tia? Que legal, diz a ela que mandei um abraço.

Bruno > pode deixar.

Ficamos ali conversando um bom tempo enquanto olhávamos a loja.

Bruno > Thalles, vamos voltar e tomar banho de piscina?

Eu > vamos sim.

Despedimos-nos da Aline e voltamos para a pousada. Fomos até o nosso
quarto, colocamos uma sunga e fomos até a piscina. Confesso que fiquei doido
vendo o Bruno só de sunga, e sei que ele ficou assim também quando me viu de
sunga, pois seu pau logo já deu sinal de vida. Ele pediu pra esperar um pouco
até seu pau acalmar, minutos depois descemos e encontramos a Camila deitada em
uma cadeira de piscina pegando um bronzeado e do outro lado da piscina o Alex e
a Yasmin, dentro da água, apoiando na borda, se beijando e se agarrando. Bruno
e eu fomos até onde a Camila estava e pedimos para ele cuidar nossas coisas.

Bruno > pode cuidar nossas coisas aqui moça.

Camila > Claro. Deixa ai.

Bruno > e o Ricardo?

Camila > foi até o quarto pegar um livro pra ler.

Eu > uma piscina maravilhosa dessa na nossa frente e ele vai ler?

Camila > ele adora ler.

Eu > Eu também adoro, mas estamos de férias, época de largar os livros um
pouco e aproveitar mais o tempo com atividades físicas e não mentais. Eu hein.

Nisso Ricardo chega e se senta um pouco mais afastado e começa a ler.

Bruno > ele não vai se sentar aqui perto.

Camila > ele quando começa a ler, gosta de se isolar um pouco.

Eu deixei o Bruno e a Camila conversando e fui pular na piscina. Bruno
me observava, eu querendo me exibir um pouco pro meu namorado, dei um mortal de
costas e cai na piscina, mas espirrou água onde o Ricardo estava.

Ricardo > ooow! Qual o seu problema?

Eu > Desculpa aew, é feito de açúcar que não pode se molhar?

Ricardo > mas eu estou lendo aqui! Ah, esqueci que você tem problema de vista.

Eu > e você de humor, fala sério, que estressadinho.

Ricardo > ah, agora o problema é meu? Não sou eu que pareço um elefante que pra
entrar na água molha todo mundo.

Eu > não entra por que ta com medo de se afogar bebe? Preocupa não, lá
dentro tem aquelas boinhas de braço pro bebe não se afogar.

Ricardo > você realmente não tem amor a sua vida né?

Eu > uiuiui, ta nervosinho é?

Ricardo largou o livro na cadeira e foi bravo na minha direção, na hora
pensei: "fudeu, o cara ficou nervoso mesmo e vai rolar briga aqui."
Alex, que assistia a briga com a Yasmin, sentados na borda, logo viu que a
coisa ia ficar feia, se levantou e segurou o Ricardo pelo ombro.

Alex > hey Rick, fica calmo, estamos de férias, lembra?

Eu > é Rick, férias cara, relaxa ai e esfria a cabeça. - disse em um tom de
paz. Fui nadando até onde estava a Camila e o Bruno conversando e observando a
briga.

Bruno > já ta brigando de novo?

Eu > cara, aquele Ricardo é muito estressado.

Camila > ah, ele é esquentadinho, mas é fofo.

Eu > se isso é ser fofo, nem quero ver quando ele estiver super meigo.

Camila > ah, fala assim dele não.

Eu > deixa ele, qual o assunto aqui?

Bruno > a Camila ta me contando como é lá onde ela mora.

Ficamos conversando e observei a agarração da Yasmin e o Alex na
piscina.

Eu > o seu amigo já ta num Love bem grande com a Yasmin né?

Camila > conhece ela, Thalles?

Eu > sim, ela é minha ex-namorada.

Bruno > ta com ciúmes Thalles?

Eu > claro que não. Hoje eu namoro alguém muito mais especial e incrível.

Camila > que fofo Thalles, e nós vamos conhecê-la?

Eu > quem sabe né...

Já estávamos nos levantando para nos despedir, quando o Ricardo aparece
com uma cara de bravo, abraça a Camila por trás, da um beijo nela e fica nos
encarando. Alex e Yasmin chegam sorrindo e se abraçando e a Yasmin começa a
provocar mais.

Eu > Vou subir e tomar um banho.

Bruno > espera ai, vou subir também Thalles.

Camila > a gente vai subir então. Nos vemos mais tarde?

Eu > claro, as 7, pode ser?

Camila > sim, perfeito.

Ricardo > o que vai ter as sete?

Camila > Bruno convidou a gente pra jantar.

Bruno > se não tiver nenhum problema é claro. Tudo bem Ricardo?

Ricardo > é... Tudo bem

Ricardo e o Bruno deram um aperto de mãos e subimos para tomar banho.
Tomamos um banho, namoramos um pouquinho, nos arrumamos e descemos para nos
juntar ao pessoal e ir à pizzaria jantar. Na Recepção estava Ricardo, a Camila
e o Alex esperando.

Eu > então, vamos?

Alex > só um pouquinho gente, a Yasmin já está descendo.

Eu > então ela vai também?

Alex > sim, algum problema?

Eu > não, claro que não. ¬¬

Dez minutos depois a Yasmin desce.

Yasmin > desculpa demora gente, eu estava me arrumando pra ficar mais bonita pro
meu gatinho. - apos dizer isso, Yasmin beijou Alex.

Bruno me olhou na hora e eu tentei controlar o riso. As tentativas da
Yasmin de me fazer ciúmes chegavam ser hilárias.

Ricardo > tudo bem, não estamos com pressa mesmo.

Alex > vamos do que?

Bruno > bem, a pizzaria é aqui perto, se quiserem, podemos ir a pé conversando
e vamos mostrando a cidade.

Ricardo > pode ser.

Ricardo pegou a na mão da Camila e Alex pegou a da Yasmin. Bruno e eu
estávamos atrás e pegamos nossas mãos, mas achamos mais prudente soltar antes
que alguém visse para não criar confusão. No caminho, Bruno e eu brincávamos de
guias turísticos da região, arrancando risadas de todos, menos claro do Ricardo
que aproveitava a situação para fazer as perguntas dele sem noção, pra depois
bancar o sabe tudo. Encontramos o Pedro e alguns amigos na praça da cidade, os
cumprimentamos e depois chegamos à pizzaria. Pegamos uma mesa mais pra frente
da pizzaria para ver o movimento e depois de alguns minutos, o garçom chega.

garçom > então, já escolheram.

Alex > frango com catupiry, pode ser?

Yasmin > pra mim ta ótimo.

Bruno > pode ser metade calabresa também.

garçom > e qual o outro sabor?

Nesse momento Ricardo e eu respondemos juntos.

Eu > Bacon

Ricardo > atum.

Eu > cara, atum é ruim, larga mão, vai bacon mesmo.

Ricardo > qual eh? De coisa frita já basta a calabresa.

Eu > mas atum é ruim.

garçom > o que vai ser senhores?

Eu > bacon

Ricardo > atum.

Camila > Trás de portuguesa, por favor, e uma coca.

O garçom já
impaciente saiu.

Camila > então. Vocês fazem o que em Campo Grande?

Eu > eu estudo e ajudo a minha mãe na loja dela.

Bruno > e eu só estudo mesmo.

Eu > saímos com os amigos, vamos aos barzinhos, baladas e tals...

Alex > loja do que?

Eu > loja de roupas femininas. E vocês, o que fazem da vida?

Camila > eu também só estudo.

Alex > estudo e ajudo meu pai como fotógrafo. - Alex levanta a câmera que tava
no colo.

Eu > oba, já vamos tirar fotos depois.

Alex > é claro, pra isso que eu trouxe mesmo.

Ricardo > também estudo e trabalho como souschef.

Eu > sous o que?

Bruno > souschef?

Ricardo > eu sou auxiliar do chef.

Eu > ah sim, você é o que lava os pratos?

Ricardo > na verdade não... Mas tudo bem se confundir quanto a isso. Você só deve
comer em barraca de cachorro quente, não ta acostumado com essas coisas. hahaha

Eu > bem, se for pra comer algo que você preparar, prefiro mesmo a barraca
de cachorro quente. hahaha

Ricardo > não se preocupe, não é pra qualquer um que eu cozinho não. Mesmo se
você comesse algo meu, seu paladar acostumado só com restaurante de comida a
quilo não ia aproveitar, né?

Eu > melhor a comida simples a quilo do que as frescuras de um lavador de
pratos.

Ricardo > Vous ne savez pas la difference, putain blond... mas pelo menos faço
coisa mais útil que ficar parado atrás de um balcão espantando moscas da loja
vazia.

Eu > Se for pra xingar, ao menos faça isso em português, não queira enfeitar
com francês. Isso tudo é inveja de que eu faço algo mais útil que lavar pratos.

Ricardo > o que você faz? Lê etiqueta? Se bem que com seu problema de visão deve
ser complicado né?

Alex > ta bom galera, deixa pra lá.

Bruno > chega né Thalles.

Eu > ele que ta provocando Bruno.

Bruno > se foi ou não, estamos aqui pra nos divertir, chega de brigas.

Ricardo > "ah, foi ele que começou tio." bem maduro de sua parte.

Eu > Não enche.

Alex > quieto Rick, já vai completar 24 horas que vocês estão brigando.

Camila > é, chega desse assunto. Enquanto a pizza não chega, vou ao banheiro.
Yasmin, você vem comigo?

Yasmin > vou sim.

Yasmin se levanta, beija o Alex e vai com a Camila até o banheiro.

A Pizza chegou, jantamos e depois voltamos para o hotel. O pessoal foi
pro seus quartos e o Bruno e eu fomos dar uma volta pela pousada e conversar um
pouco. Depois fomos para o nosso quarto. Chegando lá, Bruno abriu a porta e já
me agarrou.

Bruno > enfim, sós.

Eu > com certeza. Te amo meu lindo.

Bruno > te amo mais.

Fomos nos beijando até chegar perto da cama, deitei o Bruno na cama e
por cima dele, fui levantando a sua camisa e beijando seu corpinho. Ele tirou a
minha camisa e ficou alisando o meu corpo enquanto eu ia alisando o seu e íamos
trocando beijos. Minha mão alisava o seu pau, enquanto ele ia apertando o meu
pau e alisava minhas coxas e bunda. Quando peguei o pau do Bruno, notei que ele
já estava durinho e o meu também estava a ponto de rasgar a cueca. Arranquei a
sua camisa enquanto ele desabotoava a minha calça e alisava o meu pau. Ficamos
sentados na cama enquanto Bruno dessa vez começava a beijar todo o meu abdômen
e alisava o meu corpo enquanto eu com as minhas mãos segurava os seus cabelos.
Enquanto ele lambia e mordiscava o meu peito, eu ia beijando o seu pescoço e
orelhinha, dizendo loucuras no seu ouvido. Bruno foi abaixando e beijando meu
corpo pelo caminho da felicidade ate chegar de frente ao meu pau, nisso ele
começa a apertá-lo com a mão e mordiscar por cima da cueca. Eu já estava doido
de tesão. Bruno tirou meu pau pra fora da cueca e começou a chupá-lo enquanto
alisava as minhas bolas. Uma de suas mãos segurava o meu pau para chupá-lo e a outra
ia abaixando a minha cueca e depois segurando a minha bunda, foi ai que eu
comecei a fuder a sua boquinha por um tempo. Quase preste a gozar, deitei o
Bruno na cama novamente e desabotoei a calça dele e ele terminou de tirar a sua
calça e cueca e eu já estava sem. Sentei na cama e o Bruno começava a chupar
meu pau novamente mais um pouco, depois ele se levanta e me da um beijo e foi a
minha vez de ir massageando seu pau e beijando seu corpinho ate chegar de
frente ao seu pau e abocanhá-lo inteirinho. Suas mãos seguravam o meu cabelo e
ele começava com os movimentos de vai e vem e eu o chupava deliciosamente.
Lambia a cabecinha e chupava-o inteirinho de novo. Lambia suas bolas, chupava
seu pau e o punhetava. Fiquei um tempo ali chupando o seu pau até sentir que
ele tava preste a gozar.

Eu > ta pronto amor?

Bruno > sim, mas lubrifica bem amor.

Deitei o Bruno na cama de barriga pra cima, peguei o lubrificante de
hortelã , ergui as pernas do Bruno, deixando o seu cuzinho a mostra e o
Lubrifiquei bem, coloquei uma camisinha e comecei a esfregar o meu pau na
entrada um pouco e comecei a penetrá-lo. Primeiro fui colocando só a cabecinha
e depois fui colocando o resto ate chegar no talo. Fiquei um pouco sem se mexer
ate que seu anus acostumasse e enquanto isso eu ia o punhetando. Quando notei
que ele já não demonstrava mais dor e sim tesão, comecei os movimentos de vai e
vem. Transar com o Bruno na posição de frango assado enquanto eu ia batia uma
pra ele dava me deixava louco. Algumas vezes eu me abaixava e o beijava, a cada
movimento o Bruno gemia muito e arrancava gemidos meus também. Agora Bruno
mesmo se punhetava enquanto eu alisava o seu corpo e continuava o vai e vem.

Eu > quer mudar de posição amor?

Bruno > vamos, senta aqui.

Sentei e o Bruno passou mais lubrificante no meu pau e sentou nele e
começou a rebolar. Algumas vezes com o meu movimento de vai e vem, meu pau saia
pra fora, mas o Bruno mesmo o colocava de volta na mira do buraquinho e eu
metia com mais rapidez, o tesão já tomava conta. Comecei a punhetar o Bruno
enquanto o fodia e logo ele começou a gozar e melar o meu peitoral e barriga
com a goza dele. Aquilo me deixou com mais tesão ainda e aumentei o meu ritmo
até gozar também.

Bruno se deitou em cima de mim e ficamos um tempo ali, abraçados, escutando
a respiração ofegante um do outro e descansando. Tirei o meu pau de dentro do
Bruno e retirei a camisinha e a coloquei em um canto.

Bruno > gostou da nossa primeira transa?

Eu > amei meu amor, você é perfeito.

Bruno > você é muito mais meu amor, adorei a nossa primeira transa, vou lembrar
dela pra sempre, a primeira de muitas outras que virão pela frente.

Eu > sim amor, quero todo dia agora kkk

Bruno > kkk meu gatinho insaciável. Você me deu uma canseira.

Eu > você também. To cansadão, mas foi muito bom.

Bruno > a melhor que eu já tive.

Eu > você já teve quantos namoros amor, além do nosso?

Bruno > quatro, duas mulheres e dois homens, mas sexo eu só tive com meu ultimo
namorado. E pode ter certeza que essa que tivemos hoje foi a melhor da minha
vida.

Eu > da minha também. Vamos tomar um banho e descansar?

Bruno > vamos sim.

Fomos para o banho e o Bruno reclamava um pouquinho de dor. Depois do
banho fomos direto pra cama, ficamos um pouco conversando até pegar no sono e
dormir. No outro dia acordamos e eu beijei o Bruno.

Eu > bom dia amor.

Bruno > bom dia amorzinho.

Eu > tudo bom meu bebe?

Bruno > eu estou ótimo, adorei essa noite.

Eu > eu também amor, você é perfeito.

Bruno > queria passar o dia aqui ao seu lado, deitadinho, sentindo seu perfume,
o doce sabor dos seus beijos.

Eu > bem, pra mim, seus desejos são uma ordem.

Bruno > meu lindo, mas vamos descer e tomar café. To com uma fominha.

Eu > hehe é claro, também estou amor.

Tomamos um banho, no banho Bruno me dizia que sentia uma dorzinha por
causa da penetração, mas que logo passaria. Depois do banho, descemos até o
refeitório. Nesse dia Ricardo e a sua turma não estavam lá tomando café, também
pudera, Bruno e eu acordamos tarde. Depois de tomar café, voltamos ao quarto,
colocamos uma sunga e fomos para a piscina. Ficamos a manhã inteira tomando sol
e banho de piscina, almoçamos com a Poliana e a tarde fomos andar pela cidade.
Na Praça estava o Pedro e a Patrícia conversando com alguns amigos. Pedro
quando nos viu passando pela praça nos chamou para conversar. Ficamos quase a
tarde inteira conversando e se divertindo muito. No final a Patrícia nos
convidou para passar o dia na fazenda dos pais dela quando pudéssemos, eu
peguei o numero celular dela e fiquei de ligar e confirmar. À noite fomos até
um carrinho de cachorro quente e compramos um lanche pra cada um.

Eu > hahaha

Bruno > o que foi amor?

Eu > lembrei do chato do Ricardo, falando ontem que sou acostumado a
carrinho de cachorro quente.

Bruno > mas cachorro quente é bom né amor.

Eu > claro, e mais gostoso ainda do que as frescuras dele kkkkk

Lanchamos e voltamos para a pousada. Descansamos nas cadeiras em volta
da piscina. Já era quase uma hora da manhã e estávamos sem sono.

Eu > vamos entrar na piscina amor?

Bruno > vamos.

Tiramos a roupa e ficamos só de cueca e fomos tomar banho de piscina já
que a noite estava quente. Todos já estavam dormindo, então só escutávamos o
barulho da água. Quando vi o Bruno, ele estava com um sorriso safado no rosto.

Eu > o que foi hein?

Bruno > vem namorar um pouco?

Eu > não precisa pedir duas vezes

Fui perto de onde ele estava e começamos a nos beijar e agarrar. Nossas
mãos passeavam pelo corpo um do outro. Minha mão apertava a bunda do Bruno e
arrancava dele gemidos. Ele por sua vez apertava o meu pau. Estávamos excitados
e nossos beijos começavam a ficar cada vez mais intensos, respiração ofegante e
o clima foi quebrado por uma platéia que não esperávamos. Olhamos assustados, e
lá estava o Ricardo sentado vendo a gente se agarrar e batendo palmas.

Ricardo > pensei que a piscina estivesse fechada. HAHAHAHA

Eu > o que ta fazendo há essa hora aqui?

Ricardo > Ao contrário de vocês, nada.

Bruno > Ricardo, não conta a ninguém o que você viu aqui, beleza?

Eu > até parece, aposto que ele vai sair correndo contando pra pousada inteira.

Bruno > você vai sacanear com a gente Ricardo?

Ricardo > com vocês? Não, não... Você pode ficar tranqüilo, Bruno.

Eu > tava demorando pra pegar no meu pé.

Ricardo > a vida tem dessas coisas. Eu pego no seu pé, você no pau do Bruno.
hahahaha. Isso explica algumas coisas.

Eu > você é um otário sem noção. Vamos subir Bruno.

Ricardo > oh, não se incomode comigo. A noite ta tão romântica, lua cheia...

Eu > vamos subir amor?

Bruno > vamos. De boas né Ricardo, sigilo?

Ricardo > umhum. Já disse que você pode ficar tranqüilo... bom, vou subir também,
disse pra Camila que não ia demorar.

Subimos para os nossos quartos. Eu e o Bruno fomos para o banho. No
banho começamos a nos ensaboar. Eu abracei o Bruno por trás e comecei a beijar
seu pescocinho, sua orelha, chamá-lo de gostoso e enquanto isso ia batendo uma
punheta pra ele. A cada batida e gemidos que eu dava em seu ouvido, Bruno
delirava. Minutos depois aumentei o ritmo e o Bruno gozou. Depois foi a vez de
o Bruno me abraçar por trás e começou a bater uma punheta pra mim, enquanto ia
beijando meu pescoço, minhas costas, me chamava de delicia. Meu corpo arrepiava
e logo eu já estava quase gozando. Bruno aumentou o ritmo e eu gozei.
Terminamos o banho, fomos para a cama e dormimos.

Acordamos no Domingo quase nove da manhã. Tomamos um banho juntos e
descemos pra tomar café. Bruno pegou um copo de suco de laranja e foi se
sentar. Eu fui pegar um pedaço de bolo e o Ricardo estava ao lado pegando umas
frutas.

Ricardo > Bom dia - falou sem me olhar se servindo
ainda.

Eu > Bom dia. Olha só que legal, hoje não
precisamos brigar por causa do bolo.

Ricardo > não, não... e ai, quer banana? Ou
calabresa?

Eu > enfia no teu rabo a sua banana.

Ricardo > quanto mal humor pra um dia tão bonito em
Bonito...mas a gente sabe quem aqui gosta dessas coisas no rabo, né?

Eu > Da licença, tenho mais o que fazer que
ficar aqui escutando suas pirraças.

Ricardo > mais o que fazer? O que? Servir o café da
manhã do seu namorado? Tudo bem, vou atrapalhar não. - Ricardo se vira e vai
pra mesa dele.

Eu > odeio esse cara. - Volto pra onde o Bruno
estava.

Ficamos tomando café e eu observava a
mesa onde estava o Ricardo e os outros. As brincadeiras do Ricardo já me
tiravam do sério. Em alguns momentos Ricardo ainda me provocava, me oferecia
uma banana, em troca eu mostrava o dedo pra ele. Ele só sabia rir da minha
falta de paciência. No final estávamos saindo, Camila nos chama para ir com
eles ao balneário na parte da tarde. Não queria ir muito e ter que agüentar o
Ricardo, mas o Bruno queria muito ir, então eu concordei. Subimos até o quarto.

Bruno > parece que você não ta muito animado amor
pra ir ao balneário.

Eu > ir eu até queria amor. O foda é agüentar
o Ricardo e as zuações dele.

Bruno > ele ta pegando muito no seu pé?

Eu > não viu no refeitório?

Bruno > percebi sim. Vou conversar com ele.

Eu > não precisa. Eu vou, se ele me encher o
saco, eu encho ele de porradas e pronto.

Bruno > calma meu amor, vem cá meu brabinho.

Bruno e eu começamos a nos beijar.

Mais tarde descemos no horário combinado
para ir ao balneário. Encontramos o Alex no corredor e fomos até o hall de
entrada onde o Ricardo e a Camila já nos esperavam.

Ricardo > olha eles ai. Beleza? Prontos?

Eu > sim, vamos.

Bruno > Vamos ter q chamar dois taxis?

Ricardo > é isso ou a Camila vai no meu colo ou
então...

Eu > melhor dois mesmo.

Vinte minutos depois chegamos ao
balneário. Embora fosse um Domingo, até que o balneário não estava cheio.
Conhecemos um pouco o local e depois entramos no rio e ficamos lá nadando e
conversando. Algumas vezes Ricardo achava um jeito de me zuar, mas eu não dava
mais atenção e curtia mais o passeio. Resolvemos ir à tirolesa, e o Ricardo e o
Bruno ficarão por ultimo.

Eu > primeiro as damas, Camila.

Camila > mas eu tenho certeza que o Alex quer ir primeiro, né Alex?

Alex > eu deixo pro Thalles mesmo.

Eu > kkkkkkk eu vou primeiro.

Desci primeiro, depois a Camila e por
ultimo, depois de muito insistirmos, foi o Alex. Camila e Alex resolveram ir à
fila de novo enquanto eu ia chamar o Bruno e o Ricardo. De longe eu vi o Bruno
e o Ricardo conversando. Claro que a minha reação não foi lá muito boa ver os
dois juntos conversando, ainda mais o Bruno com aquele idiota do Ricardo.

Eu > o que estão fazendo aqui?

Bruno > eu e o Ricardo estávamos conversando só.
Eu Chamei eles pra ir ao show da Rita Lee com a gente. Então Ricardo?

Ricardo > aí, num disse... Mas a gente vai sim. Só
avisar pra Camila e pro Alex.

Bruno > fechado, a gente vai junto pro show
então.

Ficamos a tarde
inteira no balneário e no final da tarde, quando o sol estava se pondo,
chamamos os taxis e voltamos para a pousada. Subimos e o Bruno e eu fomos tomar
um banho. Depois do banho, Bruno deitou na cama e eu liguei o note dele e
coloquei uma musica.

Eu > essa é pra você amor.

Ficamos um
tempo ali conversando e namorando um pouco ate chegar às nove da noite, o
combinado era de irmos às dez da noite pro show. Nos arrumamos, Bruno colocou
uma calça jeans clara, camiseta gola v preta, tênis e passou seu perfume
Portinari. Eu coloquei uma calça jeans escura, camiseta pólo azul clara, tênis
e meu perfume connection urban. Terminei de arrumar meu cabelo e descemos para
nos encontrar com o pessoal. Faltavam vinte minutos da hora marcada, nos
esperávamos o trio no hall de entrada. Cinco minutos depois eles aparecem
animados para o show. O local do show era perto, por isso fomos a pé mesmo.
Íamos conversando e vendo o movimento. Alex aproveitava que a Yasmin não estava
por perto pra mexer com as gatinhas que passavam por nós. Chegamos ao lugar e o
show ainda não havia começado. O local do show era fechado e para entrar era
preciso ser revistado e dentro era cheio de seguranças. Eu estava com sede e
pensando em ir comprar algo pra beber, quando o Alex teve a mesma idéia.

Alex > eu vou comprar
bebida.

Eu > vou com
você.

Bruno > eu vou com
vocês dois.

Fomos até
onde ficava as barracas, no caminho tentei puxar conversa com o Alex já que
poucas vezes nós tínhamos conversado desde que nos conhecemos.

Eu > Yasmin não
vem no show?

Alex > ela disse que
tinha de ver a prima dela que mora aqui. Talvez venha com ela

Eu > ah sim

Um silêncio
surgiu entre nós. Depois Alex puxou conversa.

Alex > então vocês
namoram né?

Eu > sim, o
Ricardo contou né?

Alex > contou sim, mas
fica tranqüilo, não vou sair por ai espalhando.

 

Eu > e nem conta
pra Yasmin.

Alex > ok, mas e ai,
vocês se conhecem ha muito tempo?

Bruno > a quase
dois meses

 

Eu > os melhores
da minha vida

Chegamos à fila
pra comprar a bebida

Alex > que droga, esqueci
de ver se a Camila ia tomar também.

 

Eu > eu vou lá e
vejo com ela e vocês dois ficam aqui na fila.

Demorei um
pouco pra chegar onde eles estavam por causa da multidão. Perto de onde eles
estavam, uma roda havia se formado e parecia que estava tendo briga. Quando me
aproximei, vi que o Ricardo estava brigando com 4 caras que eu não conhecia e
apanhava por causa da desvantagem. Empurrei alguns que estavam na minha frente
e entrei na briga. Quando percebi, Ricardo estava lutando contra dois e eu
contra outros dois. Um dos caras que estava lutando comigo, tentava ir pra cima
do Ricardo, mas eu o puxava e começamos a nos bater. Mesmo em dois, ainda
perdíamos em desvantagem e tava foda a briga ali, já sentia um pouco de sangue
querendo entrar no meu olho e o nariz do Ricardo já sangrava. A Camila gritava
e pedia ajuda. Do nada surge Bruno e o Alex na briga e cada um já começou a
lutar com um cara do outro grupo. Agora que a luta estava mais emocionante e em
números iguais, os seguranças do local chegou até onde estávamos e separou a
briga. Eles foram nos arrastando até a saída do local, mandando todo mundo
sair. Do lado de fora havia alguns policiais, os caras do outro grupo resolveu
ir embora. Logo a Camila conseguiu sair do local nos encontrando do lado de
fora.

Bruno > por que
vocês dois estavam brigando com aqueles caras?

 

Eu > boa
pergunta.

Ricardo > um daqueles
caras começou a dar em cima da Camila.

Bruno > e você já
partiu pra porrada?

Ricardo > não. Primeiro
mandei ele cair fora, ai ele veio me empurrar, eu derrubei ele e depois
chegaram os amiguinhos dele.

 

Eu > ai quando
eu cheguei, vi os quatro batendo nele e entrei na briga.

Ricardo > aí que
está... Por que você fez isso?

 

Eu > ah, sei lá.

Ricardo > justamente.
Você num tinha motivos pra se meter. Eu te zoei a viagem toda

 

Eu > mesmo tendo
nossas divergências, estamos nessa juntos, os cinco. Eu não podia te ver em uma
briga e em desvantagem e ficar quieto. Embora não nos demos bem, também não quero
seu mal.

Ricardo > não... Os
caras iam me dar o que você queria desde aquele ônibus. Não faz sentido.

Alex > para de ser mal
agradecido, Rick.

Camila > eu acho que ta na
hora de vocês abaixarem a guarda, né?

 

Eu > você disse bem,
os caras iam e não eu. Hahaha, brincadeira. O fato é que eu até to achando
divertido um pouco essa nossa rivalidade, e confesso que algumas vezes queria
mesmo te bater, mas na realidade eu quero mais é ser seu amigo. Acho que ta na
hora de acabar com essas brigas entre a gente né?

Ricardo
ficou em silêncio por um tempo estancando o sangue no nariz com as costas da
mão

Bruno > eu concordo,
que tal deixarem essa rivalidade de lado e virarem amigos?

 

Eu > amigos? - estendendo
a mão para o Ricardo.

Ricardo
ficou um tempo me olhando, com uma cara de desconfiança.

Camila > vai, Rick, da logo
a mão pra ele.

Ricardo > amigos - aperto a
mão - valeu por hoje, se não fossem vocês provavelmente essa conversa seria no
hospital.

 

Eu > de boas
cara, mas acho melhor essa conversa continuar no barzinho, depois dessa uma
bebida cai bem. Bora povo?

Alex > por mim, beleza.

Bruno > por mim
fechou também.

Ricardo > sei não...
Acho que vou voltar pro hotel.

 

Eu > bora cara,
só uma pelo menos.

Camila > vamos, Rick.

Ricardo > tá bom...

Chegamos no barzinho e pedimos uma cerveja
cada um e começamos a beber e conversar.

 

Eu > gente, tem
uma amiga que os pais moram em um hotel fazenda aqui perto e chamou pra passar
o dia lá, vamos marcar um dia pra ir os cinco?

Alex > seis, com a Yasmin.

 

Eu > pode ser, o
que acham?

Ricardo > pode ser.
Não tem muita coisa sobrando mesmo pra fazer.

Bruno > amanhã nós
estamos querendo fazer trilha e ir visitar a gruta do lago azul. O guia é um
amigo da minha tia e ta de folga amanhã, então ele vai levar só nós e não vai
cobrar nada. Da pra gente fazer isso amanhã e na terça a gente vai pro hotel
fazenda da Patrícia. topam?

Camila > por mim ta
perfeito.

Ricardo > a primeira
dama falou, ta falado, né?

Bruno > isso mesmo.

 

Eu > vamos
voltar? To bem cansado, e quebrado.

Camila > vamos. Vocês têm
de ver esses machucados de vocês ainda

Alex > um banho quente e
cama já ta de bom tamanho pra mim.

 

Eu > a mim
também.

Bruno > mas se precisarem de
algo, minha tia tem lá na pousada o kit primeiro socorros.

Pagamos as
cervejas e fomos para o Hotel. Cada um foi para o seu quarto. Eu e o Bruno
fomos para o banho e depois de tirar as sujeiras e sangue, fomos ver os cortes
e roxos pelo corpo. No canto perto do meu olho esquerdo estava roxo e um corte
perto da sombra celha e no meu cotovelo esquerdo estava ralado. Bruno tinha um
corte nos lábios e no braço.

 

Eu > tinha me
esquecido como brigar dói. hehehehe

Bruno > levei um
chute na canela que ta doendo. Olha como ta roxo.

 

Eu > tadinho,
vou dar um beijinho pra sarar, mas na boca.

Bruno > só vou
sarar com vários.

 

Eu > então vou
dar vários, você merece meu bebe.

Saímos do banho e fomos dormir. Abracei o Bruno por trás e dormimos em
estilo conchinha.

No outro dia acordamos cedo, tomamos nosso banho de sempre, juntinhos, e
depois descemos para tomar café. Alex e a Yasmin já estava no refeitório. Alex
nos chamou pra sentar junto com eles e conversar, Bruno aceitou e eu tive que
ir junto claro. Mesmo vendo que os dois estavam juntos, eu podia perceber que a
Yasmin sempre arrumava um jeito de me provocar e aquela situação já não me
agradava muito. Como sempre resolvi ignorar as provocações dela e fui me
servir. Peguei um pedaço de bolo de cenoura com cobertura de chocolate e um
copo de suco de laranja, já o Bruno preferiu o copo de leite e pão com presunto
e mussarela.

Bruno > comendo só doce logo de manhã amor.

Eu > ah amor, é só hoje.

Bruno > você me diz isso todo dia amor.

Eu > prometo que vou parar de comer muito doce.

Bruno > tudo bem amor.

Voltamos para a mesa e enquanto estávamos tomando café, Ricardo e a
Camila chegaram. Ricardo veio me cumprimentar.

Eu > bom dia ruim de briga.

Ricardo > hã?

Eu > to te cumprimentando e te chamando de
ruim de briga, só apanha. Ta lerdo hoje hein.

Ricardo > bateram muito forte na tua cabeça, guri?

Bruno > então, animados pra fazer trilha hoje?

Alex > umhum. Vamos comer pra ir logo

Bruno > beleza

Camila> Então, vocês estão bem?

Eu > fora essa cortezinho perto do olho e esse
roxo, está tudo certo.

Bruno > já a minha canela está doendo, aquele
mané deu um chute certeiro.

Conversamos mais um
pouco e depois fomos para o hall de entrada esperar o guia que nos levaria pra
fazer trilha. Marcamos com ele às oito da manhã na pousada. Logo o rapaz chega
de van em frente à pousada e já nos chama. No caminho ele se apresentou, seu
nome é Ronaldo, e foi nos explicando um pouco como era o local. A trilha seria
em uma fazenda, com bastantes cachoeiras e mata. Na parte da tarde, ele nos
levaria para conhecer a Gruta do lago azul.

Passamos a manhã inteira caminhando pela mata, conhecendo animais e
parávamos em algumas cachoeiras, aproveitávamos para tomar banho um pouco, já
que estava calor. Almoçamos na sede da fazenda que servia também como
restaurante. Havia alguns turistas lá almoçando, inclusive um casal espanhol.
No restaurante eu notei que uma das garçonetes do local não parava de ficar
olhando pro Bruno, no começo até achei que era coisa da minha cabeça, mas tive
a confirmação quando o Bruno disse que ia ao banheiro e quando ele caminhou até
o banheiro, a moça ia observando ele. Levantei também e fui até o banheiro.

Eu > Nossa Bruno, a guria não tira o olho de você.

Bruno > também percebi Thalles. Liga pra isso não, você sabe que eu só tenho
olhos pra você.

Eu > assim espero mesmo hehehe

Bruno > bobo.

Nisso chega outros dois homens no banheiro. Terminamos de fazer o que
tínhamos que fazer no banheiro e voltamos para a nossa mesa.

Na parte da tarde o guia nos levou para conhecer a Gruta do lago azul,
local lindo e maravilhoso que ajuda a fazer juízo ao nome da cidade. Tudo de
bom o lugar. No final da tarde fomos para o hotel, cada um foi para o seu
quarto tomar banho e se arrumar e depois nos encontramos novamente para ir
jantar. Combinamos de jantar em um restaurante e choperia. Enquanto jantávamos,
minha mãe me liga para saber como eu estava, como estava o passeio entre
outros, conversei com ela por dez minutos e depois me juntei ao pessoal. Depois
do janta, passamos em uma sorveteria e depois fomos para a pousada.

Naquela noite, Bruno e eu tivemos uma noite de amor maravilhosa, como
sempre eram nossas noites de amor. Era maravilhoso passar todos aqueles dias
perto do meu amor, estar grudadinho a ele, não se preocupar com nada além da
nossa felicidade. Poder dormir e acordar juntos todos os dias, passear o dia
inteiro, sem duvidas, a companhia do Bruno era a melhor que existe.

Eu > é maravilhoso estar aqui com você amor.

Bruno > sinto o mesmo amor, não queria que essa semana acabasse.

Eu > mas vamos passar varias semanas iguais a essa juntos amor.

Ficamos ali abraçadinhos em conchinha conversando até os dois pegar no
sono.

Na quarta feira acordamos cedo, liguei o note do Bruno e coloquei
algumas musicas para tocar enquanto eu acordava o Bruno. Comecei a beijá-lo e
agarrá-lo. Ficamos um tempo ali se beijando até ele criar coragem e se levantar
para nós tomar banho e descermos para tomar café. As oito e meia, nós já
estávamos tomando café quando a Patrícia liga no meu celular confirmando se
íamos lá pra fazenda dela. Confirmei que íamos e logo mais estaríamos lá. Perto
das nove da manha saímos da pousada e fomos para a fazenda de taxi. Na fazenda
a Patrícia, junto com a Vanessa, nos esperava.

Depois de recepcionados, Patrícia nos levou para dar uma volta na
fazenda pra conhecer o local, mostrar o estabulo, curral e o aviário. Na parte
da manhã ainda andamos a cavalo pra conhecer algumas extensões da fazenda, o
Irmão da Patrícia é quem bancava o guia nessa parte. Claro que aproveitando a
ocasião, Ricardo e eu apostamos corrida a cavalo, Ricardo ganhou por pouco e eu
quase caio do cavalo, fazer o que né? Coisas da vida...

Almoçamos ao meio dia, e como sempre, a comida da mãe da Patrícia era
ótima. Depois de almoçar, descansamos e conversamos um pouco. Na parte da tarde
fomos para a região das cachoeiras, ficamos um tempo ali nadando e bagunçando.
Rolou aposta entre Ricardo e eu novamente, a aposta dessa vez era pra ver quem
chegava primeiro ao outro lado do rio, claro que dessa vez foi eu que ganhei,
embora Ricardo alegava que ele chegou primeiro, nossos juízes de plantão deram
como veredicto final a minha vitória.

A tarde notei que o Bruno e o Ricardo conversavam reservadamente e
quando me aproximei, percebi que eles logo mudarão de assunto. Não os
questionei, mas a minha curiosidade foi grande. No final da tarde agradecemos a
hospitalidade da Patrícia e sua família e fomos para a pousada. Chegamos à
pousada de baixo de chuva. O tempo já estava fechando e durante o caminho de
volta foi que a tempestade chegou e nos alcançou. Bruno e eu fomos diretos pro quarto
e tomar um banho quente, já estava ficando friozinho.

No banho quente, Bruno e eu começamos a nos abraçar e nos beijar, sentia
o corpo nu do Bruno colado ao meu, sua respiração perto da minha, a agua quente
percorrendo os nossos corpos, sua mão percorria o meu corpo e eu alisava o seu.
Os beijos começaram a ficar mais intensos e com mais vontade e nossos paus já
estavam duros. Bruno me empurrou contra a parede, ajoelhou-se e dando beijinhos
pelo meu corpo foi descendo até chegar no meu pau, abocanhando-o todo com muita
vontade. Seus movimentos de vai e vem me levavam ao delírio, aquela boquinha
que chupava a cabecinha do meu pau e aquela língua que lambia meu pau todo
sabia mesmo me deixar louco. Logo segurei Bruno pelos cabelos e comecei meus
movimentos de vai e vem mais rápido, quando estava preste a gozar, Bruno se
levanta e começa a me beijar e a bater uma punheta pra mim até eu gozar. Virei
o Bruno de costas e o abracei por trás e comecei a punheta-lo. Enquanto eu
beijava seu pescocinho e a sua boca, minha mão agarrava seu pau e eu punhetava
com vontade e rapidez, Bruno se contorcia todo de tesão e logo ele já gozou na
minha mão também. Saímos do banho, nos trocamos e fomos para a cama, ficamos
ali escutando musica no notebook do Bruno e deitadinhos. Lá fora a chuva caia e
o clima mostrava que o frio se aproximava. Assim ficamos até pegar no sono.

Na quarta feira o dia amanheceu muito frio e a vontade e de ficar só
debaixo das cobertas abraçadinho com o Bruno era enorme, tanto é que passamos a
manhã inteira deitados. Algumas vezes o Bruno saia para conversar com a tia
dele e demorava um pouco pra voltar. 
Achei um pouco estranho, mas decidi melhor não comentar. Na quinta e
sexta feira os dias passaram iguais, assim como na quarta. Frio, neblinas e
coragem nenhuma de sair do hotel. Não só Bruno e eu estávamos assim, mas o
Ricardo, Camila, Alex e Yasmin também evitavam sair de lá.

No sábado de manhã,
22 de julho, Bruno e eu acordamos cedo, nos arrumamos e descemos para tomar
café. Pegamos cada um uma xicara de achocolatado quente e fomos sentar na área
do fundo da pousada, ver a neblina sobre o campo e curtir o friozinho. Naquela
manhã eu havia acordado mais animado e tinha os meus motivos. Bruno não
entendia muito o por que da minha animação, mas em nenhum momento me questionou
e eu não disse nada também. Depois de um tempo ali, Camila e o Ricardo aparecem
lá e juntam-se a nós.

Eu > bom dia casal.

Ricardo > bom dia...casal

Risos entre nós.

Bruno > como foi a noite de vocês?

Camila > curioso...

Bruno > não é curiosidade gatinha, é só... é
curiosidade mesmo.

Eu > um modo de puxar assunto na verdade né.

Ricardo > Jura mermo, Thalles? Nem tinha
reparado...

Eu > sem graça ¬¬. Então, o que vocês irão
aprontar hoje?

Ricardo > Vamos improvisar.

Camila > Estamos esperando
o Alex aí pra ver.

Bruno > com esse frio fica difícil as opções.

Ricardo > É. Como a gente vai embora amanhã,
provavelmente a gente vai fazer as compras hoje.

Camila >  E vocês, vão fazer o que?

Eu > não sabemos ainda.

Ricardo > Ah, bruno, preciso de uma dica sua...
você é quem conhece mais a cidade, né?

Bruno > sim. É só perguntar.

Ricardo > err.. é algo meio particular, pode vir
comigo?

Bruno > Claro, Vamos.

Nesse momento fica
Camila e eu sozinhos.

Eu > o que eles tem pra conversar em particular
Camila?

Camila > Sei lá, o Rick é
cheio das ideias, geralmente é difícil saber o que ele está pensando.

Eu > eu hein. 

Ficamos no hotel na
parte da manhã conversando e almoçamos por lá mesmo. Na parte da tarde o clima
já tinha esquentado um pouco e Bruno resolveu me arrastar para o centro da
cidade para comprar coisas. Encontramos algumas pessoas conhecidas, inclusive o
Carlos, que trabalha com meu pai, sua esposa e seus dois filhos, Rodrigo e
Renan. Ele dizia que veio para Bonito visitar a mãe que morava ali. Perto das
quatro da tarde, voltamos a pousada e no hall de entrada o Bruno me pediu que
subisse ao quarto que ele já ia subir também. Meio desconfiado resolvi fazer a
sua vontade, mas essas sumidas do Bruno e segredinhos com o Ricardo já começavam
a me incomodar, mas também não podia reclamar, pois naquele dia eu recebi
algumas ligações e eu deixava para atender afastado do Bruno, claro que eu
fazia isso pelos meus motivos pessoais. Dez minutos depois ele volta para o
quarto e nota que estou emburrado.

Bruno > o que foi amor?

Eu > nada.

Bruno > e esse biquinho fofo que eu amo muito é
só pra fazer charme é?

Eu > não.

Bruno > e então, vai me dizer ou não?

Eu > o que você está escondendo de mim?

Bruno > nada amor, por que isso?

Eu > fica sumindo toda hora, fica de
segredinho com o Ricardo.

Bruno > amor, eu não fico sumindo, já nessa
questão do Ricardo, é um assunto referente a ele.

Eu > ah, e você não pode contar ao seu
namorado.

Bruno > claro que posso amor, mas no momento
certo, só não posso dizer agora, mas prometo que essa noite eu te conto tá?
Fica bravo comigo não amor. - Disse fazendo aquela famosa carinha do gato de
botas do shrek.

Eu > e tem como ficar com raiva dessa coisinha
fofa que eu amo, não tem como. - disse dando um beijo nele. - mas essas noite
quero saber dessa história direitinho.

Bruno > pode deixar. Agora vamos ao cinema amor?

Eu > agora?

Bruno > sim, está passando um filme legal, e
começa as cinco o filme.

Eu > então vamos. Amor, eu acho que to
esquecendo de algo hoje, por acaso você sabe se tem alguma coisa em especial
hoje que eu não esteja lembrando?

Bruno > não que eu me lembre amor.

Eu > tudo bem, deve ser coisa da minha cabeça.

Bruno > então, vamos?

Eu > vamos.

Fomos para o cinema
e começamos a assistir o filme que na época eu também estava louco pra ver.
Sentamos na ultima poltrona e lá começamos a assistir e namorar um pouco quando
ninguém nos observava. Por três vezes o Bruno se retirava da sala dizendo que
ia no banheiro e demorava uns três minutos para voltar. O filme acabou e
resolvemos ir lanchar. Bruno e eu saímos do cinema era sete e quinze da noite,
antes de ir lanchar, Bruno me pediu para passarmos antes na pousada para pegar
o cartão de crédito que ele esqueceu na bolsa. Chegamos na pousada quase sete e
quarenta e encontramos a Poliana na recepção.

Poliana > Bruno, pega agua
pra tia lá no refeitório?

Bruno > Thalles, pega lá pra mim enquanto eu vou
lá no quarto pegar o cartão.

Eu > Claro, vou sim.

Poliana > Obrigada Thalles.

Cheguei no
refeitório que estava com as luzes apagadas e muito escuro. Quando eu ascendo a
luz, não pude acreditar na cena que eu acabava de ver, uma cena que jamais sairá
da minha cabeça...

-
Surpreeeesaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.....

O refeitório estava
enfeitado com alguns balões e em cima de uma das mesas tinha um bolo grande,
brigadeiros e beijinhos, refrigerantes e outros. O som do parabéns a você
tomava conta do lugar e na minha frente estava o Ricardo, Camila, Alex, Yasmin,
Jefferson, Vinicius, Thiago e Pietro batendo palmas e cantando e ao meu lado
estava o Bruno e a Poliana. Meus olhos lacrimejavam de emoção e eu sorria de
felicidade. Quando terminou a musica, Bruno e a Poliana que já estavam ao meu
lado começaram a me abraçar, seguido dos outros que também vinham me abraçar e
cumprimentar. Adorei a surpresa e a emoção de ver meu namorado e meus amigos
ali comemorando o meu aniversário não tem preço. Comecei a rir de mim mesmo que
passei o dia inteiro achando que eles haviam esquecido do meu aniversário.

Bruno > e você achou mesmo que eu ia esquecer o
aniversário do amor da minha vida?

Eu > Obrigado amor pela surpresa. Te Amo.

Bruno me deu um
abraço forte,  mas devido a presença de
pessoas que não sabiam de nós ainda (Yasmin) resolvemos ficar só no abraço
mesmo.

Jefferson > e ai cara, achou
que não íamos vir né.

Pietro > a gente ainda
lembra dos amigos né.

Eu > e é por isso que vocês são meus amigões.

Thiago > sei sei, isso é
interesse, falando isso só pra ganhar presente.

Eu > e tem presente?

Vinicius > não. kkkkk

Pietro > só a nossa presença
já e um presente.

Eu > kkk isso não vou discordar.

Poliana > agora vamos pra
janta antes do bolo né gente.

Eu > eita, ainda tem janta? Quem fez?

Ricardo > quem você acha?

Eu > ah, você fez a janta? Meu Deus.

Ricardo > pois eh. Mas o jantar eh pros convidados.
Pra você eu comprei esse cachorro quente aqui - ele me entrega o cachorro
quente

Eu > olha ele Bruno, quer me fazer comer
cachorro quente hoje, fala pra ele que é meu aniversário.

Bruno > tadinho Ricardo, libera ele do cachorro
quente hoje e deixa ele provar o jantar que você fez.

Ricardo > e eu vou fazer o que com o cachorro
quente?

Eu > enfie no ...

Ricardo > oooooolhe! Sou convidado. Seja educado!

Demos risadas e
fomos jantar. Jantamos e começamos a conversar.

Eu > valeu Ricardo, retiro o que eu disse
sobre a sua comida cara. Ta muito bom.

Ricardo > ah é, né? devia fazer você comer cachorro
quente.

Eu > kkkkkk admita também que eu tenho bom
gosto. Sei reconhecer uma comida refinada e elegante e que meu paladar é
sofisticado.

Ricardo > tá, tá bom... pelo menos bom senso você
tem.

Jefferson > e aew mestre cuca,
está de parabéns cara.

Eu > elogia muito não, ele é mau, queria me
fazer comer cachorro quente Jefferson. hehehe

Ricardo > ué, você disse que preferia kkkk. alguém
viu a Camila por aí?

Jefferson > Disse que ia ao
banheiro com a Yasmin

Logo ali
conversando, escutamos gritos da Yasmin, vindo do banheiro.

Thiago > cara, o que foi
isso?

Eu > eu não sei, mas
parece que a está acontecendo alguma coisa com as duas lá. 

Todos saem correndo
para ver o que aconteceu, quando chegamos no banheiro a Yasmin estava deitada
no chão e a Camila por cima dela, dando uns tapas e puxando cabelo. Eu não
aguentei e comecei a rir da cena enquanto Jefferson, Vinicius, Ricardo e o Alex
vão separar a Briga.

Camila > ME LARGA, AINDA
NÃO ACABEI COM ESSA VADIA!

Yasmin > GENTE, SOCORRO,
ELA TA LOUCA.

Jefferson > calma meninas!

Eu > por que as duas estão brigando?

Camila > EU PEGUEI ESSA
CACHORRA AÍ ARMANDO PRO ALEX . ME SOLTA, RICK.

Bruno > como assim Camila?

Eu > o que você estava aprontando em Yasmin?

Yasmin > eu sei lá, essa
louca ai que chegou me batendo do nada.

Camila > não se faça de
inocente! Eu ouvi você falando no celular que só tava fazendo o Alex de trouxa.
Que você queria mesmo é fazer ciúmes no Thalles!

Eu > que deselegante.

Camila > ninguém engana o Alex
e fica por isso mesmo, não! - Camila pisa no pé do Ricardo com o salto e vai
pra cima da Yasmin de novo

Thiago > vou ajudar a
separar.

Bruno > nem, deixa a Yasmin apanhar mais um
pouco, ta divertido.

Alex a todo tempo
só observava a briga.

Yasmin > enganei mesmo. Me
solta sua vadia, ta puxando o meu cabelo e ainda quebrei a minha unha

Camila da um tapa
na cara da Yasmin. Ricardo e os outros conseguiu separar as duas e o Ricardo,
junto com o Alex, levou a Camila para o hall de entrada.

Yasmin > essa louca me
machucou toda.

Eu > por que você mereceu né.

Yasmin > fiz isso por você.

Eu > nem começa Yasmin, você ta cansada de
saber que entre nós dois não rola mais nada.

Yasmin > você não sente
mais nada por mim?

Eu > sinceramente? Não.

Yasmin > fiz de tudo pra
você me notar nessas férias, até fiquei perto de você.

Eu > e enganou o Alex, que pra mim já se
tornou um grande amigo. Deveria ter vergonha do que fez Yasmin. Isso eu não te
perdoo mesmo.

Yasmin > estou indo embora.
Não tem mais clima para mim estar aqui.

Eu > consequências de seus próprios atos né.

Yasmin > já chega, já sei que é culpa minha Thalles. Vou
embora.

Yasmin subiu para o seu quarto e pegou suas coisas e foi embora da pousada. Depois que ela saiu, fui procurar o Ricardo, a Camila e o Alex. Depois de procurar eles no quarto deles, desci para o hall de entrada e os encontrei conversando.
Eu > oi, então vocês estão ai? 
Ricardo > ela já ta mais calma . meu pé, nem tanto.
Eu > kkkkkkkk, desculpa Camila, mas preciso dizer isso: Adorei a surra que você deu nela. ganhou um fã, gatinha. 
Ricardo > olha a intimidade.
Eu > desculpa ae, chega de brigas por hoje.
Ricardo > tá, beleza kkkk
Camila > deixa de implicância, Rick. E valeu, Thalles, mas se vocês não tivessem atrapalhado ela teria apanhado mais.
Eu > Alex, ficou chateado não né cara?
Alex > eu? por quê?
Eu > pelo lance do motivo dela ta com você. mesmo eu não sendo culpado, me sinto mal por isso, afinal somos amigos.
Alex >relaxa, vei. a partir de amanhã ela ia ser só a lembrança de alguém que conheci aqui. além do que, já comi mesmo... kkkkkkk 
Eu > kkkkkk isso mesmo mano. vamos voltar pra festa? Ta na hora de cortar o bolo.
Ricardo > bora lá.
Voltamos para a festa e cortamos o bolo, dei o primeiro pedaço pro Bruno é claro e ficamos ali conversando até de madrugada. Logo após, fomos cada um pro seu quarto dormir e descansar, já que no outro dia iriamos embora cedo. Thiago e o Vinicius ficaram com um quarto e Pietro e Jefferson com outro. Bruno e eu fomos para o nosso quarto.

Bruno > Agora o meu presente
Eu > não precisa se preocupar amor, o melhor presente eu já tenho e é você.
Bruno > o eu amor, mesmo assim queria te dar algo. Espero que goste.
Bruno me deu uma corrente de prata e um pingente com símbolo japonês que significava Amor. Nela, as iniciais B & T.
Eu > que linda amor, eu amei.
Dei um beijo nele para agradecer.
Bruno > agora a festinha fica mais interessante ainda, só nós dois.
Eu > aé, e o que faremos pra terminar essa noite mais animada ainda?
Bruno > tudo o que você quiser amor.
Eu > tudo mesmo? perguntei com um sorriso safado
Bruno > TUDO.
Bruno começou a me beijar e e foi me deitando na cama, começou a tirar toda a minha roupa e logo tirou a sua e foi por cima de mim. Beijávamos nossos corpos e nos alisávamos. Beijos a parte, começamos um 69 e depois já estávamos transando. Uma delicia ter o Bruno sentado no meu pau, rebolando, me levando a loucura. Uma paixão intensa e ardente, desejo tomava conta e tesão fala mais alto. A noite foi perfeita como todas as outras. Melhor presente que tinha ganhado. Ter o Bruno ali comigo, agarradinho com ele, sempre foi perfeito.

No Domingo,
acordamos as seis e meia e descemos para tomar café. Bruno, Thiago e eu fomos
os últimos a chegar no refeitório, os outros já estavam lá tomando café.
Comecei a rir um pouco do nada e o Bruno me perguntava o por que eu ria e eu
explicava a ele que estava lembrando da minha primeira briga com o Ricardo ali
no refeitório. Depois do café, fomos para os nossos quartos e pegamos nossas
coisas e nos encontramos na recepção da pousada. Lá, o Pietro se ofereceu pra
levar as malas no carro dele para que fossemos folgados e despreocupados no ônibus.
Despedimos da Poliana, ela se emocionou, quase chorou e nos ofereceu a pousada
sempre que fossemos para lá. Bruno, Ricardo, Camila, Alex e eu fomos para a rodoviária
e pegamos o ônibus das oito da manhã para ir embora.

Como o Avião que o
pessoal ia embora só saia às seis da tarde, ofereci a eles a minha casa, para
eles almoçarem e ficar com a gente lá até dar hora de eles irem embora.
Chegamos em Campo Grande ao meio dia. Pietro foi nos buscar na rodoviária.
Jefferson, Thiago e o Vinicius já estavam lá em casa e se divertindo com meu
pai perto da churrasqueira, só na cervejinha e carne. Notei que o João
Guilherme também estava no grupinho. 
Minha mãe e a Laura na cozinha conversando e preparando o almoço. Achei
estranho, mas antes mesmo de pensar se o Felipe também estaria ali, ele mesmo
fez questão de me responder dando um tapinha nas costas e me cumprimentar.

Eu > Felipe, ta fazendo aqui em casa?

Felipe > seu pai chamou
minha mãe e eu pra almoçar aqui. Não apresenta os amigos novos?

Eu > Felipe, esses são Ricardo, Camila e Alex,
pessoal, esse aqui é o Felipe.

Felipe > prazer pessoal.

Ricardo > opa, eai, beleza?

Camila > prazer.

Alex > e ai.

Felipe > como foi esses
dias lá em bonito?

Bruno > foi muito legal. Nos divertimos muito né
pessoal?

Alex > é, foi sim.

Estávamos
comemorando meu aniversário ainda, meu pai me deu um notebook de presente e eu
claro que amei meu presente. Almoçamos e depois do almoço, como ainda estava
friozinho para um banho de piscina, montamos uma rede na rua e resolvemos jogar
vôlei. Dividimos o grupo na seguinte formação: Time A: Ricardo, Camila, Felipe,
Thiago e Vinicius. Time B: Bruno, Alex, Jefferson, Pietro e eu. Começamos a
jogar na esportiva e descontraídos, mas a medida que o jogo esquentava, Ricardo
e o Felipe começaram a apelar e com gracinhas, aproveitavam que estavam
ganhando pra zuar com a gente.

Felipe > hey, Ricardo,
assim você vai acabar atropelando o Thalles.

Ricardo > mas essa é a intenção, né?

Eu > se acha muito não Felipe.

Ricardo > iiihh... vai ficar com raivinha porque tá
perdendo, Thalles?

Eu > não to com raivinha não Ricardo, pelo
menos eu tenho espirito esportivo... Não vou chorar um ano se perder essa
partida.

Ricardo > num chora um ano, mas uns 3 dias chora,
né?

Eu > não me chamo Ricardo pra chorar por causa
de competição.

Ricardo > claro. Você ta acostumado com a derrota,
não chora mais.

Eu > não é estar acostumado a derrota e sim
saber ganhar ou perder. Coisa que pelo jeito nenhum dos dois não sabem, né
Felipe?

Ricardo > Felipe é um dos meus, não curte perder,
né?

Felipe > isso mesmo, não
sou de perder. Sou de conseguir tudo aquilo que eu quero.

Eu > boa sorte vocês dois. Continuem assim.

Bruno > chega de discussão e vamos ao jogo né?

Alex > tem razão. Já ta
ficando tarde, vamos adiantar esse jogo logo.

Ficamos Jogando por
mais um tempo e depois resolvemos parar, e o time do Ricardo e Felipe ganhou.

Felipe > ta vendo Thalles,
não somos de perder.

Eu > tem razão, mas é como dizem, sorte no
jogo, azar no amor.

Ricardo > tenho de discordar.

Camila > pois é, Thalles,
dessa vez você tá errado - Camila beija Ricardo.

Eu > tem razão, toda regra tem a sua exceção...
mas sorte do Ricardo é ter você ao lado dele, que é uma garota super. legal e
tem uma paciência de ouro, que pra aguentar esse namorado... kkkkkkkkkkk

Camila > ah, para de pegar
no pé dele, Thalles! kkkk

Eu > Eu e o Ricardo somos assim mesmo,
discutimos, mas somos amigos. Uma competição pra animar um pouco a amizade é
bom de vez em quando né Ricardo?

Ricardo > sei dessa história não- começa a rir-
olha o Alex, por exemplo. A gente nunca discutiu.

Eu > ainda bem, se começar a discutir ate com
o seu melhor amigo, vai acabar sozinho kkkk

Alex > ah, também não é
assim, véi... Mas Thalles, onde é que eu posso tomar banho?

Eu > no banheiro do andar de cima, vamos lá
que eu te mostro onde é.

Alex > tá, valeu - fomos
pra dentro de casa e mostro a ele onde é o banheiro.

As cinco da tarde,
Pietro nos levou até o aeroporto. Lá o pessoal fez o check list e ficamos ali
conversando até a hora de eles embarcarem.

Eu > então gente, quem sabe nas férias de
final de ano, nós aparecemos lá onde vocês moram.

Ricardo > quem chamou?

Eu > Desculpa, não vou mais.

Camila > liga pra ele não,
Thalles, vai sim.

Eu > então eu vou. Eu e o Bruno.

Ricardo > é. pode ir. mas avisa uns 3 meses antes
pra dar tempo de eu me preparar psicologicamente.

Alex > vai levar a Yasmin
não?

Eu > quer mesmo que eu leve ela?

Bruno > não é uma boa ideia.

Alex > vai que ela quer
te fazer ciúmes de novo? se precisar, já sabem onde me encontrar.

Eu > sai dessa macumba Alex, com tantas
gatinhas lá na sua cidade, você quer perder tempo com a Yasmin.

Alex > vai que ela ficou
com saudades? nem me importaria em pegar ela de novo. Ela sabe fazer cada coisa
que...deixa pra lá.

Eu > kkkkkk vou pensar no teu caso.

 "ultima chamada para o vôo 1793"

Eu > esse é o de vocês né?

Ricardo > É, la vamos nós... Thalles, foi legal
zoar contigo essa semana. Tô esperando a próxima oportunidade. Te cuida.

Eu > também adorei discutir contigo esses dias
kkk quero revanche do jogo de hoje, lá na cidade de vocês. Se cuida.

Bruno > boa viagem pra vocês e ve se não somem,
entra no msn ai quando puder pra gente conversar.

Ricardo > Então treina bastante pra o jogo pelo
menos ter graça. Não que vocês vão ganhar da gente, mas tudo bem...

Camila > Valeu. Quando a
gente chegar dá um jeito de avisar pra vocês.

Eu > vocês ganharam por pouco. Beleza Camila,
Adorei te conhecer também. Some não guria.

Bruno > tchau pessoal, até mais.

Alex = tchau. deixa
um abraço aí pro pessoal. depois eu mando as fotos, ok?

Eu > valeu. boa viagem.

O pessoal embarcou
e foram embora. Nós voltamos para casa e o Pietro já chamou o Jefferson pra ir
embora e o Vinicius e o Thiago já tinham ido. Bruno ligou pra mãe dele para vir
busca-lo e enquanto esperávamos a Estela, ficamos sentados no meio fio em
frente de casa conversando. O dia já estava escurecendo.

Bruno > e lá se foi as nossas férias né amor.

Eu > verdade, amanhã começa as aulas
novamente.

Bruno > o lado bom é que vamos nos ver todo dia a
noite na escola.

Eu > é por isso que nem reclamo muito das
férias estar acabando, amor.

Quinze minutos
depois a Estela chega em casa.

Estela > Oi meninos, que
saudades eu estava de vocês.

Eu > oi Estela, também estávamos com saudades.

Bruno pegou as suas
mochilas e já guardou no carro.

Eu > não quer descer um pouco Estela?

Estela > fica pra uma outra
hora Thalles, preciso ir agora. Manda um abraço aos seus pais.

Eu > ok, pode deixar.

Estela e o Bruno
foram embora.

Quando volto para o
quintal de casa, Felipe me para no portão.

Felipe> agora o meu
presente.

Eu> não precisava
Felipe.

Felipe> Volta a namorar comigo?

Felipe me estendeu um
par de alianças.

Eu> Desculpa Felipe, o
que aconteceu entre nós foi lindo e maravilhoso, mas acabou. Hoje você sabe que
eu namoro o Bruno e estamos muito bem. Desculpa, mas não posso aceitar outra
aliança.

Felipe> Mas eu quero você.

Eu> e terá, mas como
amigo.

Felipe> mas isso eu não
aceito. Se não for por bem, vai ser por mal.

Felipe me empurrou
contra a parede e tentou me beijar, mas o empurrei.

Eu> nunca mais tente
fazer isso novamente.

Felipe> Já disse, você
será meu.

Felipe tentou me
agarrar novamente mas recuou quando escutou uma voz brigando com ele.

???> SOLTA ELE.

 

 
 
Deixamos o pessoal e fomos pra frente de casa namorar um pouco, já era
quase uma hora da manhã e graças a Deus, os poucos vizinhos já tinham ido
dormir mesmo. Tava no escurinho beijando o Bruno, quando eu vejo o Felipe e o
Vinicius virando a outra esquina indo a direção de casa, pelo jeito deles
parecia que eles estavam desesperados.

- Bruno, aconteceu alguma coisa, os dois estão meio agitados.

- Vamos ver o que é. – Disse Bruno.

Saímos de mãos dadas de onde estávamos e surgimos na frente deles,
claro que o Felipe não gostou muita da cena que viu, mas parece que o que ele
tinha pra falar era mais importante que os ciúmes dele.

- aconteceu alguma coisa? – perguntei ao Felipe.

- Lucas fugiu de casa.

thiago

Continuação:

- como assim fugiu de casa? – perguntei a ele.

- cheguei em casa, fui até o quarto e vi que ele revirou o guarda
roupa, pegou umas roupas e sumiu.

- e pra onde ele iria? – perguntou Bruno

- eu sei lá, nem sei por onde meu irmão pode ter ido.

- tentou ligar no celular dele de novo? – sugeri

- já, mas continua dando na caixa postal. Que droga.

- Felipe, cadê o Lucas? – perguntou a Laura, passando pelo portão de
casa junto com o João Guilherme.

- Eu não sei mãe. – respondeu Felipe.

- como assim, o Raffael disse que você foi até em casa
chamar o Lucas.

- mas ele não ta lá mãe.

- e pra onde ele foi? – perguntou Laura

- eu não sei mãe, ele pegou umas roupas e sumiu.

- sumiu? – perguntou Laura preocupada.

- calma mãe.

- o Lucas fugiu de casa? – disse Laura já exaltada.

- calma Laura, pode ter sido um engano, logo ele da
noticias. – disse João Guilherme

- meu filho fugiu de casa, e agora?

- Vem, vamos entrar, você toma um copo de água, se acalma e
vamos ver o que faremos. – disse João Guilherme.

Entramos todos em casa e fomos até a cozinha, minha mãe já
tinha percebido o clima, foi lá ver o que estava acontecendo.

- o que foi Thalles? – Perguntou minha mãe.

- parece que o Lucas fugiu de casa.

Ficamos ali conversando com a Laura, enquanto isso a festa
ia correndo lá fora e algumas pessoas já começavam a ir embora, inclusive as
gêmeas. Minha tia parecia procurar alguém e eu já temia que fosse quem eu
esperava que fosse e logo comecei a pensar em uma desculpa.

- Thalles, viu o Eduardo?

- saiu Tia.

- onde ele foi?

- o Thiago precisou ir urgente até a casa dele e o Eduardo
foi com ele pra ele não ir sozinho, já que é tarde.

- tudo bem.

- Thalles, vem aqui. – pediu Felipe.

Fui para perto da porta da cozinha onde estava o Felipe.

- cara, to preocupado, preciso achar meu irmão. Me ajuda?

- ajudar como?

- não sei. Você tem alguma idéia?

- na verdade eu até tenho. Acho que sei pra onde ele deve
ter ido.

- onde?

- lembra que ele tava de rolo com o carinha do vídeo? Então,
ele pode ter ido pra lá, aonde mais ele poderia ter ido?

- verdade Thalles.

- você sabe o endereço?

- sei, já fomos levar o cara uma vez lá na casa dele.

- vamos lá então? – sugeri

- vou avisar a minha mãe e vamos.

- vou pedir pro Pietro levar a gente.

Após o Felipe avisar a mãe dele, eu pedi ao Pietro para nos
ajudar e ele concordou. No carro fomos Pietro, Jefferson, Felipe, Bruno e eu. A
Laura quis ir também com o carro dela, mas pedimos para ela ficar, caso o Lucas
aparecesse ou ligasse.

Quando chegamos no carro que estava estacionado quase em
frente de casa, um carro estaciona em frente de casa, era o carro do Fabrício,
o ex namorado do Lucas. Dele desce o Fabrício e o Lucas, que estava com uma
mochila nas costas.

- Lucas, aonde você foi? – perguntou Felipe.

- Aonde eu to indo, você quer dizer. – respondeu Lucas
seriamente.

- meu filho, aonde você estava, por que essa mochila nas
costas? – dizia a Laura saindo pela porta da sala.

- só vim te avisar mãe.

- como assim avisar meu filho? – perguntou a Laura já
assustada.

- to indo embora de casa, eu vou morar com o meu NAMORADO.
Vou morar com o Fabrício. – disse Lucas apontando para o Fabrício, deixando
todos que estavam ali vendo de boca aberta.

Eu mesmo não estava acreditando que o Lucas estava se
assumindo ali na frente de todos. Para quem não sabia da opção sexual dele
ainda, como os meus parentes, meus pais, o Jefferson, Raffael e o Vinicius, o
choque foi ainda maior. O mais surpreso da noite foi o próprio Fabrício, que
pareceu mais espantado ainda com aquilo.

- Como é Lucas? – perguntou ele.

- é meu amor, eu disse que ia ficar com você. – disse Lucas
sorrindo pra ele.

- você ta é louco mano, você não disse que ia morar na minha
casa.

- mas amor.

- nem vem com essa de amor, já disse pra você que eu não sou
seu amor porra nenhuma, sai pra lá viadinho. Você quer ser gay, problema seu,
mas não me coloca nisso não. Não é por que eu te comi algumas vezes que vou ser
seu namorado, cai fora seu gay. Não quero nenhuma bichinha morando comigo não.

- olha como você fala com o meu filho garoto. – Disse Laura
brigando com o Fabrício.

- então pede pra esse viadinho me esquecer.

Fabrício entrou no carro e saiu cantando pneu, enquanto o
Lucas chorava na frente de todos, que ainda assistiam aquela cena, espantados
com aquilo tudo.

- o que é? Nunca virão não? – Lucas reclamou exaltado.

- calma Lucas. – disse Felipe segurando o braço do Lucas.

- sou GAY mesmo e daí? Não tenho vergonha não, foda-se,
todos vocês e o que vão achar, sou gay e o problema é meu.

Felipe tentava acalmar o Lucas. Afastado um pouco, do lado
do Bruno eu já estava aflito e preocupado e ele percebeu.

- o que foi Thalles?

- Bruno, fudeu cara, fudeu 
de vez. To ferrado.

- por que meu amor.

- o Lucas vai contar tudo, ele vai contar sobre mim e o
Felipe na frente de todos.

- calma Thalles, o Lucas não vai falar nada.

- vai sim Bruno, ele ta tocando o foda-se.

- e tem mais. – Lucas anunciava. – tem gente que fica
pagando de santinho, mas é pior do que eu.

- chega Lucas. – gritou a Laura.

- agora eu vou falar. – Lucas se debatia enquanto o Felipe
tentava o acalmar.

- você vai calar a boca. Já chega de confusão. Vamos embora
agora.

Laura e o João Guilherme ajudavam o Felipe a arrastar o
Lucas para dentro do carro deles. Laura apenas pediu desculpas a minha mãe e
saiu.

Um alívio tomou conta de mim quando eles foram embora, por
um momento eu tinha perdido o chão e estava entrando em desespero, o Lucas
realmente ia contar tudo.

- não te disse Bruno que ele ia contar. – disse a ele.

- ele realmente pirou de vez. – disse Bruno.

- cara o que foi isso? – Disse Pietro.

- realmente o Lucas nos surpreendeu. Mas eu já imaginava que
essa coca era fanta kkkk – disse Jefferson.

O pessoal foi se dispersando e entrando pra continuar a
festa. Lá fora, sentados no meio fio ficamos apenas o Bruno, Jefferson, Pietro
e eu conversando. O Vinicius e o Raffael foram embora depois da confusão. Meia
hora depois o Eduardo e o Thiago chegam todos felizes e sorridentes, eu já pude
perceber que a noite foi ótima pra eles.

- oi pessoal, o que ta pegando? – perguntou Thiago.

- agora nada. O melhor da festa já foi. – disse Bruno dando
risada.

- o que aconteceu aqui? – perguntou Eduardo.

- O Lucas, irmão do Felipe, resolveu sair do armário de vez,
com direito a salto alto e purpurina kkkk – disse o Jefferson soltando
gargalhadas. Todos nós começamos a rir.

- Cara, e eu perdi essa cena. – disse Eduardo.

- tenho certeza que você tava fazendo coisa melhor. – disse
ao Eduardo, piscando para ele, que soltou um sorrisinho malicioso.

- minha mãe perguntou de mim? – disse Eduardo

- sim, mas eu disse que você já voltava. Thiago, a sua mãe
tava te procurando, acho que ela já quer ir embora. – disse a eles.

- bem pessoal, vou lá chamar ela.

- vou com você. – disse o Eduardo.

Depois que os dois foram embora, o Jefferson olhou pra mim e
soltou um sorrisinho malicioso, ele já tinha percebido o clima entre os dois, e
teve a certeza quando eu pisquei pra ele e afirmei com a cabeça e um sorriso.

Aos poucos os últimos convidados iam indo embora e por
último saíram o Bruno e seus pais, Horacio e Estela. Como havia muitos parentes
e nossos pais estavam por perto, eu não pude me despedir do Bruno como eu
queria, mas pelo menos um abraço amigável aconteceu.

À noite, na hora de dormir, no meu quarto ficamos  Eduardo, dois primos pequenos e eu. As
crianças já estavam dormindo, e em um sono muito pesado, já o Eduardo e eu não
estávamos com tanto sono assim. Resolvi ir pro banheiro tomar um banho. Eduardo
entrou no banheiro e ficou conversando comigo.

- e aí, como foi à noite? – perguntei ao Eduardo.

- foi bem, o clima estava ótimo, muita animação, agitação.

- nem se faz de bobo, você sabe do que eu to falando..

- Priminho, foi maravilhoso. Na boa, você vacilou, o Thiago
na cama é uma loucura.

- e você foi o que com ele? Ativo ou Passivo?

- os dois. Mas fui mais passivo, por mais tempo.

- hum... e vai me dizer só isso?

- Thalles, vou te contar os detalhes. Cara, mas foi muito
bom.

- Fala baixo Edu, vai acordar as crianças.

- desculpa tio. Então, deixa eu contar.

Eduardo ficou quase uma hora pra contar todos os detalhes da
noite de amor dele. Realmente, pelos detalhes, a transa deles foi muito boa.
Até fiquei excitado. No banho, meu pau dava sinal de vida.

- ta excitadinho é? – perguntou Eduardo mordendo o lábio
inferior.

- e não é pra ficar? Com você aí narrando essa noite.

- se você quiser eu dou um jeito em você.

- o Thiago não te deu canseira não?

- sim, mas eu sempre tenho fôlego pra mais uma.

Eduardo tirou a roupa e foi pra debaixo do chuveiro comigo.
Ao chegar perto de mim, ele agachou e começou a chupar o meu pau. A boca dele
era deliciosa e quentinha e aquele boquete no banho tava me deixando doido.
Minutos depois ele já chupava com mais gosto e me deixando com mais tesão
ainda, o que fez a vontade de gozar vir mais rápido.

- Edu, vou gozar.

Então ele começou a aumentar o ritmo e logo já gozei na
boquinha dele, ele engoliu tudo e se levantou e nós terminamos o nosso banho,
demos um selinho pra finalizar, saímos do Box, nos enxugamos, escovamos os
dentes, colocamos cuecas boxer e voltamos para o quarto dormir.

- Não sei se o que eu fiz foi certo.

- como assim Thalles?

- eu comecei a namorar o Bruno hoje, sinto como se o tivesse
traído.

- você não o traiu. Você ama o Bruno e quer ele, o que rolou
entre nós foi apenas brincadeira de momento.

- o que é considerado traição.

- então deixa pra praticar a fidelidade a partir de amanhã e
relaxa.

- tá bom, vamos dormir.

Fomos dormir já passavam das 4 da manhã. Às seis e meia
fomos acordados com meus primos fazendo bagunça dentro do quarto.

- ah não pirralhada, vão fazer bagunça do lado de fora do
quarto. – disse Eduardo expulsando os dois pestinhas de dentro do quarto. –
pronto Thalles,podemos dormir em paz de novo.

Nem demorou muito para eu pegar no sono novamente, pois eu
estava muito cansado. Acordei novamente, já passava das duas da tarde e o
Eduardo estava no computador, só de toalha, vendo o Orkut dele.

- acordei você?

- não Edu. Faz horas que você ta acordado?

- não, acordei ta com uns 15 minutos. Tomei banho e vim pro
PC.

- o que foi que você ta triste?

- eu não queria ir embora, ta tão bom aqui.

- você já tá de férias da faculdade?

- eu já, volto a estudar daqui umas três semanas.

- então fica essa semana aqui, de férias. – disse a ele.

- mas nem trouxe roupa suficiente.

- até parece que você não sabe que temos o mesmo tamanho. Eu
empresto umas minhas.

- vou conversar com a minha mãe então.

- aí você aproveita e vai à festa junina da escola comigo na
quarta à noite.

- beleza, me ajuda a convencer meus pais.

- isso é de boas, minha mãe também ajuda.

Tomei um banho e me arrumei, Eduardo já estava pronto e nós
dois descemos. No quintal, a festa pelo jeito foi prolongada, pois estava a maior
festa, churrasco e bebidas. O resto do dia passou normal, com muita animação,
banhos de piscinas e bebida. No final da tarde, alguns parentes já começavam a
ir embora, ficando em casa apenas o Eduardo, sua irmã e seus pais e os meus
avós. À noite jantamos e ficamos na sala jogando uno e assistindo TV. No
domingo a noite, pedi a minha tia que deixasse o Eduardo ficar a semana em
casa, no começo ela não quis aceitar muito, mas meu tio autorizou e decidiram
que ele podia ficar, claro que ele adorou a idéia (Thiago ia adorar mais
ainda...).

Na segunda de manhã meus tios e meus avôs foram embora e eu
fui para o colégio. No colégio, o assunto do momento foi o aniversário da minha
mãe e é claro, a saída do armário do Lucas. Felipe explicava para nós que o
Lucas, após ter se assumido, resolveu morar com o pai em Goiânia, que foi
embora no avião das duas da tarde. Evidente que o Felipe estava muito triste,
notava-se no olhar que ele chorou muito no dia da partida.

Na segunda à tarde combinamos de andar de kart, e nos
encontramos na no kartódromo às 16:00. Fomos o Jefferson, Bruno, Eduardo,
Felipe, Vinicius, Raffael e eu. Queríamos formar duas equipes, mas faltava um
piloto ainda.

- vamos dividir em duas equipes. – sugeriu Raffael.

- Não dá, estamos em 7, vai faltar um. – disse Jefferson.

- ah, pega os que correm melhor e fica na equipe com 3. –
disse Felipe

- ah, mas aí não tem graça. – Disse Raffael.

- Vê se aquele garoto não quer correr com a gente. – sugeriu
Bruno apontando pra um garoto que estava na lanchonete do local, nos
observando.

- Vou lá ver com ele. – disse Vinicius.

Vinicius foi até a lanchonete conversar com o garoto,
enquanto nós discutíamos a equipe. Pouco depois o Vinicius volta com o garoto.

- Pessoal, ele aceitou. Esse aqui é o Ricardo. Ricardo esses
aqui são... As apresentações o Vinicius ia fazendo e nós íamos cumprimentando o
garoto com um aperto de mão.

- bem, vamos fazer assim, numa equipe fica o Ricardo, Bruno,
Felipe e o Eduardo, e na outra fica o Thalles, o Vinicius, Raffael e eu. –
sugeriu Jefferson.

- alguém contra? – perguntou Raffael

Ninguém se manifestou e fomos cada um para o seu kart. No
meio da corrida, Felipe percebeu que o Bruno estava por perto dele e o fechou
batendo no kart dele, logo os dois já desceram do kart pra começar uma briga.

- que é? Esqueceu que somos do mesmo time? – disse Bruno

- e daí? Ninguém mandou você me atrapalhar. – disse Felipe

- vai se fuder seu babaca. – disse Bruno

Quando os dois foram partir pra porrada, o Vinicius e o
Ricardo já estavam separando os dois.

- ow, sem brigas. – disse a eles.

- então manda esse idiota não entrar no meu caminho. – disse
Felipe.

- comprou a pista ou cansou de comer poeira? – provocou
Bruno.

- Vou te mostra a poeira seu babaca.

- PAROU PORRA!!! – gritei sério

- Na boa, vamos terminar a corrida. – sugeriu Raffael.

A corrida ainda continuou, mas para o Bruno e o Felipe,
aquilo tava parecendo filme velozes e furiosos, sempre correndo e atrapalhando
um ao outro. No final, nossa equipe ganhou, graças ao espírito esportivo do
Bruno e do Felipe, que só atrapalhou a equipe deles. Depois da corrida, fomos
até a lanchonete beber e comer alguma coisa e jogar conversa fora.

Conversamos um pouco sobre o vestibular e o Enem, logo o
Ricardo nos disse que iria começar um cursinho pré vestibular numa instituição
e ele ia fazer, e eu me interessei em fazer esse cursinho também, o porém era
que o curso só ia ser na parte da manhã, logo eu teria que mudar de turno no
colégio, e isso não agradaria muito aos meus pais.

- vou conversar com os meus pais, me interessei por esse
cursinho.

- vai mudar de turno no colégio Thalles? – perguntou Felipe.

- se meus pais autorizarem, eu vou sim. – respondi

- bom que você faz companhia pra mim no colégio. – disse
Jefferson.

- como assim? – perguntei.

- eu vou mudar pra noite, vou começar a trabalhar de dia na
sorveteria da minha irmã.

- que legal, vamos os dois então. – disse a ele

- os três. – disse o Bruno.

- por que Bruno? – perguntou Jefferson.

- vou pedir transferência pro mesmo colégio que vocês. –
respondeu Bruno.

- ae, legal. É nóis mano!!! – disse Jefferson.

Terminamos de lanchar e fomos cada um para a sua casa. No
MSN, eu conversava com o Bruno que me explicava que decidiu mudar de escola,
para ir para a minha para ficarmos mais tempo juntos, eu óbvio que adorei a
idéia.

Na terça e na quarta tudo correu normalmente. Na quarta à
noite seria a festa junina da escola, Eduardo e eu já estávamos devidamente
caracterizados de caipiras e estávamos esperando meu pai nos levar ao colégio.
Meu pai chegou do serviço e nem desceu do carro, já nos chamou e foi nos levar
ao colégio.

Chegamos ao colégio às sete e quarenta da noite, a música de
quadrilha estava animada e pela primeira vez eu não fazia parte da quadrilha da
escola. Perdi meu reinado de noivo, já que fui por quatro anos seguidos.
Eduardo estava animado com a festança e eu à procura do meu namorado, mas por
ironia do destino, quem eu encontro primeiro? A Letícia, que estava na
companhia da Amanda, as duas estavam de caipirinhas lindas, andando e sorrindo,
a Amanda foi quem me viu primeiro e saiu correndo pra me abraçar.

- Oi Thalles, quanto tempo.

- Oi Amanda. Poisé, você sumiu e nem dá mais noticias.

- oi Thalles – disse a Letícia com um sorriso e um selinho
na boca.

Eduardo quando viu o selinho ficou de boca aberta. As duas
cumprimentaram ele com um aperto de mão e beijinho no rosto.

- vocês duas estudam aqui? – perguntei a elas

- sim, no terceiro ano à noite, e você de manhã né? –
respondeu Amanda

- sim.

- sim, o Vinicius me disse.

- Nós vamos ali fora esperar minha mãe trazer meu celular,
nos encontramos mais tarde? – disse Letícia olhando pra mim.

-er, é, sim.

- ok gatinho.

As duas foram lá fora e o Eduardo ainda espantado me
questiona.

- quem é essa ai?

- uma garota que eu tava ficando antes de namorar com o
Bruno.

- porra, seu charme vai além de conquistar garotos lindos,
vai pra garotas também.

- quem pode, pode né... Mas agora eu to ferrado.

- por que?

- imagina o Bruno e ela aqui, no mesmo lugar.

- vai ter que contar pra gatinha. – disse Eduardo.

Fomos até uma das barracas de pipoca e começamos a comer,
quando avistamos o Jefferson, o Bruno e mais um garoto na barraca de pescaria,
fomos até eles.

- Vai Bruno, pega aquele peixe ali. – dizia o Jefferson
apontando para um peixe azul.

- ta difícil o negócio aqui.

- putz, tu é ruim de mira em mano. – dizia o outro garoto.

- falta inspiração. – disse Bruno.

- faltava, você quis dizer. – disse Jefferson quando nos viu
chegando perto.

- e ae pessoal – cumprimentei eles.

- oi – disse Eduardo timidamente.

- opa, demoraram hein. – disse Jefferson.

- meu pai enrolou pra nos trazer aqui. – disse a ele.

- consegui pegar um. – disse o Bruno comemorando.

- eu não disse que a inspiração tava chegando. – disse o
Jefferson rindo.

- do que estão falando? – perguntou o garoto

- daquela gostosa ali. – apontou o Jefferson pra uma garota
que tava passando na hora pra disfarçar.

- ah sim, gostosa mesmo. Vou encontrar minha irmã e já
volto. – disse o garoto.

-quem é esse ai? – perguntei assim que o garoto saiu.

- sei lá, apareceu aqui pra ver a gente pescar, tava só eu e
o Jefferson aqui. – disse Bruno.

Bruno ganhou um carrinho legal da prenda da pescaria.

- pra você amor. – disse Bruno entregando pra mim.

- Obrigado amor.

Eduardo deu um cutucão nas minhas costelas e me deu um
susto, mas o Bruno não percebeu.

- o que foi? – perguntei ao Eduardo.

- olha quem ta chegando.

- fudeu, droga. –

A Amanda e a Letícia vinham em nossa direção.

- Bruno, vem comigo comprar refrigerante? – chamei o Bruno

- vamos.

Sem muito esperar já arrastei o Bruno e fomos à barraca de
bebidas. Eu não sabia o que eu faria, se contaria a verdade pra Letícia ou não.

- Thalles, o que ta acontecendo? – perguntou Bruno.

- acontecendo? o que? – me fiz de desentendido.

- você parece estar preocupado com alguma coisa.

- impressão sua.

- será mesmo?

- ta bom, eu conto.

- fala, o que foi?

- antes de começar a namorar com você, eu fiquei com uma
garota.

- e o que tem?

- e ela ta aqui hoje.

-e daí?

- e daí que ela não sabe que eu to namorando, ainda mais um
garoto.

- e você não vai contar pra ela amor?

- vou, só não sei como.

- contando.

- não é fácil Bruno.

- Thalles, você gosta dela?

- eu gosto de você e amo você.

- então você já sabe o que fazer.

- sei sim, mas fica por perto.

- claro, e você acha que eu vou te deixar de bandeja pra
essa garota? Não mesmo.

Voltamos onde estava o pessoal, o Jefferson e a Amanda
pareciam já se entender bem, mas a Carol parecia estar bem enciumada. A Carol e
a Isah chegaram enquanto eu estava conversando com o Bruno. Chegando onde eles
estavam, a Letícia veio correndo pra me abraçar, mas eu evitei, o que causou um
espanto nela.

- o que foi gatinho? – perguntou Letícia.

- nós podemos conversar?

- claro. – ela disse meio séria

Nos afastamos e eu fui conversar com ela separado dos
demais.

- o que foi que houve?

- lembra que eu te disse que eu sou bissexual, e você me
disse que não havia problema nenhum?

- sim, e eu aceito de boas.

- então, acontece que eu comecei a namorar sério. Com o
Bruno.

- entendi, e agora acabou nossas ficadas.

- me desculpa por isso gatinha, sabe que se eu não gostasse
tanto dele, eu namoraria você, mas é dele que eu gosto.

- tá tudo bem Thalles, na verdade nem ia dar certo mesmo
entre nós, eu também namoro.

-sério?

- sim, mas meu namorado vive viajando, eu achei que
poderíamos dar certo, eu largaria ele, mas não era pra ser, melhor continuar do
jeito que está mesmo.

- mas podemos ser amigos.

- é claro que sim.

- vamos voltar pra festa.

- vamos.

No restante da festa tudo foi normal, sem nenhum
acontecimento a ser relatado, no final da festa, liguei para o meu pai vir nos
buscar na escola, já passava das dez e meia da noite.

Na quinta feira à noite, estávamos jantando quando resolvi
pedir ao meu pai para fazer o cursinho.

- Pai.

- fala Thalles.

- tem uma escola que está oferecendo um cursinho pré
vestibular e pro Enem, e eu queria fazer.

- qual o preço da mensalidade filho?

- 160,00 reais.

- mas o lugar é bom?

- sim pai, o pessoal todo recomenda.

- é a tarde o curso?

- não, de manhã.

- Thalles, você já estuda de manhã.

- pai, eu mudo pra a noite.

- não sei não hein, não gosto muito da idéia de você estudar
à noite.

- ah pai, deixa.

- o que você acha Cecília?

- também não gosto muito dessa idéia de ele estudar à noite.

- poxa mãe, o curso vai ser bom. E não sou só eu que vou
fazer, o Vinicius também tá pensando em fazer.

- a questão não é o curso Thalles, a questão é você estudar
a noite. – disse meu pai.

- e o que tem? – perguntei

- primeiro por que é perigoso e segundo, fica difícil todo
dia a gente ter que ir onze horas da noite te buscar no colégio. Disse minha
mãe.

- me deem uma moto e vocês não precisam se preocupar.

- gracinha, quando você fizer 18 anos e tirar carteira você
ganha uma. – disse meu pai

- esse mês já faço 17.

- então ano que vem você ganha, agora sussega o facho. –
disse meu pai.

- e o curso? – perguntei

- vou pensar direito com a sua mãe e depois a gente te fala.

- tá bom.

Na sexta feira à tarde o Eduardo e eu fomos até a casa do
Jefferson para conversarmos e ajudá-lo na festa de despedida das gêmeas.

- e então, decidiu o que você vai fazer? – perguntei pro
Jefferson.

- Não, tô sem idéia, mas não queria deixar passar em branco
né.

- eu acho que elas não vão querer uma mega festa, acho que
vão querer algo simples, e só nós de amigos delas reunidos.

- eu tava pensando nisso também Thalles, concordo contigo. –
disse Jefferson.

- o que vamos fazer então? Churrasco, pizzaria, cinema... –
perguntei

- ah, fazer um churrasco mesmo, bebidas e tals. – disse Jefferson.

- Fechado. Nos encontramos aqui então amanhã a noite.

Enquanto eu estava no meu quarto ouço alguém bater na porta.

- pode entrar.

- oi meu amor. – disse Bruno entrando no quarto.

- oi amor, que saudades de você. – disse a ele

- eu também estava, por isso vim aqui.

Bruno encostou a porta do quarto e veio até onde eu estava
no PC e começou a me beijar. Toda vez que eu o beijava, uma sensação incrível e
gostosa tomava conta de mim, como se eu pudesse viver só com os beijos dele.

-o que você tá fazendo aí hein? – perguntou ele

- to aqui no face conversando com umas primas minhas e com o
Jefferson e dando uma olhada no Orkut.

- cadê Eduardo?

- Tá tomando banho. Tadinho, ele queria encontrar o Thiago
de novo.

- por que não hoje?

- se ele sair sozinho, minha mãe vai desconfiar, e fica
difícil eu segurar vela.

- eu vou com você meu amor.

- se for assim, então vamos. Vou ligar pro Thiago. Você veio
só por que tava com saudades amor?

- sim, mas também pra te fazer um convite.

- qual?

- vamos pra Bonito comigo nas férias? – perguntou Bruno.

- vamos amor, mas vamos tem algum lugar pra ficar?

- sim, minha tia tem uma pousada lá.

- ah sim, legal, então eu quero amor.

- beleza. Teve um sorteio em um shopping de uma cidade que
eu nem lembro o nome, mas o premio era uma viagem pra bonito com tudo pago,
vôos, hospedagem, alimentação e tals... ai esses ganhadores vão se hospedar na
pousada da minha tia, e pelo que ela disse, são jovens, ai minha tia perguntou
se eu queria ir pra lá, aproveitando as minhas férias e fazia companhia pra
esse pessoal.

- são muitos amor?

- não, são três pessoas. Ela já deixou o quarto reservado
pra nós, topa?

- claro que sim, vai ser muito legal. Vamos quando?

- na semana que vem. Parece que eles chegam na sexta e vão
embora no outro domingo, mais de uma semana.

- no sábado anterior é o meu aniversário.

- eu sei, e vamos comemorar juntinhos né Thalles?

- sim meu amor. Vou adorar.

- falta agora pedir aos seus pais né?

- essa vai ser a parte difícil, eles deixarem.

- por isso minha mãe tá lá embaixo, pra pedir a eles. Ela
vai explicar que é pra você me fazer companhia e que estamos indo a pedido da
minha tia, ela tá explicando a história toda.

- sério amor, você é o máximo.

- que isso amor, só quero você junto comigo.

Começamos a nos beijar de novo e no meio do beijo a porta
abre e nós dois assustados nos separamos e o Bruno chegou a cair na minha cama.

- Porra, que flagra peguei agora.

- quer me matar de susto Eduardo.

- você ia morrer mas não era de susto se fosse outra pessoa
abrindo essa porta. Oi Bruno.

- oi. – respondeu o Bruno ainda assustado

- quer um copo de água? – brincou Eduardo

- Não, Obrigado.

- Liga pro Thiago. – disse ao Eduardo

- pra que?

- vocês não querem se encontrar?

- queremos.

- então, eu e o Bruno damos cobertura.

- sério mesmo? – os olhos do Eduardo chegaram a brilhar.

- Depois desse susto não sei se devia.

- Aaaah Priminho, não seja mal, prometo não fazer mais isso,
vai, diz que sim.

- ta bom, mas liga logo pra ver se ele vai poder sair.

- vai sim, nem que eu tenha que ir lá e arrastar ele.

- e vamos para onde? – perguntou Bruno.

- Cara, sexta à noite, vamos pra um barzinho. Beber, cair e
levantar. – disse Eduardo

- Vamos chamar o Jefferson e o Pietro também.

Enquanto o Eduardo ligava para o Thiago, eu ligava para o
Jefferson. Jefferson me informou que ele iria, mas que o Pietro não iria poder
ir, pois já estava de encontro marcado com uma moça em outro lugar. Marcamos de
nos encontrar em um barzinho movimentado e famoso da cidade. Thiago concordou
em nos encontrar lá e eu fui me arrumar para sairmos. Depois do Eduardo e eu
estarmos prontos, descemos e fomos pedir autorização aos meus pais. Minha mãe
não gostou muito da idéia, mas meu pai conseguiu convencê-la, já a Estela se
disponibilizou para nos deixar no Barzinho.

- Pega aqui Thalles, vê se não gasta tudo e paga o taxi pra
voltar. – disse meu pai

- Obrigado pai.

- e vê se não vai chegar muito tarde. – recomendou a minha
mãe.

- tá bom mãe.

A Estela se despediu dos meus pais e nós fomos para o carro.
No caminho a Estela nos contava que meus pais haviam me autorizado a ir para
Bonito com o Bruno. A Estela estendeu o convite ao Eduardo também, mas ele
tinha que viajar com os meus tios para o Paraná, por isso teve que recusar o
convite. Chegamos ao local depois de 20 minutos, Thiago já estava lá nos
esperando. Escolhemos uma mesa meio afastada onde podíamos ver o local e a rua,
mas um pouco afastado dos olhares dos outros, isso para ficarmos a vontade.
Meia hora depois o carro do Pietro estaciona em frente ao barzinho e o Jefferson
e a Carol desceram do carro e o Pietro logo foi embora. O casal juntou-se a nós
e começamos a beber um pouco e jogar conversa fora.

- e a Isah? – perguntei a Carol.

- saiu com uma prima e duas amigas dela da igreja, acho que
foram ao cinema.

- legal.

Enquanto conversávamos, o Eduardo me faz um sinal para ir ao
banheiro com ele. Entendi o recado e levantei e fui com ele até lá.

- Thalles, me ajuda?

- deixa eu adivinhar, quer dar uma fugidinha com o Thiago.

- sim, nós dois vamos num motel aqui perto. Me dá cobertura?

- claro, vai lá, mas vê se não demora muito, lembra que não
podemos chegar muito tarde.

- Valeu priminho, depois eu te compenso.

- só assim né, por que esses dias esqueceu de mim.

- eita ciuminho, liga não, vou te compensar pelos dias
perdidos.

- assim espero. - 
disse a ele dando risada.

Saímos do banheiro e voltamos para onde estava o pessoal,
mas o Eduardo nem chegou a se sentar, só pegou o capacete, Thiago pagou a parte
deles e já foram embora.

- Aonde eles vão? – perguntou Jefferson.

- no motel. – respondi a ele com um sorrisinho.

- não é uma má idéia né amor? – Perguntou Jefferson a Carol.

- tava aqui pensando nisso. Vamos? – respondeu Carol.

- é pessoal, nos vemos amanhã em casa. – disse Jefferson.

Os dois pagaram a parte deles também, passaram por nós, nos
cumprimentaram, pegaram um taxi no ponto do outro lado da rua e foram embora.

- é amor, só sobramos nós dois aqui. – disse Bruno.

- verdade, quer fazer o mesmo que eles? – perguntei a ele

- é o que eu mais quero, mas a nossa primeira vez tem que
ser mais que uma noite apressada no motel né?

- sim, tem que ser algo mais especial.

- por isso mesmo que eu quero fazer quando estivermos lá em Bonito.

No momento comecei a lembrar-me da minha primeira vez com o
Felipe. Por que será que todas as minhas “primeiras transas” com namorados
sempre são em Bonito? Coincidência ou o destino atuando. Será que a minha
primeira vez com o Bruno vai ser igual ao que foi com o Felipe, aquela magia
toda, ou será que seria melhor ainda?

- Thalles.

- oi

- to perguntando se tá tudo bem assim? – disse Bruno me
olhando desconfiado.

- tá sim amor, claro.

- no que você tá pensando? – perguntou ele.

- nada demais amor. Vamos embora?

- vamos sim.

- que merda.

- que foi amor? – perguntou ele assustado

- eu não posso chegar em casa sem o mala do Dudu.

- vamos andando e conversando um pouco amor. Depois ligamos
pra eles dizendo onde estamos.

- então vamos.

Pagamos a conta e começamos a andar pela avenida principal
da cidade. A companhia do Bruno era maravilhosa, nós riamos muito e nem
percebíamos o tanto que já havíamos caminhado. Passamos por vários barzinhos
lotados de jovens bebendo e gatinhas mexendo com os dois rapazes lindos e
sarados que passava na frente. Passando perto de uma praça, sentamos um pouco
pra descansar e ficar namorando. Era perto de meia noite e a cidade ainda
estava movimentada no centro, ainda mais perto dos carrinhos de lanche.

- quer comer alguma coisa amor? Nós só bebemos hoje.

- Não Bruninho, na verdade eu só quero tomar água, vamos ver
se aquele cara tem pra vender ali naquele carrinho de lanche.

Atravessamos a rua e eu comprei a água, enquanto eu pagava a
água, vi o Felipe chegando de carro com mais três rapazes que eu não conhecia.
Quando ele desceu do carro, me viu ali com o Bruno, passou por nós, fingiu que
não me conhecia e com os seus amigos se juntou a mais dois que estavam em uma
mesa já os esperando. Ele podia até fingir que não me conhecia, mas ele não
parava de me observar, me cuidar. Depois atravessamos a rua novamente e fomos
para a praça em frente, sentamos em um banco e fui tomar minha água. Enquanto
bebia água, senti meu celular vibrar no bolso, anunciando um novo SMS. A
mensagem era do Felipe.

“E aí, namorando muito?”

Olhei em direção a eles e vi que ele nos observava
descaradamente, só ai notei também que o Bruno já o encarava feio. Respondi o
SMS.

“ quer mesmo que eu responda?”

- Vai trocar SMS com ele agora amor? – disse Bruno
enciumado.

- desculpa amor, vou ignorar ele.

Desliguei o celular na frente dele e dei um beijo nele sem
nem me importar com quem passava na rua. Depois do beijo, eu o abracei bem
forte e por cima dos ombros do Bruno eu olhei pro outro lado da rua e vi que o
Felipe nos observava com um olhar triste, nesse momento pensei que tinha
exagerado na atitude, mas ter os lábios do Bruno encostados aos meus é sempre
bom e vale a pena.

- Nossa, se a cada ataque de ciúmes eu ganhar um beijo
desses, me segura, vou começar a ter ciúmes até da sua sombra.

- bobo, para com isso BB. Bruninho, vamos sair daqui.

- Vamos Thalles, ou eu serei obrigado a ir lá espancar
aquele panaca.

- nem vai amor, perda de tempo, use seu tempo comigo.

- não vejo coisa melhor. – disse Bruno me dando um selinho e
se levantando.

Nos levantamos e saímos caminhando pelo centro da cidade e
paramos em um barzinho e ficamos ali bebendo de novo mas depois de uns vinte
minutos o Eduardo liga para o Bruno perguntando onde estávamos, só ali me
lembrei que o celular estava desligado. Quando liguei, tinha quatro chamadas
não atendida do Eduardo e um SMS do Felipe que eu deixei para ler depois. Dez
minutos depois o Eduardo e o Thiago chegam onde estávamos e ficamos mais um
tempo ali bebendo ate decidirmos ir pra casa. Liguei pra um táxi e primeiro
deixamos o Bruno na casa dele e depois o táxi nos deixou em casa.

Em casa o Eduardo me contava como foi a noite maravilhosa
dele com o Thiago no motel e eu ria muito do jeito que ele me contava.

- xi mano, pode parar de contar. – disse a ele.

- por que? – ele perguntou

- to ficando com ciúmes e tesão. Tô na seca há um bom tempo
e você vem me dizer essas coisas.

- ah, isso a gente pode resolver agora se quiser. – disse
Eduardo se aproximando de mim.

- eita, o Thiago ainda não apagou o fogo?

- sempre sobra um pouquinho pra você priminho. Quer apagar o
fogo hoje?

- sussega Dudu, sou comprometido, agora transar somente com
o meu namorado.

- mas e brincar? – disse ele todo malicioso

- eu disse apenas transar. Não disse nada de brincar.

- eu sabia, seu safado.

Eduardo me jogou na cama e começou a massagear o meu pau.
Enquanto erguia a minha camisa e dando leves beijinhos no meu abdômen, meu pau
começa a ficar mais duro que já estava querendo explodir dentro da cueca. Tirei
a minha camisa e o Eduardo foi abrindo o zíper da minha calça e mordendo de
leve o meu pau por cima da cueca, arrancando suspiros meus. Ele se levantou e
arrancou a camisa e a calça ficando apenas de cueca e eu tirei a minha calça e
com a ajuda do Eduardo, fui tirando a minha cueca. Eduardo já caiu de boca no
meu pau e começou a chupá-lo com vontade. Quando estava quase gozando, Eduardo
olhou pra mim e pediu que gozasse na boca dele, eu acenei com a cabeça autorizando,
então ele começou a aumentar o ritmo até que gozei na sua boca. Eduardo não
deixou cair nenhuma gota, depois de satisfeita a vontade, ele se deitou ao meu
lado.

- agora a minha vez né gatinho. – disse a ele.

- hoje não meu delicinha, cansei de ser ativo hoje.

- você foi ativo com o Thiago? – perguntei espantado.

- sim. – ele disse envergonhado

- e como foi?

- muito bom, mas acho que ele não quer mais ser passivo
somente ativo mesmo. Melhor pra mim. – disse ele entre risos

- safado.

- sou mesmo. – disse ele rindo

- ah, vou sentir sua falta aqui, você já vai embora domingo
né.

- saudade das brincadeiras né.

- não seu bobo, saudades de você mesmo. Você sabe que sou
filho único e é um saco. Queria ter um irmão igual a você, poder conversar
todas as noites, desabafar, confidenciar e sem contar a companhia.

- Thalles, eu também gosto de ficar aqui e te troco pela
Andressa sem problemas. Hehehe. Queria ter um irmão igual a você também.

-mora aqui em casa com a gente.

- ah, se meus pais deixassem e seus pais também, eu vinha
sem problema nenhum.

- pensa no assunto.

- beleza, vamos dormir.

- vamos, tô muito cansado.

Foi só eu desejar boa noite pro Dudu que eu já apaguei.

Na manhã seguinte eu acordo com a minha mãe batendo na porta
do quarto.

- Thalles, acorda filho.

Levantei e fui abrir a porta.

-oi mãe, bom dia.

- bom dia filho.

- me acordando às sete da manhã mãe, em um sábado.

- preciso que você fique na loja hoje.

- por que?

- por que a Laura não está muito bem e não vai poder ir e eu
vou ter q fazer alguns serviços fora da loja, não da pra deixar a Michelle
sozinha.

- tá eu vou.

- posso ir também tia? – disse Eduardo ainda deitado.

- pode, levanta, se arrumem e venham os dois tomar café.

Tomamos um banho rápido nos arrumamos e descemos para tomar
café. Meu pai estava de saída já, estava tomando o último gole de café.

- pai.

- Bom dia filho.

- bom dia. Sobre aquele assunto do cursinho. Pensaram já?

- já sim. Você pode fazer. Depois que você voltar de viagem
a gente vai conversar direitinho, só verifica até quando faz a matrícula na
escola e no cursinho.

- pode deixar, segunda eu vejo.

Meu pai saiu e nós terminamos de tomar café. Depois de tomar
café, saímos e minha mãe nos deixou na loja e foi fazer os serviços dela.
Chegamos quase oito horas, abrimos a loja e ficamos esperando os clientes.

- vamos ver quem vende mais hoje? – disse Eduardo

- eu topo, aquele que perder paga boquete pro outro. – eu
disse dando risada.

- vou ali sentar e ver você trabalhar então.

- nossa, já vai desistir assim?

- não, é que eu gostei da punição, pode ganhar, eu deixo.

- seu safado, assim não vale.

- bobo, fechado então. É hoje que eu quero ver você pagando
uma pra mim.

- vai sonhando, já tenho experiência em vendas.

- só a Letícia não vale Thalles.

- oi gente. – disse Michelle chegando na loja.

-olá. – disse a ela.

- vou abrir o caixa aqui e depois posso ir lanchar ali na
frente? – pediu a Michelle.

- pode sim, vai lá.

Michelle abriu o caixa e foi lanchar. O resto do dia na loja
foi normal. No final do dia eu e o Eduardo fomos contabilizar as vendas feitas
por cada um e no final eu saí ganhando. Claro que o Eduardo não achou nem um
pouco ruim. No final da tarde o Eduardo e eu fomos até o shopping andar um
pouco. Compramos um ovomaltine e começamos a ver as lojas, até pararmos em
frente a uma livraria.

- olha lá, saiu o livro que eu queria ler. – disse Eduardo

- qual? – perguntei

- as crônicas de gelo e fogo.

- parece ser interessante. Vamos lá, vou ver se tem o livro
que eu quero também.

- qual Thalles?

- o Turno da noite – o livro de Jô.

- do que é ele?

- vampiros.

- você e essas sua mania por vampiros.

- eu adoro né, fazer o que.

Andamos pela livraria, achei dois livros interessantes, comprei
para cada uma das gêmeas como presente. Paguei os livros, andamos mais um pouco
no shopping e fomos para casa.

Em casa o Eduardo já chegou e foi tomar banho, eu conversava
com meus pais sobre a festa da noite e sobre a viagem com o Bruno pra Bonito na
semana seguinte.Algum tempo depois eu fui para o meu quarto me arrumar também.
Eduardo estava chateado porque o Thiago não ia poder ir à festa das gêmeas pois
tinha compromisso com a mãe dele e os dois irmãos. Eduardo terminou de se
arrumar ao mesmo tempo em que eu terminei. Pedi ao meu pai que nos levasse até
na casa do Jefferson.

Chegamos na casa do Jefferson e algumas pessoas já estavam
lá, inclusive o Felipe. Cumprimentei as gêmeas e dei o meu presente para cada
uma delas.

- Aim Thalles, não precisava gatinho. – disse a Carol me
abraçando e dando um beijo no meu rosto.

- fica se incomodando com a gente. – disse a Isah também me
abraçando e me dando um beijo no outro lado do rosto.

- que nada, é um modo de vocês lembrarem de mim, além do
mais é como presente de aniversário de vocês que é esse mês também.

- um dia antes do seu, fofo, a gente manda o seu por
correio. – disse  a Isah.

- não precisa se preocupar não.

- eu faço questão. – disse a Isah

- eu não ganho beijo não? – disse o Jefferson surgindo atrás
de nós.

- claro, vem cá. – disse indo em direção a ele, fazendo
biquinho.

- sai pra lá seu bobo, se o Bruno ver isso eu tô morto.

Demos muita risada e eu fiquei ali conversando com eles,
Felipe e o Vinicius estavam um pouco mais afastados dos demais, bebendo ice e
conversando. Algumas vezes eu notei que ele tentava se aproximar de mim, mas eu
fingia que tinha visto alguma coisa e saia de perto. Bruno assim que chegou me
deu um abraço e foi cumprimentando os outros com um abraço também, mas menos
apertado que o meu.

A festa estava animada, o Dj era muito bom e as músicas
estavam legais, no meio da festa o Pietro chegou com a namorada dele, Natalia,
cumprimentou a todos e foi pegar uma bebida e depois voltou para onde
estávamos. Felipe aproveitou que o Pietro chegou e foi cumprimentá-lo e já
ficou conversando conosco.

- Thalles, seu pai deixou você fazer aquele curso. –
Perguntou Jefferson.

- deixou sim, ele autorizou hoje de manhã.

- opa, bom que vamos continuar estudando juntos ainda. –
disse Jefferson.

- e com a minha companhia também. – disse Bruno.

Felipe nessa hora olhou curioso pro Bruno.

- vai estudar lá Bruno? – perguntou Jefferson.

- sim, segunda eu vou pedir os papéis pra transferência, vou
estudar com vocês lá.

- que legal cara. Agora ninguém segura a gente. – disse
Jefferson.

- vou fazer o curso também Thalles. – disse Vinicius.

- sério?

Vinicius acenou com a cabeça.

- Que legal, já tenho um amigo no cursinho.

- dois, o Ricardo você já conhece também. – disse Bruno.

- é mais o Vini eu conheço mais.

- mas você vai pra a noite também? – Jefferson perguntou ao
Bruno.

-vou, mas por ordem do meu pai, vou ter que mudar pra escola
perto de casa. Vou ter que sair dessa nossa. – disse Vinicius.

- poxa cara, que barra.

- caramba, vai sobrar só eu e o Raffa de manhã? – disse
Felipe.

- falando nisso, cadê o Raffa? – perguntou Carol.

- ligou pra mim e disse que chega daqui a pouco, ele tá em
um aniversário, da tia dele, assim que ele sair de lá, ele vem pra cá. – disse
Vinicius.

- e o emprego Jefferson? – perguntei a ele.

- começo no final do mês, quando as aulas do SENAI começar
também.

Mais um tempo ali conversando e bebendo, logo me deu vontade
de ir ao banheiro.

- já volto. – disse ao Bruno.

Entrei na casa e fui até o banheiro. Entrei, fechei a porta
e fiz o xixi básico. Depois de lavar as mãos, abri a porta e logo o Felipe
entra no banheiro e fecha a porta.

- que isso? Tá tão apertado assim que não pode esperar eu
sair? – disse ao Felipe

- precisamos conversar Thalles.

- mas precisa ser aqui no banheiro? - perguntei

- quero ficar a sós com você.

- acho que não temos mais nada pra conversar a sós né
Felipe?

- temos sim.

- tem que ser agora Felipe? Tá rolando uma festa legal lá
fora.

- tem que ser Thalles.

- Ao menos vamos sair desse banheiro.

Saímos do banheiro sob olhares maliciosos e risinhos sem
graça de dois garotos que estavam ali perto, e fomos para um dos quartos da
casa, quando entrei, vi que era do Pietro.

- e então, o que tem de tão importante assim? – perguntei a
ele.

- eu te amo Thalles.

- Felipe, vamos parar essa conversa por aqui.

- agora podemos ficar juntos Thalles, o Lucas já foi embora,
não tem mais nada que nos impeça.

- tem sim Felipe, o fato de eu já estar namorando e amar o
meu namorado.

- larga ele e volta pra mim.

- você sabe que eu não vou fazer isso Felipe. Cadê aquela
historinha de querer ser normal, namorar garotas e não esconder namoro.

- eu disse aquilo da boca pra fora e me arrependo disso.

- tarde demais.

- mas não é tarde pra te reconquistar.

- perda de tempo, nem tente.

- por que?

- por que eu amo o Bruno e vou ficar com ele, queira você ou
não.

- você não vai namorar com ele.

Não queria discutir com o Felipe, resolvi deixar ele
conversando sozinho e sair do quarto, mas ele pegou o meu braço e me puxou para
um abraço e quis tentar me beijar, mas por impulso eu apenas o empurrei.

- me solta cara. Nunca mais tente fazer isso Felipe.

- Thalles, você é meu.

- me esquece.

- se você não for meu, não será de mais ninguém Thalles.

- viu a frase em um filme da sessão da tarde?

- To falando sério, se você não for meu, não será de mais
ninguém.

- Tá me ameaçando agora?

- não, só avisando.

- você tá estranho Felipe.

- nunca tive tão lúcido.

- não vou ficar aqui debatendo com você, tem uma festa
incrível rolando lá em
baixo. Tchau.

Deixei o Felipe no quarto e desci para encontrar com o
pessoal. No caminho fiquei pensando na atitude do Felipe, que me surpreendeu
muito, eu não conseguia acreditar na falta de caráter dele.

Quando eu encontrei com o pessoal, o Jefferson logo notou
que eu estava estranho e me chamou para pegar uma bebida.

- o que aconteceu? – perguntou ele.

- o Felipe foi atrás de mim.

- o que ele quer?

- voltar o namoro.

- e você?

- não aceitei é claro.

- menos mal.

- mas ele me ameaçou.

- como assim?

- disse que eu sou só dele, e que se não fosse dele, não
seria de mais ninguém.

- que criancisse. Nem liga pra isso Thalles. Vamos nos
divertir.

Pegamos as bebidas que estavam no freezer da cozinha e
voltamos para onde estava o pessoal.

- cadê seus pais? – perguntou Vinicius pro Jefferson.

- foram pra casa dos meus avós, disseram que iam pra lá, já
que eu pedi a casa pra fazer a festa.

- casa liberada, os véi tão viajando, meia noite e meia e o
bicho ta pegando kkkk – cantava Vinicius.

- deu pra gostar de sertanejo agora vini? – perguntou Isah.

- não, mas até que essa musica é legalzinha.

Quando vi, o Felipe já vinha em nossa direção, mas dessa vez
com a companhia do Raffael que tinha acabado de chegar.

- oi pessoal. – Raffael cumprimentou todos.

- sabe o que faltou aqui?- perguntou Jefferson.

- o que amor? – perguntou a Carol.

- uma piscina igual a da casa do Thalles pra gente cair
dentro agora.

- verdade, seria uma boa agora – disse Vinicius.

Já era perto da meia noite quando alguns dos poucos
convidados foram embora restando apenas nosso grupinho ali mesmo. Pietro e a
namorada foram para o quarto dele.

- então, a festa acaba assim? – perguntou Raffael

- ah, o Dj já tem que ir embora também. – disse Jefferson.

- então vamos sair por aí. – disse Felipe.

- nem cara, tem um monte de bebida aqui ainda, sem contar as
garrafas de vodka que ainda sobrou. Vamos ficar aqui mesmo e beber. – disse
Jefferson.

-Então vamos procurar algo pra animar. – disse Bruno.

- tem cartas aí? – perguntou Vinicius

- pra que? – perguntou Jefferson.

- Vamos jogar strip poker.

- ah tá gracinha, eu não sei jogar poker. – disse Carol.

- ixxi, já vai ser a primeira a tirar a roupa? – brincou
Vinicius.

- olha o respeito rapaz. – disse Jefferson

- desculpa maninho, só brincadeira. Na verdade podíamos
trocar o castigo de tirar a roupa pra beber um copo pequeno desse de vodka. –
disse Vinicius.

- boa idéia. – disse Raffael.

- mas eu não sei jogar gente. – disse Isah.

- nem eu. – eu disse

- olha os primeiros bêbados da noite. – brincou Raffael.

- nem, vamos jogar algo que todos saibam. – disse Jefferson

- tem uno? – disse Carol

- tem sim. – disse Jefferson.

- pronto, vamos jogar com uno. – disse Carol

- e como vamos fazer? – perguntou Vinicius.

- cada rodada só uma pessoa ganha. O resto que perder, toma
um copo de vodka, menos a pessoa que ganhou. – Disse Bruno.

- Boa, fechou. Vou lá buscar o Uno. – disse Jefferson

Fomos para a área do fundo da casa onde tinha uma mesa
enorme de madeira e dois bancos, um de cada lado da mesa, do mesmo cumprimento
da mesa. De um lado da mesa ficaram  Felipe, Jefferson, Raffael, Vinicius e o
Eduardo e do outro ficamos Bruno, Carol, Isah e eu.

Engraçado, depois de dez rodadas eu já estava daltônico,
azul era verde, verde era azul, o melhor é que não era só eu, fiquei pensando
em como o jogo ainda continuava, pois todo mundo estava na mesma situação que
eu. Pela primeira vez eu comecei a ficar bêbado, e como dizem, a primeira vez a
gente nunca esquece. Depois da décima rodada, das quais tive que beber em oito,
eu já não tava nem prestando atenção em quantas rodadas já estava e perdi as
contas de quantas garrafas foram de vodka.

Em um momento eu não agüentei mais e parei de beber e jogar.
Já era madrugada e nós iríamos dormir por ali mesmo na casa do Jefferson. Bruno
me levou até o quarto do Jefferson e me deitou na cama.

- espera aí amor, vou no banheiro e já volto. – disse Bruno.

Meus olhos já não agüentavam mais ficar abertos pela vontade
enorme eu tinha de dormir. Eu estava fraco e nem conseguia prestar mais atenção
em nada. Assim
que o Bruno saiu pela porta eu apaguei. Acordei em seguida com gritos no quarto
e vi vultos de pessoas que pareciam estar brigando, mas não consegui me mexer
ou sair do lugar. Depois que o vulto acabou eu dormi novamente.

Acordei, vi que meu celular estava na mesinha ao lado. Eram oito
da manhã e o quarto estava escuro. Eu estava sem camisa, e sem tênis, mas de
calça jeans e meias. Bruno estava do meu lado no mesmo estado que eu, dormindo
que nem um anjo, mas com o lábio cortado. Me assustei quando vi aquilo, mas não
o acordei. Levantei, saí do quarto e fui até o banheiro. Sai do banheiro,
voltei ao quarto, peguei minha camisa e descalço mesmo desci para ver se
encontrava alguém acordado. No tapete da sala estavam dormindo o Felipe,
Raffael e o Jefferson e no sofá estavam o Vinicius e o Eduardo. Cheguei na
cozinha e encontrei o Pietro e a Natalia acordados tomando café.

- tá tudo bem? – perguntou Pietro.

- tirando a minha cabeça que tá doendo pra caramba e eu
ainda ta meio zonzo, to bem sim.

- a noite foi boa né. – perguntou Pietro.

- nunca mais jogo UnoVodka.

Os dois caíram na risada.

- Toma café ai que é bom. – disse Pietro.

-valeu. Sabe me dizer por que o Bruno ta com um lado da boca
meio inchado e cortado?

- deve ter sido algum beijo selvagem que você deu nele ontem
à noite.

Olhei assustado para a Natalia que não agüentou a cena e
começou a dar risada.

- de boas Thalles, ela já sabe. – disse Pietro

- tá tudo bem, não vou contar pra ninguém. – disse a Natalia
toda simpática.

- tá, mas eu fiz isso mesmo? – perguntei ainda desconfiado.

- você não lembra de nada? – perguntou ele.

- não.

- ontem o Bruno e o Felipe saíram aos socos lá no quarto por
sua causa. – disse Pietro

- como assim? – perguntei espantado.

- Bruno chegou no quarto e encontrou o Felipe deitado do seu
lado, com a cabeça no seu peito. Nem esperou o Felipe sair da cama e já foi
arrancando ele de lá com socos. Os dois começaram uma briga feia, tive que sair
do meu quarto e ir ajudar o Raffael e o Vinicius a separar a briga.

- não acredito nisso, o que o Felipe tem na cabeça.

- cachaça e paixão, combinação perigosa – disse Natália.

- meu Deus, e eu não vi nada.

- gente, que barulho é esse? – surgiu Raffael do meu lado na
cozinha.

- ai mais um bêbado, tô vendo que vou ter que fazer mais
café pra esses cachaceiros. Toma aí. - disse Pietro entregando um copo pro
Raffael.

- cadê as gêmeas? – perguntei

- o pai delas passou aqui cedo pra buscar. – disse Natália.

- que horas elas vão hein? – perguntou Raffael.

- parece que agora de manhã ainda, o pai delas disse – disse
Jefferson

- vamos acordar todo mundo e vamos até lá pra nos despedir
delas. – disse a eles.

Acordamos o restante do pessoal e fomos até a casa das
gêmeas. Chegando lá, o caminhão já estava na frente e metade dos móveis já
estavam dentro do caminhão. Ajudamos com a mudança e na hora de partir, foram
muitos choros e abraços. Com certeza as gêmeas iam fazer muita falta e iam
deixar muita saudade. Jefferson era quem mais chorava, estava angustiado e
sofrendo. Mesmo com um abraço amigo meu, não foi  o suficiente para acalmá-lo. Voltamos para a
casa dele e lá ele apenas disse que ia se deitar, pois ainda estava cansado da
noite anterior e sem ânimo pra nada. Deixamos ele lá e o Bruno foi pra casa
dele e Eduardo e eu fomos para a minha casa.

Em casa, Eduardo e eu apenas almoçamos e já fomos dormir.
Acordamos às quatro da tarde. Eduardo foi arrumar a mochila dele, pois ele iria
embora no ônibus das sete da noite. Ficamos um tempo conversando e navegando na
internet até que deu a hora de levá-lo até a rodoviária. Meus pais e eu fomos
levar e ficamos até o ônibus chegar. Depois que ele foi embora, voltamos para
casa e fiquei no PC, conversando com os meus amigos e o Bruno pelo MSN.

Minha primeira semana de férias, começava preparando as
papeladas e matrículas pro começo das aulas. Na segunda feira à tarde eu e
minha mãe fomos à escola e ao cursinho para fazer a minha matrícula. Minha mãe
ainda estava meio apreensiva em me deixar estudar à noite, mas claro que ela
não podia negar que seria muito bom pra mim.

Durante a semana eu tive pouco contato com meus amigos,
apenas o Bruno com quem eu conversava mais e acertava como seria a viagem,
quando nós iríamos e tals.

Na quarta feira à tarde, estava tomando banho de piscina em
casa quando eu ouço o interfone tocar, só de sunga mesmo fui até o portão ver
quem era, já que eu estava sozinho em casa, me surpreendi ao ver que era o
Felipe.

- pois não? – perguntei a ele.

- o Thalles está? – perguntou ele

- sem gracinhas Felipe, o que você quer?

- vim ver como você está.

- bem, Obrigado e você?

- tô bem também.

- que bom né.

- Não vai me convidar pra entrar? – perguntou ele

- eu deveria?

- não sei.

- Felipe, você acha que eu já esqueci a briga de sábado e
você tentando se aproveitar de mim bêbado.

- dá pra entender que eu fiz aquilo por amor?

- estranho jeito de mostrar isso né?

- qual é Thalles, eu sei que você quer voltar pra mim.

- não teria tanta certeza assim. Escuta Felipe, entre nós
foi bonito, foi legal, mas acabou, não tem mais volta, você escolheu isso e
agora é tarde pra se arrepender. Agora eu to namorando o Bruno e é ele que eu
amo. Tenta entender isso vai.

- se for preciso, eu tiro ele do caminho pra voltar pra
você.

- nem tenta fazer isso Felipe.

- é o que vamos ver então.

- você tá louco Felipe.

- louco por você.

- menos vai.

- você vai voltar pra mim Thalles, basta eu tirar o Bruno do
caminho.

- Felipe, na boa, só nos deixe em paz.

- você tá muito gostoso só de sunga Thalles.

- tchau Felipe.

Fechei o portão na cara dele e voltei pra piscina. Lá dentro
eu fiquei pensando no que o Felipe disse, tava difícil de acreditar que o
Felipe estava mudado, mas pra pior. Eu não o reconhecia mais. Tirar o Bruno do
caminho? Será que ele pretende fazer algum mal a ele? Ele não estaria tão louco
a esse ponto. Deve ser só o ciúme falando mais alto. Enquanto eu tomava banho
de piscina meu celular começa a tocar e saí correndo pra atender. Chamada
Restrita. Geralmente eu não atendo quando é assim, mas dessa vez eu atendi. Uma
voz rouca falava.

- Thalles.

- quem é?

- Saia aqui fora agora.

- quem ta falando?

- vem aqui fora agora ou o seu namorado morre.

Nesse momento eu fiquei mais branco do que já sou e minhas
pernas começaram a tremer. Fui até o portão com o celular no ouvido ainda.
Quando eu abro o portão, o Bruno estava encostado no muro segurando o riso e
com a voz rouca, respondendo com o celular perto da boca.

- ou seu namorado morre de saudades. – e começou a dar
risada

Uma espécie de alívio e raiva tomou conta de mim naquele
momento.

- VOCÊ TA LOUCO BRUNO, ISSO É TIPO DE BRINCADEIRA QUE SE
FAÇA?

- desculpa amor, não sabia que você ia ficar tão chateado
assim.

- poxa cara, você me matou de susto.

- desculpa amor, prometo que não faço mais isso. Achei que
ia ficar contente em me ver.

- claro que eu tô contente de te ver, ainda mais vivo. Mas
por favor amor, nunca mais faz isso, só eu sei o que eu escutei agora pouco.

- como assim amor.

- Felipe esteve aqui agora pouco.

- veio fazer o que?

- encher o saco.

- só isso? O que ele disse que te deixou assustado.

- disse que ia tirar você do meu caminho, pra ficar livre
pra ele voltar pra mim.

- corno desgraçado.

- por isso fiquei assustado com essa brincadeira.

- ô amor, me desculpa, vem cá. – Bruno me abraçou, entramos
no quintal de casa e eu fechei o portão.

Ficamos ali namorando e conversando sobre a viagem até minha
mãe chegar.

- tenho que ir amor, tá ficando tarde.

- nós vamos amanhã à noite né amor. – perguntei ao Bruno

-sim, o ônibus sai às onze da noite e vamos chegar lá por
volta das cinco da manhã.

- sua mãe vai levar a gente na rodoviária?

- vai sim, ela vai passar aqui às dez.

- ok. Tchau amor.

- tchau

- Demos um beijo e o Bruno foi embora.

Na quinta eu passei o dia arrumando as minhas malas e
ajeitando algumas coisas para a viagem, o mais difícil foi arrancar dinheiro do
meu pai, mas como todo filho esperto, arranquei só um pouco do meu pai, o outro
pouco arranquei da minha mãe mesmo. Às nove da noite eu já estava na sala com
as minhas mochilas esperando o Bruno chegar. Fiquei conversando com meus pais e
escutando várias recomendações e conselhos, até o assunto da camisinha entrou em questão. Horacio
chegou em casa era dez e vinte da noite e só cumprimentou meus pais e já nos
levou até a rodoviária.

A rodoviária estava muito movimentada e o Bruno e eu fomos
procurar o ônibus, o achamos na plataforma 12 e fomos para embarcar.

Estava distraído conversando com o Bruno enquanto entrava no
ônibus que nem percebi que outro rapaz estava entrando.

- Não dá pra entrar os dois juntos no ônibus. – disse o rapaz.

- desculpa moço, estava distraído. – eu disse.

- então presta mais atenção.

- eita, já pedi desculpas.

- isso é o que dá viajar de ônibus, só dá gentinha assim, no
avião tava melhor.

- como é? – perguntei.

- isso mesmo que você ouviu.

- peraí cara, ele já te pediu desculpas, não precisa arrumar
confusão aqui na porta do ônibus. – disse Bruno.

- eu arrumo onde eu quiser.

- chega Ricardo, para de arrumar confusão amor. – disse uma
moça perto dele, mas já dentro do ônibus.

O rapaz apenas entrou no ônibus e em seguida entramos Bruno
e eu. Ainda pude escutar a moça conversando com o tal rapaz que se chama
Ricardo.

- nossa amor, que mal humor é esse? – disse a moça.

- odeio viajar de ônibus Camila. Cadê o Alex?

- não precisa descontar no rapaz.

- tá, eu exagerei, depois eu peço desculpas. Cadê o Alex?

- tá lá em baixo, já ele vem.

- o ônibus vai deixar ele pra trás.

- vai não Rick.

Enquanto isso Bruno e eu estávamos na poltrona do fundo,
mais afastados. Quando o ônibus ia sair, o motorista para o ônibus para subir
mais um passageiro, um rapaz entra e senta perto do casal, certamente era o tal
alex. Depois de ele subir, seguimos viagem e chegamos em Bonito às cinco da
manhã.

 

 
 
- Eu também te amo Lucas, você é meu irmão. - disse Felipe

- NÃO FELIPE. EU NÃO SOU SEU IRMÃO, VOCÊ SABE. NÃO QUERO SER SEU IRMÃO, QUERO SER SEU NAMORADO.

- Lu-Lucas, cara, você não sabe do que ta falando. Somos irmãos sim. Não ha como ser na... – engoli seco - eu não vejo você assim.

Eu estava abismado com o que eu escutava, nem nos meus pensamentos mais loucos eu podia imaginar isso. Descobrir que o Lucas é gay já foi algo extremamente impressionante, agora imagina acabar de escutar que ele é apaixonado pelo irmão. Mesmo não sendo de sangue, foram criados juntos, o que faz deles irmãos.

- Lipe, eu sempre fui apaixonado por você, desde criança. Lembra de quando éramos mais novos, que até batíamos punheta juntos, eu sempre quis algo a mais com você, mas nunca tentei com medo de você não gostar dessas coisas, medo de ser hétero e brigar comigo. Resolvi desistir de você e te ver como um exemplo e tentava te imitar, tentava ser pegador no colégio, dar em cima de todas as meninas, mas dentro de mim, era impossível deixar de sentir o que eu sinto por você. - (lagrimas do Lucas começavam a cair.)- mais ai o tempo foi passando, paramos de bater punheta e tomar banho juntos e achei que aos poucos eu estava esquecendo isso, mas ai o Thalles apareceu e vocês começaram a namorar. Quando descobri que você também é gay, essa paixão voltou mais forte ainda porque agora eu acredito que vai ser possível.

- Não Lucas, não tem como. Eu nem sei o que dizer. - Disse Felipe

- tem sim Felipe, se não fosse o Thalles na nossa vida, você poderia ser meu.

- Lucas, e aquele cara contigo na boate? - perguntei

- meu namorado Fabrício.

- Namorado? - perguntei

- sim, antes de você aparecer, eu na tentativa de esquecer o Felipe, eu comecei um namoro com ele.

- por isso ele não saia de casa e você gostava de sair com ele. Quantas vezes ele dormiu em casa no mesmo quarto que você. Você transava com ele? - perguntou Felipe

- sim, mas toda vez eu pensava em você no lugar dele. Toda vez que eu beijo ele, penso em você. Antes de você e o Thalles namorarem, eu tava quase esquecendo você, namorando com ele, mas ai surgiu esse namoro e eu não consegui. Aquele dia que batemos o carro da mãe foi o dia que eu tinha terminado com ele, ele furioso foi e bateu o carro. Depois disso, minhas esperanças era você, mas de vez em quando eu saía com ele, nada sério, e sexta foi uma dessas quando o Thalles viu e filmou.

- Sabe Lucas, você não tem noção de quanto você me machucou. De tantas vezes eu sofri por sua causa, por causa das suas ameaças. O dia que eu terminei com o Felipe foi o pior dia da minha vida. Você me fez muito mal. – disse ao Lucas.

- Roubando o Felipe de mim, você acha que fez o que comigo? – rebateu Lucas.

- eu não roubei ninguém de você.

- roubou sim.

- parem os dois. – Pediu Felipe 

- Felipe, eu te peço, me da uma chance? - implorava Lucas já chorando.

- Não, Lucas, não dá, cara. Coloca uma coisa na sua cabeça, nós somos irmãos e entre nós somente será isso.

- VOCÊS ME PAGAM, VOU TORNAR A VIDA DE VOCÊS EM UM INFERNO!!!

Após dizer isso, Lucas saiu correndo deixando eu, Felipe e o Bruno no quarto. Bruno estava com uma expressão de surpresa e confusão. Eu apenas olhava para o Felipe, que no momento apenas chorava. Tentei me aproximar.

- Lipe, vamos conversar?

- não, Thalles, eu vou atrás do meu irmão.

- e nós, Felipe, como ficamos?

- Não tem nós, Thalles, nunca vai ter! Minha vida mudou muito depois que você apareceu nela e você só a atrapalhou. Eu tinha uma vida normal, convivência familiar e social perfeita. Você apareceu nela e agora só tenho que esconder namoro de todos e brigar com meu irmão. 

- achei que tinha feito isso por amor, Felipe, achei que me amava.

- e amo, Thalles, mas esse amor não vai dar certo. Quero minha antiga vida de volta. Namorar garotas e não ter medo de esconder. Ter uma relação legal com o meu irmão. Abandonei tudo isso por você, mas hoje eu vejo que não foi uma boa escolha.

- Não fui uma boa escolha Felipe? Entendi. Vai Felipe, pode ir. Não quero mais atrapalhar a sua vida.

- Thalles, tenta me entender.

- Felipe, seu irmão ta esperando. Vai lá e deixa o atraso da sua vida aqui, vai.

- Thalles, para de marra.

- Tchau, Felipe.

Após o Felipe sair da minha casa, eu sentei na minha cama e comecei a chorar. Bruno sentou-se ao meu lado e me abraçou forte. Não havia palavras para ser ditas naquele momento, apenas lágrimas a cair. Bruno soube me confortar em seus braços e não disse nada, mas só o seu carinho já dizia tudo. As palavras do Felipe ecoavam em minha mente e faziam-me acreditar que dessa vez eu o tinha perdido. Só não sabia se eu iria agüentar aquilo.

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Dentro do carro, o pessoal ainda comentava sobre eu querer sair do
barzinho, mas eu não queria ficar lá. Decidimos então ir para outro lugar. No
caminho eles ainda estavam se decidindo para onde ir, eu mesmo não opinava,
aliás, nem prestava atenção no que eles estavam conversando, meu rosto virado
para a janela, via os movimentos nas ruas, mas na minha mente, aquela cena no
banheiro rodava mil vezes.

- Thalles? – Jefferson tentava me chamar, mas eu estava muito
distraído para perceber.

– Thalles! – A voz do Bruno soou um pouco mais alta, mas o que me
chamou atenção foi sua mão encostando-se a meu ombro, olhei para o lado e vi
que ele me chamava. – Ta tudo bem?

- ta sim, por quê?

- porque estamos te chamando há horas. – disse Jefferson

- o que foi então?

- só pra saber se você tem alguma sugestão de lugar pra gente ir. –
disse Jefferson.

-Gente, na verdade eu não vou não. Não to com cabeça pra isso. Só me
deixa lá em casa Pietro,
por favor.

- certeza cara? Não quer ir com a gente? - insistiu Pietro.

- Sim, Desculpa ai, pessoal.

Pietro me levou pra casa, chegando lá eu desci do carro e o Bruno
desceu também.

- Thalles, ta tudo bem mesmo, o que aconteceu hoje?

- nada não, só bateu uma dor de cabeça.

- posso dormir aqui na sua casa hoje?

- Bruno, pode sim, amigo, mas amanhã eu tenho compromisso cedo. Tenho
que ajudar minha mãe na loja. Parece que ela teve que dar folga pra uma
funcionária e eu vou lá cobrir. Você não quer vir amanhã? Ai ficamos acordados
até tarde e acordamos tarde, o que acha?

- ah, pode ser também, então.

- ai eu aproveito e aviso meu pai, ele já até tinha pedido pra eu te
convidar a passar um final de semana em casa.

- fecho então, amanhã à tarde eu venho.

Despedi do Bruno e fui pra dentro de casa. Entrei no meu quarto,
liguei o meu PC e a primeira coisa que eu fiz foi passar pra ele o vídeo do meu
celular. Ao rever o vídeo eu comecei a dar risada, como aquilo era possível?
Depois de passado o vídeo, resolvi entrar no meu Orkut fake e ler alguns contos
que eu ainda não havia lido. Online pelo chat do Orkut eu comecei conversar um
pouco com alguns amigos novos e depois de resolvi ir dormir cedo.

Na manhã de sábado, eu acordei às sete da manhã com a minha mãe
batendo na porta do quarto. Respondi a ela que já estava levantando e cochilei
mais cinco minutos, ao menos era o que eu achava, mas já havia passado mais de
meia, pois minha mãe novamente batia na porta do quarto mais brava ainda
pedindo para eu levantar logo e me arrumar. Levantei, tomei meu banho e escovei
os dentes, voltei para o meu quarto e vesti uma cueca boxer preta, calça jeans
escura, camisa polo azul clara, tênis e passei meu perfume. Arrumei o meu
cabelo e desci para tomar café.

- Mãe, o que eu vou fazer lá? Não tenho jeito pra vender roupa, ainda
mais femininas.

- você não vai vender, só vai ficar no caixa recebendo.

- beleza, e a minha comissão?

- Thalles, depois a gente conversa sobre isso, agora termina esse café
que estamos atrasados, daqui a pouco a Laura liga pra mim, louca com o
movimento lá.

- Tá mãe, vamos.

Eu e a minha mãe fomos para a loja, chegando lá a Laura estava tomando
café e conversando com uma cliente. Cumprimentamo-las e eu fui para o caixa com
a minha mãe para ela me ensinar como funcionavam algumas coisas.

- Cecília. - chamou a Laura.

- oi, Laura.

- Precisava ir à lotérica pagar a conta de água e energia aqui da
loja, vence segunda, é bom pagar hoje, né?

- sim, o Thalles vai lá.

- eu? - perguntei espantado.

- sim, e aproveita e passa lá no serviço do seu pai e pega duas folhas
de cheque com ele.

- cheque mãe? Hoje em dia usa-se cartão. - comentei brincando.

- vai logo Thalles, larga de brincadeira. Volta logo que mais tarde
isso aqui fica movimentado.

- ta mãe.

Sai rápido da loja, peguei um moto taxi para ir até o serviço do meu
pai, depois eu ia a pé até na lotérica e voltava de moto taxi até a loja.
Chegando ao serviço do meu pai, pela primeira vez fui conhecer as pessoas que
trabalhavam lá. Como meu pai trabalha como gerente dos vendedores de carro, ele
fica em uma mesa no show room da loja, perto dos outros vendedores. Quando
cheguei, ele estava na sala de espera junto com outro vendedor. Passei e
cumprimentei a recepcionista, muito linda por sinal, e fui até onde meu pai
estava.

- Olha ai, Carlos, esse é o meu filho Thalles. – disse meu pai.

- opa, rapaz, tudo bom? - Carlos me cumprimentou.

- sim e o senhor? - o cumprimentei também.

- larga de senhor, pode me chamar só de Carlos.

Após me cumprimentar, Carlos saiu para atender um casal de clientes e
eu fiquei com meu pai na sala de espera.

- você não ia ajudar sua mãe na loja hoje? - perguntou meu pai

- e eu to. Sai pra pagar conta pra ela. A mãe pediu pra vir aqui pra
pegar duas folhas de cheque com o senhor.

- pra que?

- sei lá, pai.

- e o que você sabe, hein, Thalles? - disse meu pai indignado

- que hoje é sábado e eu quero a minha mesada. hahaha

- vai trabalhar não pra ver.

Segui meu pai até a mesa dele. Lá eu sentei na cadeira de frente pra
ele, esperando ele atender um telefone, pegar o cheque e me entregar. Nisso,
sai um homem, aparentando ter uns 60 anos, de uma sala perto da mesa do meu
pai. Era o dono da empresa. Ele parou em frente à mesa do meu pai, puxou a
cadeira e sentou do meu lado, de frente pro meu pai. Cumprimentou-me e esperou
meu pai terminar de atender ao telefone. Assim que meu pai terminou, logo
começou a conversar com ele.

- Senhor Jorge, esse é o Thalles, meu filho.

- prazer, Thalles. - mais uma vez o homem me cumprimentou. Quantos
anos você tem?

- dezesseis. Faço dezessete agora em Julho.

- estuda?

- sim, to no ultimo ano do ensino médio.

-ah sim, estudar é importante, né? Arthur, sobre a venda da frota pros
funcionários da indústria, você ta a par da situação?

- to sim. Vou passar a relação.

- faz favor.

- me deixa só liberar meu filho. - Meu pai pegou a carteira, tirou o
talão de cheques e me entregou. – Leva o talão logo.

Peguei o talão de cheques, cumprimentei mais uma vez o dono da empresa
e sai. Fui a pé até a lotérica, que não ficava muito longe dali. Paguei as
contas, passei numa lanchonete e lanchei, pois já estava com fome e depois peguei
um moto taxi e fui para a loja. Cheguei lá quase dez da manhã, minha mãe e a
Laura já estavam atendendo e estavam bem atarefadas.

- Ainda bem que você chegou, filho, já recebe daquela senhora que eu
vou atender essa outra cliente. O preço está na etiqueta, condições de
pagamentos são aquelas que já te passei.

- tudo bem, mãe. - Após isso fui para o caixa da loja e comecei a
ajudar a atender.

 Até uma da tarde o movimento
foi grande e muita gente já tinha passado pela loja. Perto das duas o movimento
estava baixo e minha mãe saiu pra comprar o almoço pra nós.

- Laura. - a chamei.

- oi, Thalles.

- queria pedir desculpas pelo o que aconteceu na sua casa domingo
passado.

- Thalles, eu não sei por que você e o Lucas não se dão bem.

- nem sei como explicar Laura, mas quero dizer que me arrependi pelo o
que aconteceu e dizer que não farei mais isso.

- Tudo bem, Thalles, assim espero mesmo, não gosto de ver vocês
brigados, ainda mais você e o Felipe, afinal vocês sempre foram tão amigos.

- espero que ele me perdoe também pelo o que aconteceu.

- vai sim. Falando nisso eu preciso ir em casa rapidinho, você pode
segurar as pontas ai, Thalles?

- posso sim, Laura, pode ir.

- é rapidinho, se sua mãe chegar primeiro, avisa que eu já chego.

- pode deixar.

Laura saiu e eu fiquei sozinho na loja e para a minha sorte não entrou
nenhuma alma viva. Às vezes umas garotas paravam e namoravam a vitrine, mas
nenhuma entrava e eu aproveitava para ver alguns vídeos na internet. Enquanto
eu via um vídeo, uma garota entra e começa a ver uma blusa que estava na
vitrine.

- pois não, moça?

- oi, eu queria ver essa blusinha aqui, ela ta quanto?

- deixa eu ver.

Fui até onde ela estava e vi o preço da blusa.

- sai 47,50, moça.

- pode me chamar de Letícia.

- prazer Letícia, meu nome é Thalles.

- nome bonito, combina com você.

- Obrigado, você também é muito linda.

- Obrigada. Posso experimentar essa?

- pode sim, o provador é ali.

Letícia foi até o provador, colocou a blusinha e me chamou.

- você acha que ela ficou legal em mim?

- Olha, ficou sim, eu gostei. Mas eu não entendo muito de roupas, mas
acho que qualquer uma fica muito linda em você. Você é linda.

- Obrigada. Vou experimentar aquela ali também. Ai eu decido qual eu
levo.

- certo. - fui lá e peguei a outra que ela me mostrou. - que tamanho
você precisa?

 - a P mesmo.

- ta aqui.

Ela pegou a blusinha da minha mão e foi até o provador, enquanto ela
experimentava, ouço ela me chamar de dentro do provador. Detalhe, a porta do
provador era aquelas cortinas.

- to com dificuldade com ela aqui, me ajuda.

- sim.

Nisso ela abre a cortina, me puxa pra dentro do provador e fecha ela.
Letícia estava apenas de sutiã na parte de cima, assim que eu entrei, ela me
colocou contra a parede e começou a me beijar. Aquilo tava tão bom, fazer sexo
dentro do provador de uma loja é uma tara que eu sempre quis provar, mas sabia
que ali não era um bom lugar,pois a minha mãe estava pra chegar. Enquanto ela
me beijava, sua mão apertava meu pau por cima da calça e eu ia arrancando seu
sutiã. Seus peitos são lindos, grandes e durinhos, não resisti e comecei a
chupá-los com vontade, fazendo ela gemer bastante. Nisso eu escuto um barulho
dentro da loja, imediatamente paramos.

- gatinho, melhor a gente continuar depois em outro lugar, aqui não
dá. - disse Letícia.

- tem razão, é que eu não resisti a você.

Dei outro beijo nela e esperei ela se vestir e saímos do provador. Uma
outra garota estava na loja e ficou sem graça quando nos viu saindo junto do
provador. Ela apenas sorriu e perguntou o preço de uma bolsa e saiu depois que
eu passei o preço. Letícia pegou a primeira blusinha que tinha visto, que era a
mais linda mesmo e foi até o caixa.

- a gente pode marcar de sair um dia desses? - perguntou ela

- claro, podemos sim.

Quando estava terminando de atender a Letícia, minha mãe chega com o
nosso almoço. Ela deixou as coisas na salinha reservada e enquanto isso ia
observando eu terminar de atender a Letícia. Trocamos telefone e MSN e, após
pagar, ela me da outro selinho rápido, mas não rápido o suficiente pra minha
mãe perceber, e vai embora com a blusinha dela.

- ta dando brinde as clientes que compram aqui agora, Thalles?

- nem sei do que você ta falando mãe.

- sei... cadê a Laura?

- foi na casa dela, disse que já vinha.

- vai almoçar que eu cuido aqui.

Fui almoçar e depois ajudei a minha mãe até as quatro da tarde na
loja. Às quatro, ela e a Laura fecharam a loja e fomos para casa. No caminho eu
recebi uma mensagem do Bruno dizendo que ele já estava em casa esperando e
conversando com o meu pai.

Perto das cinco da tarde, eu e a minha mãe chegamos em casa, meu pai e
o Bruno estavam na sala assistindo a um filme que passava na TV. Cumprimentei o
Bruno e subi para o meu quarto, tomar um banho e colocar uma roupa mais leve.
Enquanto estava no banho, Bruno apareceu no meu quarto e pediu para mexer no
PC.

- Thalles, posso ver meu Orkut?

- liga ai, pode mexer. – gritei de dentro do banheiro.

Após tomar meu banho, me enrolei na toalha, sai do banheiro e fui me
trocar. O Bruno me olhava fixamente, como se ele tentasse fazer a minha cueca
cair com a força do seu olhar.

- Bruno, pode virar pro lado pra eu me trocar?

- Qual é Thalles, na melhor parte?

- seu bobo. Comporta-se.

- desse jeito na minha frente vai ser muito difícil.

- sei que você consegue, anda.

Muito contrariado, Bruno respeitou e virou-se para eu poder me trocar,
claro que depois que eu tirei a toalha ele logo voltou a olhar pra mim.

- Nossa.

- eu falei pra você não olhar seu safado. O que foi?

- Não sei o que é mais perfeito, sua bunda lisinha e durinha ou o seu
pau grande e grosso.

- Obrigado, mas quer me deixar vermelho?

- Desculpa. – disse o Bruno olhando pro chão. - Seu pai ta te
esperando pra gente ir no mercado. – disse Bruno

- fazer o que lá?

- Diz ele que vai comprar as coisas pra fazer um churrasco aqui
amanhã.

- então tá, vou me arrumar e a gente vai.

Terminei de me arrumar e o Bruno desligou o PC. Fomos até a cozinha
onde estava meu pai e a minha mãe discutindo sobre contas e meu pai querendo
saber como minha mãe ia cobrir os cheques que ela tinha pegado com ele, até
hoje eu não sei pra que ela usou, mas acho que tem a ver com as contas da loja.
Assim que entramos os dois pararam.

- vamos, que eu quero ir antes do supermercado ficar lotado. Dia de
sábado lá é muito cheio. – disse meu pai pegando a chave do carro.

- Bruno. – minha mãe chamou ele.

- oi, dona Cecília.

- pode me chamar só de Cecília. Sua mãe não quer vir almoçar aqui
amanhã?

- eu não sei, posso chamar ela?

- claro que pode. Liga pra ela e diz que estamos convidando.

- Ta bom, vou ligar sim.

- amor. – meu pai chamou minha mãe.

- Sim, Thur.

- Chama a Laura e os meninos também.

- Vou na farmácia comprar um remédio pra dor de cabeça, na volta eu
passo lá na casa dela e chamo também.

Nesse momento, olha o que passava na minha cabeça: FUDEU!. Imagina ter
ali na minha casa o Bruno, Felipe juntos e o Lucas pra botar mais lenha na
fogueira.  Resolvi não me estressar com
aquilo aquela hora, ia deixar acontecer e seja o que Deus quiser. Fui até a
garagem com o Bruno esperar meu pai. Antes de ir ao mercado ele resolveu ir ao
banheiro ¬¬. Lá fora o Bruno me perguntava quem era Laura, e eu, sem jeito,
contei que era a minha ex sogra. A expressão no rosto dele claro que não tinha
sido muito boa, sabendo que meu ex namorado estaria lá também, mas ele logo
botou um sorriso no rosto e me disse.

- Vamos nos divertir bastante amanhã, né? Eu e você.

- claro que sim, Bruno.

Meu pai chegou e entramos no carro e fomos para o supermercado. Na
volta meu pai resolveu passar na casa do Carlos e convidou ele e a família dele
para almoçar em casa no outro dia também. Depois de sair da casa do Carlos,
fomos direto pra minha casa. Já era oito da noite quando chegamos e vimos a
minha mãe na cozinha terminando de montar as pizzas.

- resolveu montar as pizzas hoje, mãe?

- sim, pra variar um pouco, né, Thalles? Termina de me ajudar?

- claro, mãe.

- opa, eu ajudo também, posso? – perguntou Bruno.

- pode sim, só lava as mãos os dois.

Lavamos as mãos e ajudamos a minha mãe a terminar de montar as pizzas,
enquanto estavam assando, eu, o Bruno e meus pais estávamos na cozinha jogando
conversa fora. Meu pai temperava a carne pra assar no outro dia, minha mãe
cuidava da louça suja e eu ia ajudando ela secando e guardando, enquanto isso o
Bruno mexia no notebook do meu pai, mostrando alguns vídeos da internet,
arrancando risos de nós.

- Pai, e meu notebook? Quando o senhor vai me dar um?

- e quem disse que eu vou te dar um? Trabalha e compra um rapaz.

- credo pai, não seja mal.

- vende o seu computador e compra um – disse meu pai.

- não quer dar tudo bem, ainda serei rico e vou comprar um.

- assim espero. – disse meu pai dando risada.

Continuamos conversando e depois que as pizzas ficaram prontas,
jantamos e fomos para a sala assistir TV. Perto da meia noite meus pais foram
dormir e ficamos apenas eu e o Bruno na sala.

- Agora a brincadeira começa. – disse o Bruno.

- o que você ta pensando hein, se comporta rapaz.

- não vou fazer nada que você não queira. – disse ele todo saliente.

- e seu eu quiser? – disse a ele provocando.

- eu faço.

- então vem. – disse a ele

Ele foi se levantando pra ir ao meu encontro.

-sossega ai rapaz, tava brincando.

- provocou, agora aguenta. – disse ele pulando do sofá pra ir pro meu.

Fui mais rápido e pulei do sofá e escapei dele.

- escapa não.

- vem pegar – disse a ele.

Corri em volta aos sofás da sala até ele conseguir me pegar, me jogar
no sofá e me roubar um beijo, estava até torcendo pra ele conseguir mesmo.
Nosso beijo durou alguns minutos até ele parar.

- ainda vai correr de mim? – disse Bruno

- Não mesmo.

Continuamos o nosso beijo até eu mesmo parar.

- espera Bruno, melhor não, meus pais podem levantar e nos ver aqui se
beijando.

- vamos pro seu quarto?

- Bruno, vai com calma. Já conversamos sobre isso.

- mas você não está gostando dos beijos?

- sim, mas é que... tem o Felipe ainda.

- Thalles, qual o seu lance com o Felipe ainda?

- como assim, Bruno?

- você ainda gosta dele? É apaixonado por ele? Ou isso tudo, de não
tentar algo novo é por que você sente alguma obrigação em ser fiel a ele, por
causa do que aconteceu entre vocês dois. Você tem esperanças de voltar pra ele?

- Bruno, eu não sei o que se passa comigo. Eu gosto do Felipe sim, não
sei se é como antes. Às vezes eu sinto que estou dividido entre dois amores.

- Não vou fazer nada para não te confundir mais, pois não quero que
você ache que estou te forçando a esquecê-lo, mas não esqueça que eu te amo
também e estou perdidamente apaixonado por ti. Resolva o seu problema com o
Felipe, e se achar que eu mereço uma chance, me diga.

- Sim Bruno, desculpa por isso tudo.

- que isso, enquanto isso, somos grandes amigos.

- sim.

Continuamos assistindo filme até de madrugada. Depois fomos para o meu
quarto e dormimos.

No domingo, eu acordei era dez da manhã, o Bruno estava no colchão ao
lado da cama dormindo ainda feito pedra. Eu estava apenas de cueca boxer e o
Bruno também. Levantei e fui até o banheiro e só escovei os dentes. Voltei para
o quarto e fiquei mexendo no PC, esperando o Bruno acordar, para descer junto
com ele. Enquanto eu mexia no meu facebook, escuto alguém batendo na porta do
meu quarto. Meu quarto estava escuro, apenas a luz do monitor do meu PC o
iluminava. Fui até a porta e a abri, era o Felipe ali na minha frente.

- Felipe?!

- Bom dia, Thalles. Seu pai pediu pra vir aqui pra ver se você estava
acordado, se não tivesse era pra acordar.

- Tá, eu já vou.

- posso entrar? – perguntou Felipe.

- pó- pode, mas tem gente dormindo aqui ainda.

- seu amiguinho ta dormindo ai no seu quarto? – perguntou ele
assustado.

- sim, ta sim. Algum problema?

- você ta ficando com ele, Thalles?

- não.

- Mas ele ta dormindo no seu quarto e você ainda está só de cueca.

- e por isso você acha que estamos ficando Felipe? Francamente...

- mas isso é de estranhar, né?

- Não estamos, Felipe. Agora deixa eu tomar um banho e me arrumar, já
eu desço.

- Thalles.

- diga.

- Não briga com o meu irmão hoje não.

- é só manter ele longe de mim.

- Thalles, para de implicar com o meu irmão, cara.

- Já te disse, Felipe, seu irmão não presta. Foi ele que separou a
gente e você sabe disso, já cansei de dizer pra você que ele ta mentindo pra
você e fingindo. Ele não é o santinho que você pensa que é.

- Cara, você ta muito enganado. Um dia você vai ver o quanto está
errado.

- será mesmo, Felipe? Não conta muito com isso não, decepção maior vai
ser quando você realmente souber quem é o seu irmão.

- do que você ta falando?

- ta acontecendo alguma coisa aqui. – surge o Bruno ao meu lado na
porta, apenas de cueca também. Nesse momento os olhos do Felipe percorriam todo
o corpo sarado e malhado do Bruno. Sei que ele também admirou a beleza do
Bruno, mesmo o odiando, não tem como não admirar, ele é lindo, até mesmo
acordando com aquela carinha de sono, consegue ser mais fofo ainda.

- O Felipe veio nos chamar pra descer, meu pai pediu.

- você é o Felipe? Prazer, Bruno. – disse Bruno estendendo a mão.

Felipe nem ao menos se mexeu, apenas deu as costas e desceu. Bruno
logo deu uma risadinha, sabia que tinha conseguido provocá-lo.

- você também não presta, né, Bruno?

- ah, pra ele ver o que você ganha se ele não te der valor. Só assim
ele pensa duas vezes antes de te dispensar... se bem que pra mim seria melhor,
mas não vamos entrar em detalhes.

- vamos nos arrumar que o pessoal deve ta esperando, inclusive a sua
mãe.

Primeiro fui para o banho e depois o Bruno foi. Arrumamo-nos e
descemos. Na cozinha estavam a Laura e a Estela conversando e lá fora meu pai e
minha mãe ajeitando a carne na churrasqueira. Cumprimentei a Laura e a Estela.

- bom dia meninos. – cumprimentou a Estela.

- bom dia, dona Estela, oi dona Lucia. – cumprimentei as duas.

- esse é o seu filho? Muito lindo ele. – disse a Laura para Estela,
referindo-se ao Bruno.

- esse é o meu meninão. – disse a Estela fazendo um cafuné no cabelo
do Bruno.

Eu apenas ria daquela cena, me lembrando de como eu fico sem graça quando
a minha mãe faz a mesma coisa. Bruno logo deu um jeito de escapar dali e fomos
para onde meus pais estavam. Felipe e o Lucas estavam sentados num banquinho
perto da piscina, numa sombra de uma árvore. Após cumprimentar meus pais, fomos
até onde eles estavam.

- Oi Lucas, tudo bom? Esse é um amigo meu, o Bruno. – eu disse
tentando fingir que estava tudo bem entre a gente.

- e ai cara, tudo bom? – disse o Bruno ao Lucas, estendendo a mão para
cumprimentá-lo.

- tudo sim. – disse o Lucas com um sorriso no rosto.

- bem, o Felipe você já conhece, né, Bruno? E então, o que vamos
fazer? – perguntei.

- a casa é sua, Thalles, você deve saber. – disse Felipe.

- eu voto pra colocarmos uma sunga e cair na piscina e jogar.
Aproveitar que hoje ta muito calor. – eu disse.

- eu aprovo. – disse o Lucas animado.

Colocamos nossas sungas e entramos na piscina e começamos a jogar.
Parecia engraçado como o Bruno e o Felipe começavam a disputar a minha atenção
e deixar o Lucas bravo com aquilo. Pouco depois o Carlos chega com a sua esposa
e seus dois filhos. Um chama-se Renan, tem 19 anos e o outro se chama Rodrigo,
tem 16 anos. Os dois são muito lindos. Depois de cumprimentar a todos, vi que
os dois estavam tímidos,então os convidei para entrar na piscina e jogar com a
gente. Após um tempo jogando o Bruno sai da piscina.

- cansou? - perguntei a ele.

- Não, eu vou no banheiro.

- vai lá antes que faz nas calças. - disse a ele brincando.

Bruno foi até a porta da cozinha, entrou em casa e foi até o banheiro.
Assim que o Bruno saiu, o Felipe se saiu da piscina dizendo que já voltava e
foi em direção a dentro de casa, claro que na hora eu sai da piscina e fui
atrás. Chegando no andar de cima, vi que o Felipe estava aguardando o Bruno
sair do banheiro, assim que ele saiu, Felipe arrastou ele para dentro do meu
quarto e eu fui para lá ver o que estava acontecendo. Quando cheguei perto da
porta do meu quarto, vi que os dois estavam falando de mim.

- Já disse que não estamos tendo nada, Felipe. - dizia o Bruno.

- mas eu vejo você dando em cima dele e eu vejo que ele gosta.

- nem por isso estamos juntos. Será que você não percebe que ele gosta
de você?

- não é o que ta parecendo.

- Felipe, vou te falar a verdade. Eu estou apaixonado pelo Thalles.
Gosto muito dele e não vou esconder isso, ainda mais de você. Ele sabe que eu
gosto dele, mas não me da uma chance por que ainda é muito apaixonado por você.

- sério?

- infelizmente pra mim, sim.

-foi ele que terminou comigo.

- só to te falando que eu não vou desistir do Thalles.

- o que vocês dois estão fazendo aqui? - perguntei ao dois, entrando
no quarto.

- só estávamos conversando. - disse o Felipe

- sobre o que?

- sobre o dia hoje. - disse Felipe

- certo, mas vamos descer que já vão servir o almoço.

Descemos para almoçar e encontramos a Maria e o Thiago na cozinha
conversando com o pessoal. Quando eu acho que a situação não pode mais ficar
tensa, o destino mostra que da pra complicar mais um pouquinho. Nesse momento
só torci pra não sair briga ali. Cumprimentei os dois e todos foram pra área de
lazer, ficando apenas eu e o Thiago na cozinha.

- pelo jeito eu não devia ter vindo, né? A situação parece que ta
tensa aqui. - disse Thiago.

- relaxa, tensa ela já está faz horas. Pelo menos é bom ter um amigo
aqui.

- se você diz, tudo bem.

- e como ta o namoro com a Eliane?

- Não tem mais namoro.

- não?

- Não, ela terminou comigo dessa vez.

- por que ela fez isso?

- porque eu contei a ela que nós dois já tivemos um caso. Ai ela disse
que não ia casar com um gay, eu mandei ela pros infernos, ai terminamos.

- que tenso, eu nem sei o que dizer.

- relaxa, problema dela que não quis, agora to solteiro e ninguém vai
me segurar.

- haha só você mesmo, Thiago.

- Thalles, quem é aquele gatinho que estava junto com você e o Felipe?

- Bruno, um amigo meu.

- Amigo? - Thiago me perguntou, insinuando outra coisa.

- sim, apenas amigo.

- ele é muito lindo. Se você não ficar, eu fico.

- olha que atirado. To com ciúmes já, hein.

- de quem, Thalles?

Meu silêncio foi absoluto.

- Thalles, eu percebi nesse tempo que passou que entre nós não daria
certo mesmo, já me conformei. Mas percebi também que podemos ser grandes
amigos.

- concordo, é muito bom ter você ao meu lado, Thiago.

- Thalles, entre você e o Bruno não rola nada mesmo?

- por quê?

- não foi o que eu percebi ao ver vocês dois juntos. Além do mais eu
já tiro as esperanças de ficar com ele, se vocês tiverem alguma coisa.

- não estamos namorando, mas ha algo sim. Só não sei se está certo.

- lance com o Felipe ainda, né?

- sim.

- sei que você vai fazer a coisa certa.

- assim eu espero. Vamos almoçar.

- Vamos.

O almoço ocorreu tudo normal, depois de terminar, minha mãe foi
servindo a sobremesa com a ajuda da Maria, enquanto meu pai e o Carlos foram
pra perto da churrasqueira conversar e beber de novo. Depois de comer, o
pessoal resolveu jogar truco. Eu mesmo não sei jogar, claro que fiquei de fora.
Nisso formaram os trios, meu pai, Thiago e Bruno e no outro o Carlos, Renan e o
Felipe. Lucas pegou umas das cadeiras da beira da piscina, arrastou até uma
sombra e foi dormir, isso é, se ele conseguisse com os escândalos do povo
jogando Truco e o Rodrigo ficou ao lado do pai mexendo no celular e vendo o
pessoal jogar. A mulherada foi pra varanda da frente conversar. Peguei o
notebook do meu pai, e fiquei sentado numa cadeira de fio, numa sombra, mexendo
no meu msn e orkut. Encontrei o Jefferson online e comecei a conversar com ele,
passei pra ele a situação que tava em casa. Ele me avisou que já tinha saído no site da
escola o calendário de provas da nossa sala que seria na próxima semana, ou
seja, tinha uma semana pra aproveitar antes das provas e faltavam três semanas
pras aulas acabarem. Entrei no site e vi que a ultima prova ia ser na sexta
mesmo, um dia antes do aniversário da minha mãe, no começo de Julho. Na hora
lembrei que tinha que conversar com meu pai, como faríamos o aniversário da
minha mãe. Jefferson conversou comigo e pediu ajuda pra fazer a festa de
despedida das gêmeas na casa dele, um sábado depois do sábado de aniversario da
minha mãe e um dia antes de elas se mudarem. Continuamos conversando um pouco e
depois tive que sair, pois a bateria do note tava acabando.

Tempo depois a mulher do Carlos o chamou para ir embora e a Maria
aproveitou que estava no clima de despedida e já chamou o Thiago para ir
também. A Estela resolveu ir embora, pois o marido dela chegava de viagem à
noite e chamou o Bruno para ir, mas ele pediu pra ficar mais um pouco, então
meu pai se ofereceu para levá-lo para casa, assim a Estela foi sozinha.  Já passavam das três da tarde quando eles
foram embora, ficando apenas o Bruno, Laura, Lucas e Felipe em casa. Meu pai foi o
primeiro a cair na piscina, seguido do Bruno, depois o Felipe e por ultimo o
Lucas. Antes de entrar, eu fui até o banheiro e depois fui pegar meu celular
que havia esquecido na mesinha do meu PC. Vi que meu celular estava sem bateria
e não estava achando o meu carregador. desci as escadas e fui até onde minha
estava conversando com a Laura pra perguntar se ela sabia onde estava o meu
carregador. Da sala eu podia escutar elas conversando, mas fui surpreendido
pelo assunto.

- Ah, Cecilia, já não sei mais o que eu faço com o Lucas.

- ainda aquelas duvidas?

- pior, agora cismou que quer conhecer a mãe dele.

Quando eu escutei isso, fiquei pasmo na hora, minha reação foi sair na
área e perguntar se eu tinha escutado direito.

- Como assim Laura? O Lucas não é seu filho?- perguntei espantado.

- Não, Thalles, ele é adotado. - disse a Laura.

- por favor, filho, não vai sair por ai comentando isso. - disse minha
mãe.

- claro que não, mãe, mas me explica isso. Ele se parece com você.

- calma Thalles, eu vou explicar. O Lucas é meu sobrinho neto.

- hein?

- ele é filho da minha sobrinha. Neto da minha irmã mais velha

- ah sim.

- então Thalles, vou te explicar a história. Minha irmã morreu jovem
ainda e deixou o marido e uma filha de 15 anos. Dois anos depois da morte dela,
minha sobrinha engravidou de um namoradinho que ela tinha, e ele quando
descobriu que ela estava grávida, abandonou ela. Nessa época o Felipe tinha
acabado de nascer. Meu cunhado quando descobriu que ela tava grávida, mandou
ela pro Chile pra morar com o meu pai, avô dela e foi morar com a atual esposa
dele em outro estado. Mas meu pai, que mora sozinho, não tem jeito e nem paciência
pra cuidar de criança e minha sobrinha menos ainda. Como eu ainda estava
amamentando o Felipe e tinha experiência com recém-nascidos, resolvi adotar
essa criança e criá-lo como filho.

- ele sabe disso?

- sim, nunca escondemos isso dele. Porém ele sempre agiu como se fosse
realmente meu filho e eu sempre o tratei como se fosse, dei a mesma educação e
carinho que dei ao Felipe. Por isso pra mim ele é meu filho. Felipe também o
trata como irmão mesmo, pois cresceram juntos e tem um carinho enorme por ele.

- e os pais verdadeiros dele nunca o procurou?

- a mãe dele ta viajando pelo mundo, nem quer saber dele, já o pai
dele entrou em contato comigo esses dias dizendo que está arrependido e que
quer conhecer ele.

- entendi. Eu não vou contar a ninguém isso, Laura.

- Obrigado pela compreensão, Thalles.

- Mãe, viu meu carregador?

- na terceira gaveta do meu guarda roupa.

- ta bom.

Fui até o quarto da minha mãe, pensando no que eu tinha acabado de
descobrir. Nunca imaginei que o Lucas fosse adotado. Coloquei meu celular pra
carregar e fui até onde o pessoal estava na piscina. Eles brincavam com a bola.
Bruno quando me viu, abriu um sorrisão e me chamou para entrar na piscina.
Entrei na piscina e joguei por um tempo, mas eu estava muito distraído,
pensando nessa história ainda. Tempo depois sai da piscina e fui para o meu quarto,
tomei um banho liguei o PC, coloquei umas musicas e deitei na minha cama,
minutos depois o Felipe entra no meu quarto. Pausei a musica para conversar com
ele.

- está tudo bem, Thalles?

- mais ou menos.

- o que foi?

- Sua mãe me contou hoje sobre o Lucas.

- contou o que?

- que ele é adotado.

- minha mãe, hein. Thalles, não comenta com ninguém.

- Claro que não Felipe.

- Agora você entende porque eu tenho um carinho tão grande pelo meu
irmão. Por que relevo as coisas que ele faz.

- Como assim, Felipe?

- por que você acha que eu perdoei todas aquelas chantagens que ele
fez conosco e ele brigar por não aceitar o nosso namoro.

- entendo que você goste do seu irmão e entendo o seu carinho por ele,
mas será que ele sente o mesmo por você?

Nesse momento o Lucas entra no meu quarto procurando pelo irmão.

- Felipe, vamos embora, to cansado. - disse Lucas.

- sim, Thalles, eu sei que meu irmão gosta de mim e não faria nada pra
me prejudicar.

Lucas apenas tentava entender o porquê daquela conversa, mas havia
gostado da resposta do irmão, seja qual foi a pergunta.

- sim, ele te ama muito, Felipe, ama tanto a ponto de ameaçar a contar
a sua mãe sobre nós dois e de ameaçar a te mandar pra morar com o seu avô no
Chile.

- do que você ta falando, Thalles? - perguntou Felipe confuso.

- não ta falando nada com nada, Felipe, vamos embora. - disse o Lucas
querendo fugir dali.

- por que você acha que eu terminei o meu namoro com você?

- explica isso direito, Thalles.

- não vai não. Vamos embora, Felipe. - disse Lucas.

- Espera, Lucas. Agora eu quero saber.

Nisso o Bruno entra no quarto também, procurando por nós e fica
quieto, só observando a nossa conversa.

- Vamos, Thalles, conta. - disse Felipe já exaltado.

- Depois daquele almoço em casa, Felipe, o Lucas apenas fingiu que tinha
se arrependido do que fez e fingiu apoiar o nosso namoro. Mas toda vez que
ficávamos a sós, ele me ameaçava, me xingava e dizia que se eu não ficasse
longe de você, ia contar a todos sobre o nosso namoro. Ameaçou a contar a sua
mãe e obrigar a te mandar morar no Chile com o seu avô, caso eu não me
separasse de você. Tentei te avisar, mostrar o que ele estava fazendo, mas você
não acreditava em mim, acreditava que seu irmão era santo. Foi por isso que eu
terminei com você e fingi estar namorando o Thiago, por causa das ameaças dele.

- isso é mentira, Felipe, ele ta falando isso pra nos separar! - Lucas
tentava se defender.

- não é, Lucas, eu sei que não é. - Felipe disse já com uma voz baixa.

- sabe? - Eu e o Lucas falamos ao mesmo tempo.

- sim. - disse ele com a cabeça baixa.

- como assim? - perguntei.

- eu sabia que ele não tinha se redimido. Sabia que ele ainda te
ameaçava e sabia que foi por causa dele que você terminou comigo.

- você sabia disso, Felipe? Sabia que ele me ameaçava e não fez nada?
Você deixou eu terminar o namoro com você por causa dele e ficou quieto?

- desculpa, Thalles, mas eu tive que fazer isso,
ele é meu irmão, não podia deixar esse namoro estragar a convivência familiar

- poxa cara, eu fiz tudo isso, sofri tudo isso por você e você nem ao
menos se importou comigo? Aceitou tudo isso que ele fez? Ele nem ao menos se
importou com você.

- eu não sabia que ele ameaçou a me mandar pra casa do meu avô. Mesmo
assim, Thalles, ele é a minha família, ele precisa de mim. Sei que ele só fez
isso porque não aceita o fato de eu ser gay.

- Não foi por isso não Felipe. Pode ter certeza que não foi.

- chega, Thalles. Se você continuar com isso, vou agora correndo lá em
baixo e conto pra todo mundo sobre vocês dois.

- vai, Lucas, aproveita e chama eles aqui pra eu mostrar um videozinho
pra eles.

- como? - perguntou ele

- e você ainda acha que é santo, Lucas?

- do que você ta falando, Thalles? - perguntou Felipe.

- to falando que seu irmão também é gay.

- como é? – disse Felipe

- é mentira.

- é verdade sim, ta aqui a prova.

Fui em direção ao meu PC, Felipe me seguiu e o Bruno já estava perto
dele também, só observando a nossa discussão. Lucas estava perto da porta
atento ao que eu abria no PC. Quando achei o arquivo, coloquei ele para
executar em tela grande.

- Gravei nessa sexta à noite. - disse a eles.

O vídeo era do Lucas agarrando e beijando outro rapaz no banheiro da
Boate. Enquanto os dois se beijava, Lucas ia punhetando o pau do rapaz com a
mão por dentro da calça. Foi essa cena que eu vi e fiz questão de gravar. Lucas
na hora ficou branco e começou a tremer de medo. Tanto o Felipe, como o Bruno,
estavam de boca aberta com aquela cena que eles viam.

- você ainda vai contar pra todo mundo Lucas, sobre eu e o Felipe? -
perguntei a ele. Ele apenas ficou em silencio.

- por que isso, Lucas? Por que fez isso com a gente? Eu achando que
essa mania de implicar comigo e o Thalles, era pelo fato de sermos gay. Mas
você também é cara, então não entendo Lucas, por que todo esse tempo fez isso
com a gente? Por que fez isso comigo, por que me odiava tanto? - perguntava
Felipe.

- Nunca te odiei Lipe, a única pessoa que eu sempre odiei foi o
Thalles - respondia Lucas.

- e por que isso? - perguntou Felipe.

- por que ele tirou você de mim.

- como assim? - perguntou Felipe

- será que você nunca percebeu Lipe? Eu te amo cara! Eu sou
completamente apaixonado por você. - disse Lucas.


 

 
 
O ônibus ia saindo de Dourados e eu já voltava para casa. No caminho eu pensava em como aquele final de semana foi bom para me fazer esquecer um pouco os problemas amorosos recentes. Embora fantasmas do meu passado voltassem a assombrar, ao menos eu sentia que aquele assunto já estava resolvido. Agora, ao menos, eu já entendia o porquê da traição e finalmente o rancor que eu carregava dentro de mim foi embora. Sem duvidas aquele final de semana foi importante para mim. Após um tempo perdido em meus pensamentos, Bruno que estava do meu lado resolveu puxar assunto, ai que fui me lembrar daquele garoto lindo que estava ao meu lado.

- vai para Campo Grande? - perguntou ele.

- sim, vou sim. E você?

- também. Mora em que lugar lá?

- no centro e você?

- carandá bosque.

- legal. Tava a passeio em Dourados?

- sim, na casa de parentes. O que achou da festa?

- foi boa. Você foi?

- sim. Eu te vi lá de vampiro.

- caramba, que coincidência. E você foi do que?

- eu estava de policial.

- hum... E algemou muita gente lá?

- Não, quem eu queria algemar já tinha arrumado outra pessoa lá.

- chato né?

- sim, mas pelo que eu pude ver oportunidades não vão faltar.

- acredite que consegue.

Continuamos a conversa até chegar à próxima cidade, lá alguns desceram e outros subiram no ônibus como em qualquer viagem, mas o que me chamou a atenção foi uma mulher chegando perto de onde estávamos. Ao chegar à nossa frente, ela dirigiu-se a palavra ao Bruno.

- Desculpa moço, mas parece que essa poltrona é a minha.

- ah sim moça, eu peguei a poltrona 37, aquela ali na janela. A senhora pode sentar naquela? É que eu to aqui com o meu amigo.

- sim, posso sim.

Então a moça foi até a poltrona 37, que estava vazia, mas não muito longe de nós.

- achei que você tinha pegado essa poltrona. - disse a ele meio confuso.

- nada, eu peguei aquela.

- e por que sentou aqui?

-pra gente conversar. Se não quiser eu troco com a mulher.

- Não, fica aqui.

Continuamos a viagem inteira conversando. A conversa variava entre a festa ou nossa vida em Campo Grande. No final da viagem parecíamos amigos de infância, trocamos MSN, numero de celular e outros. Bruno era uma pessoa super legal, divertido, sem contar que ele também é muito lindo. Chegando à rodoviária, eu e o Bruno fomos os últimos a descer do ônibus, antes de descer, ele veio se despedir de mim com um abraço.

- gostei muito de te conhecer, cara. Espero que possamos nos encontrar mais vezes e sermos amigos.

- é claro, pode deixar que nós vamos se ver direto.

Demos um abraço ali mesmo dentro e depois descemos do ônibus. Meus pais já estavam na rodoviária me esperando. Peguei a minha mala e fui até onde meus pais estavam.

- E ai campeão, como foi de viagem?

- foi bem, pai.

- como estão seus avós? - perguntou minha mãe

- estão bem, mandaram avisar que vem pra cá no mês que vem.

- que bom, eles ainda não conhecem a nossa casa aqui.

- vamos que eu não quero pagar mais uma hora naquele estacionamento. – disse meu pai

Chegamos ao estacionamento, guardei a minha mala no porta malas e fui para o banco de trás. Saímos do estacionamento e já estávamos saindo da rodoviária quando eu vi o Bruno pro lado de fora, perto de um ponto de taxi, parecendo esperar alguém.

- Pai.

- fala.

- pode levar um amigo meu na casa dele?

- que amigo?

- aquele que tava comigo no ônibus, que desceu junto comigo.

- posso, cadê ele?

- ta ali perto do ponto de taxi.

- vou parar aqui, vai lá chamar ele.

Desci do carro e fui até onde o Bruno estava.

-Bruno, quer uma carona?

- precisa se preocupar não Thalles, já chega um taxi aqui e eu vou pra casa.

- deixa disso, meu pai te leva lá, vamos?

- então vamos.

Eu e o Bruno entramos no carro e fomos conversando sobre a viagem no caminho. Minutos depois, Bruno e meus pais já estavam bem enturmados. Geralmente meus pais são de fazer amizades fácil, mas dessa vez eles me surpreenderam, pois foi mais fácil ainda, quem via a cena, imaginava que eles já se conheciam faz tempo. Bruno também era uma pessoa fácil de enturmar. Chegamos à casa dele, desci do carro para abrir o porta malas pra tirar a mala dele e meus pais continuavam dentro do carro. Enquanto estávamos tirando a mala, a mãe do Bruno apareceu no portão para nos recepcionar. Ela é uma pessoa bem simpática e agradável e enquanto conversamos, ela estava perto do carro agradecendo aos meus pais pela carona e chamando- nos para jantar, mas meus pais recusaram. Despedimos deles e fomos para a minha casa. Chegando em casa, tomei um banho, jantei com os meus pais e depois fui para o meu quarto. Lá eu liguei o meu PC, coloquei algumas musicas e entrei no MSN.

No MSN estavam o Jefferson, o Raffa e o Felipe online. Assim que eu entrei, o Jefferson já veio conversar comigo, perguntando como foi a viagem e outras coisas. Enquanto eu conversava com ele, eu adicionava o Bruno no MSN. Eu resolvi tentar uma conversa com o Felipe, mas ele não chegou nem responder o meu OI. Minutos depois ele mudou sua frase do MSN para:

FELIPE - Final de semana maravilhoso.

Obvio que eu fiquei curioso. Perguntei ao Jefferson se ele sabia de alguma coisa, ele me disse apenas que teve uma festa na casa do Raffa no sábado, mas que ele e a Carol não foram convidados. Após o Jefferson me dizer isso eu pude notar que o nosso grupo estava se desmanchando: o fato de eu ter terminado o namoro daquela forma com o Felipe, já me fazia esperar que, algumas pessoas que não soubesse da historia, não aceitassem o que eu fiz, me julgasse mal e terminasse a amizade comigo. Mas o que eu não podia era admitir o fato deles estar afastando a Carol e o Jefferson do grupo. O casal estava apenas me apoiando, ao invés de me abandonar, como muitos fizeram. Eles eram super amigos antes de eu aparecer não queria que, por minha causa, eles fossem excluídos grupo. Tenho certeza que o Raffa não deixaria de convidar a Carol e o Jefferson, mas a pedido do Felipe e o Vinicius, ele acabou cedendo.

Minutos depois eu vi que o Bruno entrava no MSN. Não sei por que, mas nesse momento meu coração acelerou e uma felicidade tomava conta de mim. Assim que ele entrou, já veio puxando assunto comigo. Ficamos um tempo conversando e logo já o apresentei ao Jefferson. Ficamos no janelão até umas horas. Na madrugada, eu já estava morrendo de sono e sabia que no outro dia tinha que ir pro colégio, mas a conversa estava muito boa e nenhuns dos três queriam ir dormir. Conversamos mais uns 20 minutos e depois nos despedimos e eu fui pra cama deitar e descansar.

No outro dia acordei as 06h40min, eu estava atrasado e bem atrasado. Levantei e fui até o banheiro e tomei meu banho, um pouco mais rápido que os outros dias. Depois de alguns minutos eu me enxuguei e sai do banheiro enrolado na toalha, quando entrei no meu quarto eu levei um susto que até a minha toalha caiu, era o Lucas ali sentado na minha cama.

- o que você ta fazendo aqui no meu quarto?

- Seu pai mandou você descer logo.

- e o que você ta fazendo aqui na minha casa?

- minha mãe não vai poder nos levar hoje e nos deixou aqui e pediu pro seu pai nos levar hoje.

- ta bom.

Fui pegar minha cueca no guarda roupa e notei que o Lucas ainda não havia saído do quarto.

- Hey, gostou do que viu?

- eu não sou viado igual a você.

- então vaza do meu quarto.

Ele saiu e eu pude me arrumar em paz. Terminei de me vestir correndo e peguei meus materiais, passei perfume e enquanto eu ia saindo do quarto, recebi uma mensagem, era o Bruno me desejando bom dia, nesse momento eu fiquei com um sorriso bobo de orelha a orelha, quando notei, eu estava terminando de ler a mensagem dentro da cozinha e é claro que todos viram.

- que foi que todo mundo ta me olhando?

- e esse sorrisão em rapaz? Mensagem da namorada? - perguntou meu pai.

- não. - apenas respondi.

Felipe me olhava com uma cara feia, que dava pra notar muito bem o seu ciúmes, já o Lucas me olhava de um jeito como se pagasse qualquer coisa pra descobrir o motivo da minha felicidade. Como já estávamos atrasados, eu nem tomei café, fomos direto pro carro e fomos para o colégio. No caminho eu escrevia uma mensagem para o Bruno desejando a mesma coisa. Nisso meu pai, sem assunto, resolve escolher um e complicar mais a minha vida.

- gostei do seu amigo, Thalles, Bruno o nome dele né?

- é pai.

- convida ele pra vir em casa qualquer dia desses, ele é bem legal, ai você chama os meninos também. Chama um final de semana que dai eu e a sua mãe ta em casa também.

- pode deixar pai.

Chegando ao colégio, descemos do carro e entramos. Como nós chegamos atrasados, ficamos fora da sala até bater o sinal da segunda aula. Só nos restou ficar na cantina esperando.

- mensagem do Thiago? - perguntou Felipe

- não, não era dele.

- então do seu novo amiguinho?

- e se fosse? Algum problema?

- não, não tem problema nenhum.

- Felipe, nós dois precisamos conversar.

- eu não sei se temos algo pra conversar.

- temos sim, mas a sós.

- não preciso esconder nada do meu irmão. - nisso o Lucas já nos observava.

- por favor, Felipe.

Felipe pensou um pouco e pediu para o irmão que se retirasse. Lucas no começo não gostou muito da idéia, mas logo acatou a ordem.

- e então, o que é que temos que conversar?

- essa situação entre a gente.

- o que tem?

- Cara, você sabe muito bem que a situação não está muito legal e ainda estamos afetando as pessoas em nossa volta.

- do que você ta falando?

- você sabe do que eu to falando Lipe. Poxa cara, eu entendo perfeitamente que você esteja chateado, bravo, ou sei lá o que for comigo, e não tiro o seu direito e nem o direito de ninguém que queira pensar nisso, mas não afasta o grupo não. Por favor.

- Thalles, eu não estou afastando ninguém.

- Tá sim, ta fazendo isso com o Jefferson e a Carol, por que eles não me abandonaram e estão me apoiando.

- e você quer que eu faça o que? Você me traiu. Faz-me apaixonar por você e depois mete o pé na bunda em mim. O pior que os dois sabem disso e ainda te apóia. Como você quer que eu ainda seja amigos deles?

- Lipe, ninguém tem a ver com a nossa separação, cara. Isso é problema nosso, só de nós dois, por isso não envolva mais ninguém nessa história. Eles sempre foram amigos, e por causa disso, o grupo ta se desmanchando. Sério, não envolve mais eles no nosso problema.

- Thalles, não dá pra eu olhar pra eles e não lembrar que eles apoiam a sacanagem que você fez comigo.

- Não quer ser amigo deles, é problema seu, mas não influencie os outros numa decisão que só cabe a eles.

- Eu não to influenciando ninguém. É só isso que você tinha pra falar?

- Não.

-o que mais então?

- preciso te contar algo.

- que foi?

- eu e o Thiago não estávamos namorando.

- como?

- estávamos fingindo estar namorando quando eu terminei com você.

- não to entendendo nada.

- Felipe, eu nunca te trai. Quando eu terminei o namoro com você, eu e o Thiago nem tínhamos começado a namorar, aliás, eu não tinha nem essa intenção.

- e por que você fez isso comigo então?

- Desculpa não contar o motivo agora, mas eu sei que um dia eu vou poder explicar o porquê fiz isso Lipe. Mas saiba que fazer aquilo, doeu muito mais em mim.

- Alguém descobriu né, Thalles? Foi isso?

- Desculpa Lipe, só te peço, por favor, que pare com isso. Acredite, eu te amo e a ultima coisa que eu quis foi fazer aquilo. A Carol e o Jefferson sabem o que eu to passando e por isso estão me apoiando. No tempo certo eu te conto, mas, por favor, esquece esse rancor e vamos ficar de boas.

- ficar de boas? Eu não volto mais a namorar com você, Thalles.

- não é disso que eu estou falando, Lipe. Só te peço pra nos começarmos a conviver em paz e parar com essa guerrinha tosca.

- vou ver o que eu posso fazer, Thalles.

- mais uma coisa.

- o que mais?

Nisso o sinal toca pra segunda aula e já caminhávamos até a sala.

- o que mais, Thalles?

- deixa essa conversa só entre nós.

- ta bom.

Chegamos à sala e assistimos as aulas normal. No intervalo, Felipe foi até onde estava o Jefferson e a Carol e pediu desculpas a eles e depois desceu pro pátio com o pessoal. Depois disso tudo ocorreu normal até o fim da aula. Enquanto saímos do colégio, eu encontrei o Thiago e Eliane na frente do colégio me esperando. Nesse momento eu senti meu coração gelar.

- Oi, Thalles, tudo bom?

- Tudo, Thiago, e você?

- to sim. Deixa-me apresentar, essa é a Eliane, minha namorada.

-prazer, Thalles.

- o prazer é meu.

- Thalles, nós viemos aqui para te agradecer.

- me agradecer?

- sim, eu contei pra Eliane que você é o amigo que me aconselhou a voltar o namoro e que me apoiou quando eu mais precisei.

- eu precisava te agradecer, eu não sei o que seria de mim sem o Thiago. Nós dois nos amamos muito.

Na verdade eu não sabia o que pensar, mas podia ter a certeza que eu estava contente em saber que o Thiago estava se acertando com a namorada dele. Conversei mais um pouco com eles, sob o olhar curioso do Felipe e do Lucas. Pouco tempo depois meu pai apareceu pra me buscar, me despedi do casal, chamei o Felipe e o Lucas que iam precisar de carona para ir para casa. No caminho o Felipe me perguntava quem era aquela moça e eu explicava que era a namorada do Thiago, nesse momento eu pude notar que ele estava surpreso.

Os dias passaram apressados e logo já chegou o final de semana. Todos os dias eu tive contato com o Bruno, trocávamos mensagens e conversas pelo MSN. A cada dia eu me apegava mais a ele e eu não entendia por que, só sei que uma grande amizade ia crescendo. Bruno a cada dia parecia se empolgar mais ainda com a nossa amizade. Só sei que ao lado dele eu me sentia bem e feliz. No sábado eu tinha marcado com o Bruno, Carol e o Jefferson de ir ao cinema e depois ir pra balada.

No shopping estávamos nos divertindo muito, uma química perfeita rolava entre nós quatro, mais ainda entre eu e o Bruno. Certo momento, ele e o Jefferson saíram para comprar sorvete pra nós e eu e a Carol Ficamos perto da fonte esperando eles.

- Bonitão seu amigo né, Thalles?

- é sim, Carol.

- eu vi que ta rolando algo legal entre vocês.

- nem viaja, Carol.

- o que ele disse quando descobriu que você é bissexual?

Nesse momento eu fui me lembrar que não tinha contado ao Bruno ainda sobre a minha opção sexual. Um medo tomou conta de mim, pois estava tão apegado a ele e tinha receio de ele não aceitar esse fato.

- Carol, ele não sabe ainda.

- e vai contar a ele quando?

- eu não sei. Será que devo contar a ele?

- e vai esconder isso dele até quando?

- Carol, ele é uma pessoa legal, um ótimo amigo, não quero perder a amizade dele. E se ele não aceitar?

- isso vai ser um sinal de que a amizade dele não é verdadeira. Pensa, Thalles, amigo de verdade aceita o outro seja em qual condição for. Se ele gostar da sua amizade, ele vai aceitar. Só não demora pra contar isso a ele.

- vou contar hoje mesmo e seja o que Deus quiser.

-é, conta logo antes que alguém da um fora e ele fica sabendo por outros.

Quando eles voltaram, tomamos o nosso sorvete e depois fomos para o cinema. Assistimos ao filme e depois resolvemos dar mais uma volta no shopping para passar o tempo.

- Gente, eu preciso ir ao banheiro. Fiquem ai que eu já volto - disse a eles.

- espera que eu vou junto com você, Thalles. - disse o Bruno.

Fomos até o banheiro, fizemos a nossa necessidade e fui lavar a mão, o Bruno já estava lá.

- muito legal, né, à tarde de hoje. - disse o Bruno.

- sim, ta sendo muito legal.

- O Jefferson e a Carol são pessoas super gente boas, assim como você.

- é, é sim. Bruno, nós precisamos conversar sobre algo.

- pode falar.

Nesse momento entra alguém no banheiro.

- Melhor ir pra outro lugar, aqui vai ser meio difícil, pode ser lá no estacionamento?

- pode sim, mas é algo sério?

- isso vai depender de você.

- então vamos que eu já estou curioso.

Deixamos o banheiro e fomos até o estacionamento. Lá eu já comecei a falar.

- Bruno, tem algo que eu preciso te contar.

- pode falar.

- sabe que eu te considero um grande amigo já e não queria mais te esconder isso.

- sim, mas você ta me deixando nervoso.

- eu sou bissexual. Eu já namorei outro rapaz.

- tudo bem, Thalles.

- você aceita de boas?

- Thalles, eu também sou.

-é?

- sim, vai dizer que você não notou?

- não.

- eu já percebi que você não nota essas coisas mesmo, desde a festa em Dourados.

- como eu ia adivinhar que você também era?

- Thalles, eu passei a festa inteira te olhando, te querendo. Quando eu te vi na rodoviária no domingo, você não faz noção de como eu fiquei feliz, tanto é que eu até troquei de lugar com a mulher, só pra ficar perto de você.

- Cara, eu to sem palavras.

- não precisa dizer nada, apenas me beije.

Nesse momento seu corpo chegou perto do meu, sua mão foi na minha nuca, ai já não respondi mais por mim, aproximei meu rosto do seu e nossos lábios se encontraram e eu pude sentir o gosto do seu beijo. Sua boca era deliciosa e macia. Eu não conseguia parar de beijá-lo. Depois de minutos ali nos beijando, ele lentamente foi parando o beijo, finalizando com leves selinhos.

- eu tava muito tempo querendo esse beijo, mas eu tava com vergonha de pedir, mas pelo jeito você também o adorou.

- Eu não vou negar que queria muito esse beijo Bruno, mas não ta certo.

- por quê?

- porque eu ainda amo outra pessoa.

- um ex?

- sim, isso mesmo.

- Thalles, por que não dá uma nova chance ao seu coração?

- eu já tentei Bruno, mas não é assim tão fácil.

- Eu sei, já sofri também por amor e sei como é. Mas assim como eu sofri, eu também aprendi que sofrimento de amor, é com outro amor que a gente cura. Me da uma chance de te fazer a pessoa mais amada do mundo?

- Bruno,outros já me disseram isso antes e a única coisa que eu consegui foi atrapalhar um relacionamento e magoar a pessoa. Gosto muito de você e não quero te fazer sofrer.

- sou responsável pelas minhas atitudes. Sei que posso te fazer esquecer esse amor e me amar, mas se isso não acontecer, sei quando retirar meu time de campo.

- vamos com calma, o que tiver que ser, será.

- tudo bem, pouco a pouco e eu vou te conquistar.

- Vamos voltar?

- vamos.

Demos um longo abraço e voltamos para onde estava o pessoal. No final da tarde, cada um foi pra sua casa se arrumar para depois ir para balada. À noite, nos encontramos em um barzinho, junto conosco estava o Pietro e mais dois amigos dele. Bruno a todo o momento me observava e eu não negava que estava adorando muito aquilo. Será mesmo que ele ia conseguir o que disse que iria fazer? Será que eu ia me apaixonar por ele? Isso só o tempo dirá. Esquecer o Felipe seria impossível, mas uma nova paixão não estava fora de cogitação. A noite ocorreu normal e depois voltei para a minha casa. Em casa fui direto para o meu quarto e deitei. A todo o momento eu pensava no Bruno e ele pareceu adivinhar, pois não demorou muito para uma mensagem dele chegar.

"Saudades de ti meu amigo... To aki deitado, pensando em você. To ouvindo Talking to the moon - Bruno Mars, a letra é linda e mostra o que eu sinto...

Talking To The Moon


Falando Com a Lua





I know you're somewhere out there



Eu sei que você está em algum lugar lá fora

Somewhere far away


Em algum lugar longe

I want you back


Eu quero você de volta

I want you back


Eu quero você de volta

My neighbors think


Meus vizinhos pensam que

I'm crazy


Eu sou louco

But they don't understand


Mas eles não entendem

You're all I have


Você é tudo que eu tenho

You're all I have


Você é tudo que eu tenho




At night when the stars



À noite, quando as estrelas

Light up my room


Iluminam o meu quarto

I sit by myself


Me sinto sozinho

Talking to the moon


Falando com a lua

Try to get to you


Tento chegar até você

In hopes you're on


Na esperança de que você esteja

The other side


No outro lado

Talking to me too


Falando comigo também

Or am I a fool


Ou eu sou um tolo

Who sits alone


Que fica sentado sozinho

Talking to the moon


Conversando com a lua




I'm feeling like I'm famous



Estou me sentindo como se eu fosse famoso

The talk of the town


O assunto da cidade

They say


Eles dizem

I've gone mad


Que fiquei louco

Yeah, I've gone mad


É, eu fiquei louco

But they don't know


Mas eles não sabem

What I know


O que eu sei




Cause when the



Porque quando o

Sun goes down


Sol se põe

Someone's talking back


Alguém está falando de volta

Yeah, they're talking back


Yeah, eles estão falando de volta




At night when the stars



À noite, quando as estrelas

Light up my room


Iluminam o meu quarto

I sit by myself


Me sinto sozinho

Talking to the moon


Falando com a lua

Try to get to you


Tento chegar até você

In hopes you're on


Na esperança de que você esteja

The other side


No outro lado

Talking to me too


Falando comigo também

Or am I a fool


Ou eu sou um tolo

Who sits alone


Que fica sentado sozinho

Talking to the moon


Conversando com a lua




Do you ever hear me calling?



Você já me ouviu chamando?

Cause every night


Porque toda noite

I'm talking to the moon


Eu estou falando com a lua

Still trying to get to you


Ainda tentando chegar até você




In hopes you're on



Na esperança de que você esteja

The other side


No outro lado

Talking to me too


Falando comigo também

Or am I a fool


Ou eu sou um tolo

Who sits alone


Que fica sentado sozinho

Talking to the moon


Conversando com a lua




I know you're somewhere out there



Eu sei que você está em algum lugar lá fora

Somewhere far away


Em algum lugar longe


Após ler a mensagem, corri pra frente do computador e comecei a escutar a musica que ele falou e a letra. Depois de ler, entrei no MSN e vi que ele estava online.

Bruno diz: Eu sabia que você ia entrar no MSN.

Thalles diz: sabia como?

Bruno diz: meu coração me disse.

Thalles diz: conseguiu...

Bruno diz: consegui o que?

Thalles diz: me deixar mais vermelho ainda.

Bruno diz: HAHAHAHAA

Ficamos de papo até altas horas. Quando estava perto de amanhecer o dia nos despedimos e fomos dormir.

Eram nove e meia da manhã de Domingo e eu estava sendo acordado com batidas na porta do meu quarto. Pela intensidade das batidas dava para perceber que a pessoa já estava ali há horas batendo. Ta aí uma coisa que eu sempre odiei: acordar cedo, ainda mais no domingo que era o único dia que eu podia dormir até mais tarde. Pra ajudar, eu tinha dormido pouco, então meu mau humor só aumentou. Aquelas batidas na porta só aumentaram e a única coisa que consegui gritar foi um "já vai." Abri a porta, era a minha mãe.

- Até que enfim abriu essa porta.

- Mãe, hoje é domingo. Deixa eu dormir até mais tarde.

- ninguém mandou ir dormir tarde. Levanta, se arruma que vamos almoçar fora.

- eu não vou.

- vai sim e larga de frescura.

- ah mãe, almoçar onde?

- na casa da Laura.

- ah não mãe. Eu vou ficar.

- você que sabe, mas não vai ter almoço aqui.

 - eu sei me virar.

Ela saiu da porta, eu tranquei e voltei pra minha cama e logo peguei no sono novamente. Tempo depois eu acordo novamente com o interfone de casa tocando. Como desejei quebrar aquele aparelhinho em mil pedaços, fala sério. Fui até a janela do meu quarto e abri. Quando olho em direção ao portão, vi que era o Lucas ali apertando o interfone a cada intervalo de 30 segundos. Como eu estava só de cueca, apenas vesti a primeira bermuda que achei na minha frente e fui até o portão atende-lo.

- Oi, Thalles.

- Oi, Lucas.

Ficamos ali nos olhando em silencio.

- quer entrar? - disse tentando cortar o silencio.

- Não, vai ser rápido. Vim aqui te chamar pra ir almoçar em casa. - Lucas disse não tirando os olhos do meu peitoral.

- Você veio me chamar pra almoçar na sua casa? Você ta bem? - perguntei estranhando aquilo.

- não abusa por mim você nem pisava os pés lá, mas minha mãe me mandou vir aqui te chamar.

- ooowww, todo marrentinho, mas perto da mamãe vira um bebezinho.

- como é, seu viadinho do caralho? Tem medo de apanhar não?

- da um tempo, Lucas, já perdi muito tempo me preocupando com você.

- vai em casa ou não, porra?

- já to acordado né? Fazer o que? Eu vou.

- ta bom.

- Vai me esperar? - perguntei debochando.

-espero, mas não demora.

- então tá.

Pedi para que ele entrasse, fechei o portão e fui me arrumar. Tomei um longo banho, me arrumei e depois de uma hora desci para irmos. Lucas parecia estar animado com a minha ida a casa dele, mas aquilo tava muito estranho, e eu podia jurar que ele estava aprontando alguma coisa.

- Lucas.

- o que?

- o que você ta aprontando?

- do que você ta falando?

- deixa pra lá.

- além de viado é louco.

- se for pra continuar me xigando, eu dispenso a companhia.

- Vamos logo que eu não to a fim de perder o almoço por sua causa.

Fomos em silencio para a casa da Laura. Entramos e a Laura veio me cumprimentar. O Felipe não se deu nem o trabalho de se levantar do sofá.

- não vai cumprimentar o Thalles, Felipe? - perguntou a Laura.

- oi. - disse ele curto e grosso.

No almoço inteiro, a conversa resumia-se entre o meu pai, minha mãe e a Laura. Felipe apenas pegou seu almoço e foi para a sala e o Lucas prestava atenção na conversa dos nossos pais. Após almoçar, deixei meu prato na pia e depois fui me sentar na área da frente. Lá, além de não me sentir a vontade, eu ainda me sentia muito sozinho. Fiquei lá sentado em uma das cadeiras de fio vendo o movimento na rua. Alguns momentos eu começava a ler as mensagens que o Bruno tinha me mandado no dia anterior. Resolvi mandar uma mensagem pra ele, mas não tive resposta. Guardei o celular no bolso e me ajeitei na cadeira de fio, tentando tirar um cochilo. Quando estava quase conseguindo, o Felipe sai lá fora e me chama.

- Thalles.

- oi

- é pra você ir lá comer doce. - assim que ele deu o recado já ia saindo de lá sem esperar a minha resposta.

- Lipe.

- pode me chamar de Felipe. O que é?

- vai continuar me evitando por quanto tempo?

- até você me deixar em paz. - disse ele querendo se retirar novamente.

- espera. Senta aqui e vamos conversar.

Ele se sentou na minha frente e começou a me olhar seriamente.

- é isso que você quer, Lipe? Quer que eu suma da sua vida?

- o que você acha?

- eu acho que o que teve entre nós foi algo legal e intenso. Não precisa terminar dessa forma.

- Thalles, você sabe que eu gosto de você, mas o que você fez comigo é imperdoável. Você me traiu.

- Já conversamos sobre isso. Já te disse que em nenhum momento eu te trai. O lance entre eu e o Thiago só aconteceu depois que terminamos. Achei que podia ser o correto, mas me enganei, prova disso foi que não deu certo e nós terminamos. Hoje somos só amigos. Nós podemos ser só amigos também, Felipe, não quero nós dois nessa situação tensa.

- você não entende né, Thalles? Eu não te quero como amigo. Ou eu te tenho como namorado ou eu não tenho nada com você.

- fico triste por pensar assim, Lipe, como eu disse, não foi dessa forma que eu imaginei.

- você só pensa em você mesmo, não é?

- será mesmo, Lipe? Já parou pra pensar que o que eu fiz, foi pra te proteger também?

- proteger de quem?

- da cobra que você chama de irmão.

- Cala a boca, Thalles. - disse Lucas saindo de trás da porta da sala.

- deu pra ficar escutando a conversa dos outro agora, Lucas? - perguntei já irritado.

- não te interessa. Para de ficar jogando meu irmão contra mim. Você já causou muita discórdia aqui. - dizia Lucas como se estivesse sendo ofendido.

- mas como é falso, quem vê assim, você se importa muito com seu irmão, né, Lucas? - disse já indignado.

- vai com calma, Thalles, você já ta ofendendo meu irmão e isso eu não admito.

- vai dando asas pra cobra, Lipe, depois não reclama que eu não te avisei. Seu irmão não é o que você pensa.

- vou te mostrar quem é cobra aqui. - disse Lucas já vindo na minha direção.

Não me lembro ao certo como caímos, mas quando pude perceber, já estávamos os dois no chão, trocando socos e pontapés. Felipe tentava nos separar, mas não conseguia. Há muito tempo eu queria aquela briga, descontar no Lucas toda raiva que ele tava me fazendo passar. Depois de muitos socos na barriga, troca de chutes e um soco que levei na região do olho esquerdo, fui levantado pelo meu pai, que já segurava com força meu braço e o Lucas era amparado pelo irmão. Depois de separados, Lucas desabou em choro no ombro do irmão, se fazendo de vitima.

- tem vergonha não, Thalles? O que é isso? - perguntou meu pai.

- briga, né pai.

- Não me responde assim, rapaz. Por que os dois estavam brigando?

- foi ele que começou, senhor Arthur, ele me ofendeu. - disse Lucas com uma voz de assustado. Como aquilo me tirava do sério.

- que mentiroso.

- para, meu filho. - ordenou minha mãe.

- o que aconteceu, Felipe? - perguntou a Laura a ele.

Felipe ficou quieto e apreensivo, pensou um pouco no que ia falar e depois respondeu.

- eles só tiveram um desentendimento, mãe, o Thalles não gostou e ofendeu o Lucas.

- to decepcionado com você, Thalles. Já pra casa que vamos ter uma conversa séria. - disse meu pai bravo.

- pai, foi ele quem provocou.

- já disse que em casa conversamos. - disse meu pai encerrando o assunto.

A Laura já me observava com um olhar de reprovação, já o Felipe tinha um olhar triste e o Lucas dava para perceber que a vontade dele era de rir de tudo aquilo. Mesmo com o nariz saindo sangue e os lábios inchados, ele não perdia a pose. Meus pais se despediram da Laura e mais uma vez pediu desculpas e saíram da casa da Laura me arrastando.

Chegando em casa, eles foram logo me mandando sentar no sofá para a conversa séria.

- Thalles, o que você tem na cabeça pra arrumar briga na casa dos outros? - perguntou meu pai.

- ele que começou pai e mereceu.

- não interessa quem começou e nem o motivo. Não te dei educação o suficiente pra ter que ver você saindo aos socos com outro moleque?

- a mim sim, né, pai, mas vai dizer isso pra ele.

- sem graça, Thalles, to conversando sério.

- você queria o que, pai? O cara parte pra cima de mim pra dar porrada e eu vou deixar? Apanhar de graça? Só tava me defendendo.

- Thalles, você podia evitar briga. - disse a minha mãe.

- Poxa, acho que vocês me conhecem muito bem. Qual foi a vez que vocês ouviram falar que eu andei brigando? Vocês sabem muito bem que eu não sou de brigar, aliás, nunca briguei com ninguém. Sempre evitei briga. Por que vocês acham que agora eu ia arrumar briga à toa com ele. Ele que veio pra cima de mim já querendo me bater e depois ainda fica posando de vitima. Eu só tava me defendendo.

- Vai pro seu quarto, toma um banho e depois a gente conversa mais sobre isso. - Ordenou meu pai.

Subi, tomei meu banho e resolvi dormir.

Acordei era quatro e quinze da tarde. Fui até o banheiro fazer a necessidade básica e depois fui lavar as mãos. Enquanto eu lavava as mãos, fiquei observando o pequeno roxo em volto do meu olho esquerdo. Voltei para o quarto, liguei meu PC e entrei no MSN. Encontrei o Lippe, o Caio, o Jefferson e o Bruno online. Participei de dois janelões. Em um eu conversava com o Lippe e o Caio e no outro com o Bruno e o Jefferson. Nos dois janelões, o assunto era o mesmo: A minha Briga com o Lucas. Bruno em nenhum momento conseguia se conter e esconder a raiva que ele tava sentindo do Lucas. Passei o resto da tarde conversando com eles. À noite, fui jantar com meus pais, escutei mais sermões, terminei a janta, voltei para o meu quarto, conversei mais um pouco e depois fui dormir.

Durante a semana no colégio, Felipe não conversava comigo, Lucas continuava me provocar e do resto tudo estava normal, ou seja, já tinha virado rotina. Alguns estranhavam o meu olho roxo, mas não me enchiam o saco pra saber o que era. Alguns dias, na parte da tarde, o Bruno ia à minha casa e ficávamos a tarde inteira conversando, tomando banho de piscina e jogando. Na sexta à tarde, estava eu, ele, a Carol e o Jefferson tomando tereré em um parque perto de casa e conversando.

- Carol, quando vocês vão se mudar? - perguntei curioso.

- Quando entrarmos de férias no colégio.

- que chato, vocês podiam ficar pra sempre aqui. - disse a ela

- eu também queria, né, amigo, mas fazer o que?

- fazer uma big festa de despedida.

- vamos sim. - disse o Jefferson.

- legal. Vou adorar - concordou a Carol.

- Gente, vamos sair hoje à noite? - sugeriu Bruno

- Vamos, mas pra onde? - perguntou Carol

- tem uma boate legal que abriu esses dias, vamos conhecer? - sugeriu Bruno

- fechado. - disse Jefferson

Terminamos a conversa ali e cada um foi para a sua casa. Dormi um pouco que restava da tarde e as seis e pouco eu acordei, tomei um banho e comecei a me arrumar. As 19:40, o Jefferson e o Pietro já passavam na minha casa pra irmos pra balada, mas antes passamos na casa da Carol e do Bruno pra pegar eles também. Chegando na boate, encontramos os outros dois amigos do Pietro da balada anterior e começamos a beber e conversar. Eu, a Carol e o Pietro optamos por ficar só no refrigerante. Pietro optou por obrigação mesmo, já que era ele que ia dirigir.

- hey Thalles, não vejo a hora de você e meu irmão tirarem logo suas carteiras, pra gente revezar esse negocio, nun guento mais ficar só no refri. - disse Pietro

- calma que no ano que vem a gente tira. - disse a ele dando risada.

Ficamos um tempo ali conversando e depois resolvi ir até o banheiro. O banheiro estava cheio e muitas pessoas se pegando ali. Entrei em uma das cabines e mijei. Quando sai da cabine, deparei com uma cena inacreditavel. Gravei aquela cena e sai do banheiro sem ser notado e fui até onde estava o pessoal, mas lá só encontrei a Carol e o Jefferson. Eles notaram que eu estava diferente.

- Thalles, o que você tem? - perguntou Jefferson.

- eu? Nada por que?

- voltou meio aereo, com cara de paisagem. Aconteceu alguma coisa?

- Não, nada. Vamos pra outro lugar?

- por que?

- por que não quero ficar aqui, vamos pra outro lugar por favor.

- vamos chamar o pessoal

Logo o Bruno, Pietro e os dois amigos do Pietro (Carlos e Jean) voltaram. Pagamos a conta e depois fomos para outro lugar, no caminho eu ainda tava lembrando da cena que eu vi no banheiro e o melhor de tudo, eu tinha aquilo gravado no meu celular.

 
 
Minhas lagrimas caia ao olhar aquela aliança ali em cima da minha folha de caderno. Meus olhos não cansavam de ver aquelas palavras:

Pra mim, foi bom enquanto durou. Faça bom aproveito dela.

Apenas peguei a aliança e guardei no bolso. O resto da aula aconteceu normal.

Durantes as duas semanas que passaram, tudo era a mesma coisa. Na escola Lucas me ameaçava, Felipe me ignorava, o pessoal de mim se afastava e somente o Jefferson e a Carol não me abandonava. Meu namoro com o Thiago ia se encaminhando, finalmente eu até parava de pensar um pouco no Felipe, acho que a distancia que ele criou entre nós dois cooperava com isso. Não tiro o mérito do Thiago, pois o mesmo, com os seus carinhos, conseguia aos poucos me conquistar, porém algumas atitudes dele me deixava com um pé atrás. Nos ultimos dias, notei que o Thiago estava um pouco estranho, recebia telefonemas escondidos, mas resolvi não me intrometer. Na quarta Feira, no final da aula, Thiago foi me buscar no colégio e combinamos com o Jefferson e a Carol de almoçarmos juntos no shopping e depois pegar um cinema.

Enquanto tomavamos sorvete depois do almoço, meu celular tocou, era meu primo de Dourados.

- Thalles, tudo bom?

- tudo Dudu, e você?

- to bem também. Cara tem uma festa aqui, ta a fim de ir?

- festa? Onde?

- No Club aqui. Festa a fantasia que a turma de faculdade de uma amiga minha ta organizando. To com os convites aqui. Vamos?

- quando vai ser?

- esse final de semana. Bora comigo?

- Mano, você não vai chamar nenhuma gatinha pra ir?

- eu já vou encontrar com ela lá.

- Beleza, vou sim. Posso levar mais uma pessoa?

- Namorada?

- não, um amigo meu.

- pode, mas aí já não tenho mais convite, se ele for, me avisa e eu compro lá antes que acabe.

- ta, eu vejo com ele e depois te ligo.

- Beleza. falou.

- falou.

Desliguei o celular. Olhei para o lado e vi que o Thiago não estava por perto, apenas a Carol e o Jefferson.

- cadê o Thiago? - perguntei a eles.

- Saiu dizendo que já voltava. - respondeu a Carol.

Tempo depois esperando o Thiago, resolvemos ir até o cinema e esperá-lo lá na entrada. Fomos até escadas rolantes e fomos para o segundo andar onde ficava o cinema. Ao chegar à entrada, eu vi que o Thiago estava na loja da Cacau Show, que fica ao lado do cinema, conversando com uma moça que estava trabalhando no caixa. Fui com a intenção de chamá-lo para ir ao cinema, pois o filme estava pra começar. Quando eu entrei, ele estava de costas, conversando com ela e não notou que eu estava ali. Quando entrei, notei que ele conversava serio com ela e eu como bom curioso, fingi estar escolhendo um chocolate para escutar a conversa.

- Eliane, você realmente que voltar o nosso namoro? - ele perguntou sério.

- claro né, Thiago? Já te disse que te amo. Eu só não entendo por que você terminou comigo.

- tive meus motivos.

- volta pra mim, por favor.

- mas eu já to namorando.

- e o que ela tem que eu não tenho? Só eu te conheço. Sério, termina com ela e volta pra mim.

Nesse momento, eu já tinha perdido as contas de tantos chocolates eu já tinha amassado. Mais pessoas já entravam na loja.

- Thiago, eu tenho que ajudar a atender. Só me diz se vai voltar pra mim?

- Não sei.

- talvez isso te ajude.

Ela se apoiou sobre o balcão e deu um beijo no Thiago, que no momento não reagiu, apenas aceitou o beijo e ficou quieto.

- Vamos nos encontrar depois, Thi. Pode ser?

- pode sim.

Ela apenas sorriu e depois me olhou.

- pois não, moço, já foi atendido?

Nisso Thiago olhou para trás para ver quem era e ficou assustado quando me viu.

- Vou levar esses aqui. - Peguei os primeiros chocolates que vi na frente e levei até ela.

Thiago não disse nada, apenas ficava me olhando, talvez se perguntando se eu tinha visto alguma coisa. Paguei os chocolates e sai da loja. Logo em seguida o Thiago também saiu da loja me chamando, eu apenas andava em direção ao Jefferson e a Carol, fingindo não escutar.

- Thalles, espera! To te chamando, poxa.

- o que você quer? Quer um chocolate? Aproveita que esse vem com brinde. Vem com o beijo da vendedora. - disse ironicamente. Jefferson e a Carol apenas observavam sem entender nada do que acontecia.

- Me escuta, por favor, não é nada disso que você ta pensando.

- é o que então, Thiago?

- eu apenas, eu só..

Interrompi ele

- Sem palavras, né? Não precisa explicar nada, Thiago.

- vamos conversar lá fora, no estacionamento, a sós, por favor.

Deixamos o Jefferson e a Carol lá em frente ao cinema e fomos até o estacionamento. Chegando lá, ele estava quieto, talvez pensando numa explicação e eu apenas o observava, esperando o que ele ia dizer.

- e então? - disse a ele.

- Me perdoa, vai. Prometo que não vai mais acontecer isso.

- não vai mesmo. Por que não vai mais ter outra chance.

- Não faz isso, cara.

- Thiago, só me diz uma coisa. Você ama ela?

- sim. Mas eu também te amo.

- Thiago, eu não vou julgar e nem te culpar por você estar apaixonado por ela, aliás, eu sou a última pessoa aqui que não deve reclamar disso, afinal, você sabe que eu sou apaixonado pelo Felipe. Eu até aceitaria o fato de você ainda estar apaixonado por ela e eu teria a mesma paciência que você ta tendo comigo. Mas em nenhum momento eu fiquei com o Felipe enquanto estive namorando com você. Quer voltar pra ela, ótimo cara, mas ao menos termina comigo antes. Pra manter um pouco o respeito.

- eu não quero te perder, Thalles.

- e nem vai, Thi, ainda seremos amigos.

- mas eu te amo, cara.

- ama mesmo? Ou é só desejo?

Ele não respondeu, apenas ficou em silêncio.

- você ama a sua ex, isso deu pra ver hoje. Thiago, você sabe que esse relacionamento não ia dar certo, eu ainda amo o Felipe, isso é fato. Volta pra ela, vocês dois se amam.

- e nós dois?

- ainda seremos bons amigos.

- mas eu não quero só isso.

- mas é o que vai acontecer, Thiago. Não complica mais a situação. Vamos, eu quero ir embora.

- e o cinema?

- sem clima não acha? Marcamos outro dia.

Voltamos aonde estava o casal. Desmarcamos o cinema e fomos para casa. No caminho chamei o Jefferson e a Carol para ir até a minha casa aproveitar o final da tarde e tomar um banho de piscina. Mas a Carol não podia, pois iria ao salão de beleza, então só o Jefferson iria.

Passamos primeiro na casa dele, ele pegou umas roupas e depois fomos para casa, chegando lá quase três da tarde. No caminho eu liguei para o meu primo e disse a ele que não precisava se incomodar a achar outro convite, pois eu iria sozinho, ele apenas concordou e desliguei o celular.

Já em casa, ficamos apenas de sunga e fomos para a piscina. No caminho de dentro da casa até a piscina eu fiquei reparando em como o Jefferson era gostoso e sarado. Me contive ali, pois ele é meu melhor amigo e namora minha melhor amiga. Ficamos tomando banho de piscina e eu explicando a ele o que tinha acontecido no shopping.

- e agora que ta solteirão, o que pretende fazer?- perguntou Jefferson.

- Sinceramente, to pensando em aproveitar. Vou esquecer um pouco os problemas amorosos e cair na gandaia.

- ta precisando mesmo. Não pensa em voltar pro Felipe?

- bem que eu queria, mas você sabe que não dá.

- O Lucas ainda pega no seu pé, né?

- todo dia, e olha que eu achei que essa encheção de saco ia acabar.

- sei não viu... mas acho que esse cara é amarradão na sua.

- Fala sério, Jefferson, ele é do tipo machão homofóbico.

- Sei não, mas esses caras que gostam de pagar de machinho e tals, são os que mais queimam a rosca. Eu não ponho minha mão no fogo por ele não, pra mim eu tenho certeza que ele é a fim de você.

- nem viaja, abandona essa idéia. - disse sorrindo. e seu namoro com a Carol?

- abalado de novo.

- o que foi dessa vez?

- elas vão se mudar da cidade.

- sério?

- sim, quase certeza. O pai delas arrumou um emprego melhor no Paraná e elas vão ter que se mudar pra lá.

- poxa cara, que chato, agora que tava tudo certo entre vocês.

- sim, eu queria tanto ter condições de me sustentar sozinho e fazer ela ficar aqui comigo, morando aqui, mas é foda.

- verdade, e elas vão quando?

- não sabe ainda, o pai delas estão esperando uma confirmação da empresa pra saber. Ainda não sabe se vai na metade do ano, quando entrar de férias no colégio ou se vão ter que ir antes.

- tenso.

- mas não comenta nada ainda, elas querem dar a noticia.

- tudo bem.

Ficamos na piscina conversando até o final da tarde, depois disso saímos, o Jefferson se secou, chamou um moto taxi e foi para a casa dele e eu fui para o meu quarto. E assim o dia terminou.

Na quarta de manhã cheguei na escola e encontrei o Lucas já no portão.

- virou porteiro agora?- perguntei a ele debochando.

- sem graça, tava te esperando. - disse ele sério.

- pra que?

- meu irmão já sabe que você terminou com o Thiago.

- nossa como as noticias correm.

- pois é. E eu vim aqui pra te dizer pra ficar longe do meu irmão e se ele pedir pra voltar, você não aceitar.

- fica tranquilo Lucas, nem tão cedo pretendo voltar pro seu irmão e nem ao menos perder tempo com você. - apenas dei um tapinha nas costas dele e deixei ele falando sozinho no portão.

Parecia incrível, mas eu, naquele dia, já tinha acordado alegre. Eu acho que estava cansado desses problemas amorosos mal resolvidos. Não vou negar que eu ainda estava apaixonado pelo Felipe e sentia muito a falta dele. Eu ainda sentia saudade dos beijos e abraços dele, e confesso que se ele me chamasse, eu saia correndo para os seus braços e esquecia o mundo. Mas até esse dia não chegar, resolvi aproveitar mais a vida e ser feliz.

Entrei na sala sorrindo com a Carol, Felipe já estava na sala conversando com o Vinicius. Nisso o Felipe se levanta e vai até onde eu tava.

- parece que fim de namoros te faz bem, não é?

- pra você parece que funcionou, não é?

- nem pense que depois disso a gente vai voltar, porque eu não aceito.

- fica tranquilo, Felipe, não terminei com ele com essa intenção.

- não? - disse ele surpreso.

- não - disse a ele entre risos, vendo a cara de decepção dele.

Quando ele ia saindo, o peguei pelo braço ainda.

- Felipe, não precisa ficar no sistema auto-defesa comigo. Relaxa, man. Eu ainda gosto de você.

Ele saiu da sala meio surpreso e eu fiquei entre risos.

- o que foi isso? - perguntou Carol.

- To tentando ser um novo Thalles. To conseguindo?

- se saiu muito bem.

- Obrigado.

O resto do dia passou normal e os dias também até chegar a sexta à tarde.

Minha mala já estava arrumada e eu pronto para ir pra Dourados. Eu ainda precisava arrumar uma fantasia para ir ao baile, mas meu primo me disse para não me preocupar, pois ele estava me esperando para irmos juntos a uma loja lá escolher. Iríamos no sábado de manhã. Peguei o ônibus às 4 da tarde e cheguei a Dourados às sete da noite. Na rodoviária já estava minha tia e meu primo me esperando.

- Oi, meu filho, como está?

- to bem, tia.

- e ae, mano.

- e ae, Dudu.

- fez boa viagem, Thalles?

- Fiz sim, Tia.

- que bom. Vamos pra casa, você toma um banho, pegamos a Andressa também e vamos jantar numa pizzaria.

- e o tio?

- ta viajando com o caminhão, o motorista não pode ir, ai ele foi.

- ah sim.

Fomos para a casa dela, tomei meu banho, cumprimentei a minha prima Andressa. Dudu tem 18 anos e a Andressa tem 14. Minha tia pegou a bolsa dela e fomos para o carro. No carro o Dudu já me dizia como era a festa e tal e a loja que iríamos no outro dia de manhã. Chegamos à pizzaria, jantamos e depois fomos à sorveteria, tomamos sorvete e depois fomos para casa.

Chegando lá, minha tia montou um colchão no quarto do meu primo para que eu dormisse no quarto junto com ele. O quarto dele ficava em uma edícula no fundo do quintal. Assim feito, todos foram dormir, e eu e meu primo ficamos no quarto assistindo a um filme na tv.

- Thalles?

- eu?!

- lembra de quando éramos crianças, que você dormia aqui em casa?

- lembro sim.

Momento explicação:

Eu e meu primo sempre fomos íntimos. Como temos quase a mesma idade, descobrimos essas coisas de adolescentes juntos, inclusive a famosa punheta. Sempre que eu dormia na casa da minha tia, eu dormia no quarto dele e toda noite batíamos punheta juntos, vendo revistas de mulheres peladas ou vídeos. Mas entre nós só rolou isso, pois não tínhamos nenhuma outra intenção e os dois eram héteros.

- ta afim de voltar a punheta? Já estamos crescidinhos num acha? - eu disse dando risada.

- claro que não seu bobo. O que eu tava lembrando de como éramos unidos.

- isso é verdade.

- então, mas ta com um tempo que nem conversamos mais, ainda mais agora que você se mudou.

- mas a gente pode ser como era antes.

- será mesmo? Eu preciso te contar algo.

- wow, parece ser sério.

- e é.

- vai Dudu, solta a bomba.

- eu gosto de homens também.

- sério?

- sim. Tenso

- o que é tenso?

- essa situação, Thalles.

- Relaxa, man. Eu também sou.

- serinho mesmo?

- sim - disse entre risadas - inclusive eu tava namorando um rapaz até esses dias.

- me conta como é?

- você é bi e nunca ficou com outro rapaz?

- já, mas nunca namorei sério e nunca transei. Foi só uns pegas.

Ficamos conversando, e eu explicando como foi a minha primeira vez com um homem, e contei para ele tudo o que aconteceu na minha vida até aquele dia. Ele ficou impressionado com tudo o que eu contei, e admirado com a minha coragem.

- será que um dia eu vou ter minha primeira vez também?

- relaxa Dudu, você vai ter sim. Agora vamos dormir sim, to mó cansadão.

- é vamos sim, amanhã o dia promete. Vamos cedo comprar as fantasias por que a loja fecha meio dia, e a tarde a gente dorme de novo pra ficar novo a noite, pra balada.

- beleza, já decidiu do que você vai?

- deixar pra decidir lá na loja e você?

- também.

- boa noite, Thalles

- Boa noite, Du.

Eduardo apagou as luzes e fomos dormir. Eu tava mó cansadão, então logo apaguei. Na madrugada eu sonhei com o Felipe, estávamos no meu quarto, ele me abraçava e me beijava, seus beijos eram carinhosos e deliciosos. Aos poucos ele ia me deitando na cama e arrancando a minha roupa. Sua mão deslizava sobre o meu corpo, mas eu permanecia imóvel, mas adorando. Ele continuava me beijando, mas seus beijos iam variando entre a minha boca e descia pelo meu pescoço, peitoral, minha barriga e eu ficava cada vez mais excitado. Sua mão invadia minha cueca e já massageava meu pau que no momento já estava duro. Aquilo estava muito bom, e eu já sentia que eu iria gozar. No momento eu resolvi agarrar ele e ter aquele corpo só pra mim. Aquele corpo que eu já sentia muita saudade. Aquele corpo que eu peguei com vontade, com pegada mesmo, mas nesse momento eu acordei e advinha quem estava nos meus braços? Sim, meu primo, que me olhava assustado.

- De-de-Desculpa Tha- Thalles.

- relaxa, vamos dormir, to cansado.

Ele apenas voltou para a sua cama e dormimos. No outro dia eu acordei era 8 da manhã, meu primo já estava em pé, mexendo no PC.

- Bom dia - o cumprimentei.

- Bo-Bom dia cara. - disse ele meio tremulo. Eu apenas ria da situação.

- Relaxa Dudu. Até parece que já não temos intimidade o suficiente, mas na próxima faz quando eu tiver acordado. - disse a ele zoando, tentando quebrar aquele clima tenso. Pareceu funcionar um pouco, pois ele já não tava mais com medo, mas ainda um pouco envergonhado.

- Vai pro banheiro, depois toma café pra gente ir à loja, antes que acaba as fantasias, pelo que eu vi a festa vai bombar.

- claro, vamos sim.

Tomei um banho, depois tomei café com a minha prima Andressa. Logo após, meu primo que já tinha carteira, pegou o carro do meu tio e fomos até a tal loja. No carro, já tínhamos esquecido o que tinha acontecido e estávamos animados com a festa da noite. Chegando à loja às nove e meia. Lá ainda tinha muitas fantasias, e mesmo assim ainda tava difícil de escolher. Eu sempre gostei de historias de vampiros, aproveitei que tinha uma fantasia de Drácula e escolhi aquela mesmo. Meu primo escolheu ir de mágico.

Demos uma passada no shopping e eu aproveitei e comprei um perfume novo. Logo após fomos para a casa de uma outra tia, aproveitei para visitá-la e almoçamos por lá mesmo. À tarde fomos para a casa dele e dormimos a tarde inteira. Acordamos por volta das seis da tarde.

A festa começava às dez da noite, por volta das oito começamos a nos arrumar. Contamos com a ajuda da minha prima, que resmungava o tempo todo por não poder ir.

- Fala sério, eu também quero ir.

- Não Andressa, primeiro que não tem convite e segundo que você é de menor ainda.

- O Thalles também é de menor.

- Mas ele vai e você não, pronto.

Eu só sabia rir daquela situação, das briguinhas de irmãos.

- Thalles, você vai de Edward? - perguntou Andressa.

- não, vou de Drácula.

- vai de Edward misturado com Drácula, vai ficar gatão.

- só o cabelo de Edward então.

Terminamos de nos arrumar era nove e meia. Ainda ficamos um tempo tirando fotos, poses e mais poses, estávamos muito legais. Nessa brincadeira, perdemos a noção da hora e saímos era quase dez e meia. Ao chegar perto do carro que já estava estacionado do lado de fora, meu tio estava chegando de viagem e rindo muito das nossas fantasias.

- Tudo bom, Thalles?

- sim tio e o senhor?

- to bem também. Juízo vocês dois e você, Eduardo, se eu souber que você veio dirigindo bêbado pra casa, eu não libero mais o carro.

- ta bom, pai.

Chegamos ao clube perto das onze da noite. Na entrada meu primo já encontrou com a namorada dele que estava fantasiada de Lara Croft. Ela estava linda, e confesso que estava quase igual a Angelina Jolie. Estacionamos o carro e depois fomos para a entrada. Cumprimentei a Priscila e depois entramos no clube. Aquela festa tava muito animada, muita gente e eu ali, segurando vela pro casalzinho. Como estava sem companhia e não estava tão necessitado assim, resolvi beber.

- Thalles, segura a onda ai, daqui a pouco você cai de bêbado ai.

- Quem vai dirigindo, eu ou você?

- eu.

- então fica de boas. Além do mais eu to parando, não to a fim de fazer vexame não.

- beleza.

Continuamos dançando e depois eu resolvi ir até o bar, para pegar a saideira. Comprei uma bebida pra mim e outra pra Priscila, que já estava bêbada.

- Thalles, chega aqui.

- Fala, Dudu.

- Você deveria ter vindo fantasiado de caça fantasma.

- por quê?

- porque o fantasminha da ópera ali não para de te secar.

- Fala sério.

- desde a hora que chegamos que eu notei.

- engraçado, eu acho que conheço ele. Peraí que já volto.

- onde você vai?

- no banheiro.

Deixei o casal ali dançando, passei pelo rapaz que estava fantasiado de fantasma da opera e o encarei até ele me pedir pra se encontrar no banheiro. Fui na frente dele e entrei primeiro, lá tinha só alguns rapazes que já estavam saindo. Parei em frente ao espelho e fiquei me olhando. Não acredito que eu to fazendo isso, pensei. Quando pensei em sair, o rapaz entra no banheiro e começa a me encarar.

- gostou? - perguntei a ele

- sim. Muito. Vampiros me atraem.

- quer uma mordidinha?

- Melhor não Thalles. - disse o rapaz tirando a mascara.

- Gabriel?!?!

- Oi Thalles. A gente precisa conversar.

- Acho que deixei bem claro da ultima vez que não queria mais conversa contigo.

- mas eu preciso de uma chance de me explicar. Por favor, você é o meu Brother. Pela nossa amizade.

- que amizade? Aquela você jogou fora?

- Na boa, deixa eu me explicar primeiro? Depois você xinga de novo o que você tem pra xingar.

- Fala então.

- eu sou gay cara.

- sério? - perguntei espantado.

- sim.

- desde quando você é gay, Gabriel?

- sei lá mano, mas já faz um tempo.

- Desde que éramos amigos?

- sim.

- e nunca me contou?

- tinha medo, né, veio? Não é todo mundo que aceita ter um amigo gay.

- eu ia continuar sendo seu amigo.

- Desculpa ae mano.

- Mas perai, se você é gay, por que você tomou a minha namorada? Você fez a Yasmin terminar comigo.

- a culpa não é minha, Thalles.

- ah não? Você é estranho, diz que é gay e toma a minha namorada. Não da pra entender.

- eu nunca quis ficar com a Yasmin, ela que quis ficar comigo.

- e você simplesmente deixou.

- fui obrigado, porra.

- como é?

- A Yasmin sempre foi a fim de mim cara, sempre deu em cima de mim, mas eu nunca aceitei, em respeito a você.

- e por que nunca me disse?

- porque não queria estragar o namoro de vocês. Mas vi que eu fiz besteira, devia ter contado antes.

- e por que do nada você resolveu ceder?

- porque ela descobriu que eu sou gay. No colégio eu tava ficando com um outro carinha da sala ao lado da nossa. Era uma aula daquelas vagas então nós dois estávamos ficando lá nos fundos da escola, perto da quadra. Ela começou a procurar pela escola e me achou beijando o carinha lá. Antes que percebêssemos, ela tirou uma foto e começou a me ameaçar. Se eu não namorasse com ela, ela ia espalhar pra toda a escola que eu sou gay. Por isso eu fiz aquilo.

- você devia ter confiado em mim.

- eu sei, Thalles, me arrependo disso até hoje. Mas o momento mais triste foi quando você deixou de ser meu amigo e se mudou de cidade. Fiquei mal por muito tempo.

- e como o namoro de vocês terminou?

- como você sabe?

- encontrei ela no feriado em Bonito, ela fez questão de me informar e pediu pra voltar.

- e vocês voltaram?

- claro que não, mandei ela pra puta que pariu e pedi pra me esquecer.

- eu terminei com ela na verdade.

- como assim?

- tempos depois, esse garoto que eu tava ficando, ficou com raiva que eu não estava mais ficando com ele e abriu o bico, contou pra escola toda. Ai como já não tinha mais nada que me prendesse a ela, eu terminei.

- que tenso. E como ta o clima na escola?

- tá péssimo, mas eu já mudei de escola.

- hum...

- queria te pedir desculpas mais uma vez Thalles.

- não precisa se ...- fui interrompido com a porta do banheiro abrindo e meu primo entrando.

- cara, achei que você tava desmaiado aqui dentro, to te esperando mó tempão lá.

- já to indo, Dudu. Só resolvendo uns problemas aqui.

- cara, eu vim te chamar porque a gente tem que ir, a Priscila bebeu demais e ta quase desmaiando. Preciso deixar ela la na casa dela.

- ta bom, vai indo lá que eu já vou.

Eduardo saiu do banheiro e eu voltei a falar com o Gabriel.

- não precisa se preocupar com essa historia, já é águas passadas. Agora eu preciso ir.

- Thalles?

- sim

- e nós dois?

- o que tem?

- como fica?

- não sei, Gabriel. Eu ainda to muito confuso com essa história. Mas já não guardo mais nenhum rancor por você. Quem sabe, um dia, a gente pode até voltar a ser amigos de novo.

- certo.

Despedi dele e deixei ele dentro do banheiro e fui encontrar com meu primo, que já estava do lado de fora da boate, com a Priscila dentro do carro desmaiada e ele lá fora me esperando.

- passar, deixar ela na casa dela e depois vamos pra casa.

- de boas.

- quem era aquele?

- Gabriel, um antigo amigo meu.

- rolou alguma coisa lá no banheiro?

- depois te explico.

Chegamos à casa da Priscila e com a permissão da mãe dela, e em meio a reclamações, a deixamos na cama dela e depois fomos para a casa do meu primo. Chegamos à casa dele por volta das duas da madrugada, guardamos o carro e fomos direto pro quarto dele. Chegamos um pouco cansados, embora os dois estivessem ainda um pouco alterados pela bebida, nós ainda não estávamos com sono.

- Ta com sono, Thalles?

- nenhum pouco

- colocar umas músicas aqui pra gente escutar.

- de boas.

Ele colocou as musicas, começamos a tirar nossas fantasias e resolvemos ir tomar banho. Primeiro ele foi tomar um banho e depois que ele saiu eu fui pro banho. Enrolei no banho um pouco, sendo a maior parte fiquei parado de baixo do chuveiro, pensando em tudo aquilo que o Gabriel havia me dito. Após sair do banho coloquei apenas uma cueca e fui deitar no meu colchão. Eduardo, que também tava só de cueca, já estava deitado com os olhos fechados, eu achei que ele já estava dormindo, mas ele  começou a puxar assunto.

- tava aqui pensando.

- no que?

- o que você e o tal Gabriel tava fazendo no banheiro lá do clube?

- Pois é né, nós estávamos conversando sobre os problemas que tivemos antes de eu me mudar daqui. Sobre ele roubar minha namorada e tals... Mas já resolvemos e estamos de boa.

- Por isso que ele não parava de te olhar lá na festa, né?

- sim, mas não foi só por isso.

- por que então?

- A nem sei como dizer.

- Larga de besteira, diz ai de boa.

- antes da conversa, rolou uma oral lá.

- sério? Como?

- kkkkk, olha que pervertido. Não rolou nada não, tava só zuando.

- seu mané, eu já ia perguntar se era melhor que a minha

- como?

- se ele faz melhor que eu

- isso eu não sei Dudu, nunca experimentei o seu.

- mas pode agora.

Sem dizer mais nada, apenas dei um sorriso e ele se jogou no meu colchão, ficou por cima de mim e começou a me beijar. Nesse momento eu já estava bem excitado e com o pau duro e senti que o Dudu também estava. Seus beijos eram ótimos e cheios de vontade. Ele parava de beijar a minha lentamente e depois ia beijando meu pescoço e ia descendo pelo peitoral e o abdômen. Após isso ele começou a morder de leve meu pau sobre a cueca mesmo, arrancando de mim leves suspiros e lentamente foi tirando a minha cueca. Depois que ele tirou minha cueca, ele começou a chupar o meu pau como se fosse um doce muito gostoso... como aquilo estava bom. Nesse momento me veio na cabeça a imagem do Felipe e eu não consegui mais continuar com aquilo.

- melhor não, Dudu.

- que foi? Não ta gostando?

- to, mas não é isso.

- o que então?

- O Felipe.

- Thalles, esquece ele por um tempo.

- mas é que - interrompido

- Thalles, eu quero perder a minha virgindade com você. Me dá esse prazer.

Nesse momento ele começou a me beijar novamente e eu não resisti, o tesão falou mais alto. Ele me deitou novamente e começou a chupar o meu pau. Como a boquinha dele era deliciosa. Minutos depois eu achei que ia gozar, avisei a ele.

- Agora não, eu quero transar com você.

Ele se levantou e foi até o guarda roupa dele e voltou com uma camisinha e um lubrificante. Nisso ele já abriu a camisinha com os dentes e começou a colocar a camisinha no meu pau. Ele me entregou o lubrificante e me mandou passar no pau e no ânus dele.  Nisso já fomos para a cama dele e ele se posicionou de quatro.

- vai com cuidado, Thalles.

- deixa comigo.

Comecei a forçar a cabeça do meu pau pra penetrar no cuzinho apertado dele. Forcei a primeira vez, mas tive dificuldade, então eu peguei mais um pouco de lubrificante, passei e fui empurrando devagar até entrar toda a cabeça do meu pau. Quando entrou, Eduardo soltou um gemido alto, eu até fiquei preocupado em alguém ter escutado, mas lembrei que a edícula é um pouco afastada.

- ta doendo, Thalles.

- calma, deixa acostumar um pouco dentro e afrouxa um pouco, meu gostoso.

Passado uns minutinhos ali parado, eu comecei a forçar meu pau para ir penetrando, a cada centímetro que ia entrando ele ia gemendo de dor. Deixei só mais um pouquinho ali parado para acostumar e depois tirei meu pau. Passei mais um pouco de lubrificante e meti novamente naquele cuzinho apertado que tava me fazendo delirar. Era muito apertadinho e bem gostoso. Fui enfiando aos poucos depois e comecei a fazer movimentos de vai e vem devagar, aos poucos fui notando que seus gemidos já não eram mais de dor e sim de prazer.

- posso aumentar o ritmo?

- sim

Comecei a bombar com mais vontade e em poucos minutos eu já estava fudendo aquele cuzinho dele com vontade. Pouco depois ele se cansou daquela posição, então eu deitei e ele ficou por cima de mim e começou a cavalgar sobre meu pau. Pouco depois eu senti meu corpo estremecer e senti que ia gozar, avisei a ele e ele aumentou o ritmo e me fez gozar. Logo após eu gozar, ele deitou sobre o meu corpo e ficou ali, me abraçando. Minutos depois, eu tirei o meu pau de dentro do ânus dele e ele deitou-se ao meu lado.

- Nossa Thalles, foi muito bom.

- foi sim, uma delicia.

- cansei.

- vamos tomar um banho rapidinho e depois deitamos pra dormir.

- vamos

Então o ajudei a levantar e fomos para o banheiro, lá começamos a nos banhar. No meio do banho eu comecei a bater uma punheta pra ele até ele gozar. Terminamos o nosso banho e fomos para a cama.

- dorme comigo essa noite aqui na cama.

- claro.

Me posicionei ao seu lado e ficamos abraçadinhos em conchinha. Minutos depois notei que ele já estava dormindo. Eu não conseguia dormir ainda, na minha cabeça já vinha novamente a imagem do Felipe, comecei a me recordar da nossa primeira vez e um aperto me veio no coração. Eu não podia ter feito aquilo, afinal eu gostava dele e mesmo sem estarmos mais namorando, eu ainda me sentia preso a ele, sentia que eu tinha a obrigação de ser fiel a ele. Eu não podia tê-lo traído. Eu o amava. Mas novamente os problemas amorosos tomavam conta da minha cabeça e me lembrava o porquê eu e o Felipe tínhamos terminados. Talvez as coisas que aconteceram nesse final de semana serviram para me mostrar que eu tinha que esquecer ele e tocar a minha vida, e de preferência, sem problemas. Em meio a esses pensamentos, eu também adormeci.

No outro dia acordamos já era as onze da manhã, levantamos, nos vestimos e começamos a arrumar o quarto.

- adorei a noite de ontem.

- eu também adorei, Dudu, só espero que as coisas entre nós não mude.

- claro que não, mano, vai continuar como sempre foi, só que a intimidade aumentou, só isso.

- bom saber.

Ele pegou as fantasias e foi jogar em um canto do quarto. Notei que ele não mancava.

- Não ta mancando?

- não ué, por quê?

- fala sério, assim broxa né, a gente nota que a noite foi boa quando a pessoa acorda mancando no outro dia.

- kkkkkkkkkk seu sem graça, mas se isso te serve de consolo, ta doendo pra caralho.

- valeu, ai sim você aumenta a minha estima.

- vai se fuder, seu viado.

Terminamos de arrumar o quarto entre brincadeiras e risadas, escovamos os dentes e fomos para a casa da frente tomar café.

- bom dia meninos, pelo jeito a noitada foi boa, né?

- e foi, tia, pior é a ressaca hoje.

- café ta ai. Toma e mais tarde sai o almoço.

- Pai vai assar carne, mãe?

- vai sim, ele foi no mercado e já vem.

- vai vir mais alguém, tia?

- sim, vem seus avós e o alguns tios.

- cadê a Andressa, tia?

- foi com o seu tio.

Terminamos de tomar café e depois fomos ajudar minha tia com algumas coisas. Aos poucos os parentes foram chegando e meus avós também. O bom foi que eu pude ver muitos parentes e matar um pouco a saudade. O dia ocorreu normal e às cinco da tarde eu já estava na rodoviária esperando o meu ônibus para voltar a Campo Grande. O ônibus que iria sair às cinco e meia da tarde estava atrasado e chegou quase às seis. Despedi-me dos meus tios, da minha prima e do meu primo.

- não some, mano, volta mais vezes - disse ele piscando pra mim.

- pode deixar. - respondi a ele com um sorriso.

Entrei no ônibus e fui para a minha poltrona, eu sempre escolho a ultima. Pouco depois, um rapaz, aparentando uns 18 anos, lindo, veio na direção onde eu estava e sentou ao meu lado.

- prazer, Bruno.

- prazer, Thalles

Após nos cumprimentarmos, o ônibus saiu.

 
 
- Isso são horas de chegar em casa, Thalles? Onde você estava?- Sai da aula e fui pro shopping, pai.- foi com quem?- com alguns amigos, pai. - Eu não queria dizer que era com o Felipe, por causa do Lucas.Meus pais estavam muito sérios, o que me deixava muito nervoso e com medo, não sei o que o Lucas disse para eles, mas seu sorriso no rosto indicava que ele tinha conseguido o que queria, e pelo o andar da carruagem, ele contou aos meus pais sobre mim e o Felipe.- senta ai e vamos conversar. - meu pai conseguiu ser mais sério ainda.- o que aconteceu, pai? - disse já tremendo de nervosismo.- Não se faça de bobo, Thalles! Por que você ta fazendo essas coisas e ainda esconde de nós, filho? - meu pai foi ficando mais nervoso, minha mãe apenas assistia com um olhar sério também.- pai, eu posso explicar.- Não me interrompe porque eu ainda não terminei, Thalles. Não te eduquei pra isso, rapaz, você ta jogando seu futuro fora assim.- Pai, eu e o Felipe não temos culpa disso acontecer.- O Felipe também tava matando aula com você? Eu deveria saber disso.- Como pai? Matando aula?- Nem vem com desculpas, você acha que eu já não sei que você anda matando aula pra sair por ai vadiando pelo shopping, ta aqui quem não me deixa mentir. (ele disse apontando o dedo pro Lucas que já me olhava sério.) Ele viu e me contou tudo que você anda fazendo esses dias. Se eu ficar sabendo mais uma vez que você está matando aula pra vadiar, vou ser obrigado a te por de castigo, entendeu?- sim, pai.- Agora vai lá pro seu quarto que ele quer algo emprestado do seu computador.

Subimos eu e o Lucas até o meu quarto. Por dentro eu estava morrendo de raiva do Lucas, mas ao mesmo tempo aliviado. Lucas não conseguia parar de rir daquela situação que eu achei nem um pouco legal. Sua satisfação de me ver ali, sem reação perto dos meus pais era enorme. Chegamos no meu quarto, Lucas tratou logo de fechar a porta.- gostou da brincadeira? - disse ele irônico.- você é um filho da puta.- cala a boca, viadinho do caralho. Ta me achando com cara de trouxa?- quer que eu realmente responda?- Abre mais uma vez essa sua boca pra falar besteira e eu te encho de porrada. Eu não mandei você ficar longe do meu irmão? O que você ainda ta encontrando ele escondido? eu vi vocês dois no shopping hoje.- por que ta fazendo isso com a gente?- você não tem medo mesmo de eu contar pra todo mundo e fazer minha mãe despachar ele pra casa do meu avô, né?- o que você ganha com isso?- não te interessa, seu viadinho escroto, mas isso foi o ultimo aviso: se eu pegar você com meu irmão novamente, eu conto tudo. Entendeu?- não entendo o que te incomoda tanto no meu relacionamento com o seu irmão

- já disse isso, você o transformou na vergonha da família.- não, Lucas, não é só isso, eu tenho certeza. Tem algo a mais pra você ter tanto ódio assim do nosso relacionamento, mas não quer dizer. - não te interessa.- você ta escondendo alguma coisa, Lucas. Da pra ver nos seus olhos, sua preocupação em esconder isso e ser o mais calmo possível.- mais uma palavra e eu não respondo por mim.- vai me bater aqui? Na minha casa?- por que não? - quando Lucas tentou avançar para cima de mim, alguém bate na porta do meu quarto.- Thalles, ta ai? Abre a porta,sou eu, Thiago.Sai da frente do Lucas e fui abrir a porta do meu quarto. Quando Thiago entrou, ele logo foi em direção ao Lucas e começou a observá-lo de um jeito que dava pra ver que ele estava bravo.- vim aqui ver como você está e seus pais disseram que você estava aqui em cima com o Lucas, ta acontecendo alguma coisa? - disse Thiago sem tirar os olhos do Lucas.- ta tudo bem Thiago, o Lucas já está de saída, né Lucas?- sim, estou. Só não esquece do que eu te falei, você tem só até amanhã pra terminar esse namoro.- Amanhã Lucas? Por quê? - Sim, amanhã, e você vai entender o porquê. - Lucas deixou eu e o Thiago no quarto e foi embora.Naquele momento, eu apenas corri para os braços do Thiago, o abracei tão forte e comecei a chorar. Thiago ficou calado o tempo todo, mas pelo abraço apertado dele eu me senti protegido, senti que mesmo sem palavras, ele tentava me confortar, cada gesto que ele fazia secando as lágrimas que caiam do meu rosto com suas mãos macias, ou dos carinhos que ele fazia mexendo em meu cabelo, ou do abraço que ele deixava mais apertado e aconchegante. Ficamos uns cinco minutos ali, em pé, abraçados até eu me acalmar mais.- me desculpa por isso? - Disse todo envergonhado. Não sou uma pessoa de fácil se abater ou a se sujeitar a uma cena dessas, mas uma fraqueza tomou conta de mim e eu pude perceber que aos poucos eu estava mudando.- Não precisa pedir desculpas, isso acontece. Ele veio novamente te ameaçar, né?- sim, veio. Não sei mais o que eu faço.- não tem jeito, Thalles, você vai ter que tirar ele da sua vida, aliás, os dois.- eu sei. Me ajuda?- claro que sim.

Nesse momento Thiago me puxou mais uma vez para um abraço. Como o abraço dele a cada vez era mais gostoso. Pouco tempo depois minha mãe nos chamou para ir jantar, mas Thiago se recusou a jantar conosco e foi para a casa dele. Após jantar, voltei para o meu quarto, deitei na minha cama e depois de muitas lagrimas consegui dormir.No outro dia, era sexta feira, o último dia de aula da semana, graças a Deus. Nesse dia eu acordei mais desanimado que os outros dias e sem vontade nenhuma de levantar da cama, mas eu não podia estar faltando às aulas toda vez que me aparecia um problema. Levantei, fui pro banho, me vesti de qualquer jeito, apenas coloquei o uniforme cinza ridículo do colégio, uma bermuda jeans e um chinelo, passei perfume e desci para tomar café, nem ao menos penteei o cabelo. Quando chego perto da cozinha ainda pude escutar os sermões do meu pai, brigando com o Felipe com a história falsa de estarmos matando aula, ai me veio um frio na barriga, será que eu estava pronto pra encara o Felipe, ver ele ali na minha frente e lembrar que eu tinha que ter forças pra terminar com ele naquele dia? Mas a surpresa maior foi ver que ao lado do Felipe estava o Lucas. Quando o vi ali, meu espanto foi inevitável.

- o que você está fazendo aqui? - disse entrando na cozinha e indagando o Lucas.Por sua vez, foi Felipe que interrompeu a conversa com meu pai para explicar.- Bom dia Thalles, meu irmão vai conosco. Minha mãe finalmente conseguiu vaga pra ele no nosso colégio e ele começa a estudar hoje lá.- ele vai estudar no mesmo colégio que a gente agora? - disse mais desanimado ainda.- é bom mesmo, pelo menos alguém pra cuidar vocês. - disse meu pai.  (como meu pai consegue fazer os comentários dele no pior momento, fala sério)- e vai todos os dias com a gente pro colégio também?- sim, agora a minha mãe não precisa mais gastar com Van pra levar ele pra escola.- filho, não vai tomar café? - perguntou minha mãe.- não, perdi a fome. - sai da cozinha e fui esperar eles a área da frente. Felipe saiu e foi me encontrar lá fora.- Thalles, não sei por que você ainda implica com meu irmão, ele mudou e você sabe disso. Não sei por que você quer esconder nossos encontros, mas mesmo assim eu respeito. Eu sei que vai ser difícil com meu irmão estudando lá agora. Mas não fica assim, ta sendo ruim pra mim também.- desculpa, Lipe, mas eu não to muito bem hoje. Vamos deixar isso quieto.- e que historia é essa do seu pai dizer que estamos matando aula?- pergunta pro seu irmão, ele que saiu dizendo isso depois de nos ver no shopping ontem.Nesse momento meu pai já estava tirando o carro pra fora pra nos levar para o colégio e no caminho inteiro o Lucas não conseguia conter a sua animação vendo que estava conseguindo o que queria: me deixar irritado. Agora sim a minha paz tinha acabado.Durante a aula eu não conseguia prestar atenção em nada, apenas ficava com aquele aperto no coração, quando percebi, uma gota de lagrima caia sobre o meu caderno, justamente nas poucas linhas que eu já tinha escrito alguma coisa, misturando com a tinta da caneta, manchando a folha. Jefferson que estava ao meu lado, percebeu o que tava acontecendo e me chamou para conversar fora. Primeiro eu pedi ao professor para ir ao banheiro, depois de alguns segundos, o Jefferson também saiu da sala. Deixamos o segundo andar da escola e fomos até os bancos que ficam perto da cantina que estava vazia e começamos a conversar.- o que foi que ta acontecendo Thalles? - perguntou Jefferson.Fiz uma retrospectiva de tudo que tava acontecendo na minha vida amorosa, até aquele momento.- Cara, quem poderia acreditar que aquele pirralho podia guardar tanto rancor no coração e ser tão mal assim.- Não se engane com o sorriso daquela boca, pois por trás dele há um veneno letal.- Vai terminar com o Felipe hoje mesmo?- Não tenho escolha, Jefferson. Há dias venho evitando isso às escondidas, nos encontrando apenas aqui na escola, mas agora nem isso dá mais, pra fuder com tudo mesmo, a praga começou a estudar aqui também. Não tem mais como esconder isso.- é, amigo, a situação ta tensa. Sabe que pode contar comigo, né? Sempre que precisar.

- sei sim, amigo.Apenas nos abraçamos e depois continuamos a conversa.- Só não conta pra ninguém essa história, por favor, nem pra Carol.- claro que não, isso fica entre nós dois.- Valeu cara, agora vamos subir, já ficamos muito tempo aqui, vamos escutar coisas do professor. -  Antes de ir para a sala, liguei para o Thiago e pedi para que ele me encontra-se em frente à escola na saída, e depois liguei para minha mãe dizendo que não precisava me buscar, pois eu ia de carona.O resto da aula ocorreu normalmente. Após bater o sinal para ir embora, senti meu coração acelerar, pois é naquele momento que eu ia ter que terminar com o Felipe. Todos estavam saindo ficando por último somente o nosso grupinho e o Lucas que já estava na porta da sala nos esperando. Descemos as escadas, alguns continuariam ali na escola, quando me despedi do Jefferson, pude ver seus lábios tentando me dizer FORÇA, bem baixinho. Chegamos ao portão da escola apenas eu, o Felipe, o Lucas e o Vinicius. Thiago estava em frente à escola já com sua moto estacionada e dois capacetes na mão. Aquela cena me dava uma segurança, mas ao mesmo tempo um frio na barriga. Chegou o momento mais triste da minha vida até ali.

- Thalles, o que o Thiago ta fazendo aqui na frente?- ta me esperando, Lipe.- esperando pra que?- precisamos conversar, Lipe. Vamos atravessar a rua e ir lá na esquina, lá não tem ninguém.- conversar sobre o que?Não respondi, apenas atravessei a rua e fui em direção a esquina, Felipe foi me acompanhando.- o que foi, Thalles? O que o Thiago ta fazendo aqui?- Felipe, preciso te contar uma coisa, só não sei como fazer isso.- contar o que Thalles, ta me deixando preocupado.- Lembra que quando estávamos em Bonito, na quinta à noite o pessoal descobriu que somos gays e que estávamos namorando?- sim, eu lembro. Mas o que isso tem a ver agora?- na sexta feira o Thiago me contou que ele também gosta de homens.- e o que a gente tem a ver com isso?- e no mesmo dia ele se declarou pra mim, dizendo que me ama.- filho da puta desgraçado, eu sabia que esse cara tava a fim de você. Não é a toa que ele não sai mais da sua casa. Por que você não me disse isso antes?- Não é só por causa disso que ele não sai de casa, Lipe. - As lagrimas começavam a querer cair, mas eu não podia deixar. Não ali, eu não podia fazer isso na frente do Felipe.- por que então?Nesse momento meu coração disparou e eu achei que ia desmaiar, mas a minha reação foi apenas um suspiro forte e acabar com aquela aflição.- por que nós estamos namorando, Lipe.- vocês estão o que? - Felipe já começava a chorar- estamos namorando. Me desculpa, Felipe. - disse meio triste. Para quem via aquela cena, poderia achar que eu estava sendo frio e insensível, pois eu não esboçava reação nenhuma, mas por dentro, meu coração quebrava-se em mil pedaços e uma tristeza enorme tomava conta de mim.- você não está me dizendo isso, Thalles, não ta fazendo isso comigo, me diz que não, por favor?- mais uma vez, me perdoa. Tenho que ir. - eu já não aguentava mais aquela situação, sentia que a qualquer momento eu ia desabar em choros ali e voltar atrás, mas não podia. Sai o mais depressa que pude de perto dele e fui para onde o Thiago estava, deixando o Felipe ali, parado e chorando.Peguei o capacete com o Thiago, montei na garupa e fui embora. Chegando em casa, apenas entreguei o capacete ao Thiago, agradeci ele e sai correndo para o meu quarto. Joguei a minha mochila no meio do quarto e desabei na cama e comecei a chorar. Pouco tempo depois, Fui interrompido com o meu celular tocando, era o Jefferson.- Oi, amigo.- Oi Thalles, como você está?- mal, muito mal.- pois minhas noticias também não são nada legais.- o que aconteceu?- o Felipe foi atropelado.- como?- depois que vocês terminaram e você foi embora, ele foi atravessar a rua sem olhar e um carro atropelou ele.

- Meu Deus, e como ele tá?- Não sei, levaram ele pro hospital e to sem noticias.- sabe qual hospital que ele tá?- acho que ele foi pro hospital Unimed.- to indo lá agora.- me dá notícias, por favor.- tá bom, amigo, obrigado por avisar.- que isso, fala que eu desejei melhoras.- pode deixar. Tchau- tchau.Desliguei o celular e fui correndo me arrumar para ir ao hospital. Chamei um taxi e fui ate o hospital. Chegando lá encontrei a Laura na recepção.- Laura, como o Felipe está?- Agora ta bém Thalles, aparentemente só quebrou o braço esquerdo.- ele sai do hospital hoje?- não ele sai só amanhã. Ele bateu com a cabeça e os médicos resolveram deixar ele aqui hoje pra observação.- ele pode receber visitas?- pode ate às quatro da tarde. O Lucas ta lá com ele.- entendi. - após responder eu fiquei em silêncio.- Thalles?- sim, Laura.- por que você não estava lá? Por que ele não quer ouvir falar seu nome?Nesse momento eu fiquei pálido, fiquei sem rumo. O que eu iria dizer a ela? Depois de um breve silencio meu, pensando na desculpa, eu respondi.- eu e o Felipe brigamos hoje na escola.- é por isso que ele ta bem triste, Thalles?- não sei, Laura, se é por isso.- e qual foi o motivo da briga?- Laura, eu não sei como dizer.- foi por causa de garotas, né?- éé, sim, foi por causa disso.

- Thalles, garotas é o que não falta nesse mundo, e vocês tinham que brigar por causa de uma? Francamente guri, vocês são tão amigos, é tão legal ver a amizade de vocês, o companheirismo. Não deixa que essa briguinha estrague tudo.- tudo bem, Laura. Será que eu posso conversar com ele?- pode sim, mas juízo, ele não pode se exaltar. Deixa o Lucas voltar e você vai.- certo.Fiquei mais alguns minutos ali na recepção conversando com a Laura. Ela me contava como que aconteceu o acidente, contou que o motorista fugiu sem prestar socorro, mas que segundo testemunhas, já tinham anotado a placa e logo correria atrás disso. Disse que o Lucas foi quem ligou pra ela desesperado e quando ela chegou no local, a equipe do SAMU já estava lá atendendo o Felipe. Pouco tempo depois o Lucas chega até a recepção e me encara seriamente.- o que você ta fazendo aqui? - disse Lucas bravo- vim ver como o Felipe está.- você quase matou meu irmão, como tem coragem de aparecer aqui? - disse ele exaltado- chega, Lucas. - ordenou a mãe dele. - não vem fazer barraco aqui no hospital, aqui não é lugar disso. Além do mais o Thalles não tem culpa de nada que aconteceu. Vai, Thalles, lá ver ele.- Mãe, eu acho que o Felipe não vai querer conversar com ele.- Lucas, depois a gente conversa em casa. Vai, Thalles.- Obrigado, Laura.Deixei os dois na recepção e fui até o quarto do Felipe onde a Laura havia me orientado. Ao chegar, bati na porta e escutei-o dizendo que podia entrar.

- Oie, Lipe.- o que você ta fazendo aqui? - perguntou ele zangado.- vim ver como você está.- Já viu agora pode ir embora.- deixa disso e vamos conversar.- conversar sobre o que? Você já não disse tudo que tinha pra dizer não?- não vamos tocar nesse assunto agora. Vim aqui para ver como você está, eu me preocupo muito com você.- por fora eu to bem, não precisa se preocupar. Mas se for esperar pra curar por dentro, vou ficar anos aqui nesse hospital.- por favor, Felipe.- foi por isso né, Thalles?- o que?- que você não queria mais sair comigo, queria apenas se encontrar no colégio. Você já estava namorando com ele, né?- por favor, Lipe, você não pode se exaltar.-RESPONDE, PORRA!!!- sim, estávamos. - doeu mais ainda no meu coração ter que mentir isso pra ele.- você é um canalha, Thalles, um filho da puta. Você não podia ter feito isso comigo.- Desculpa, Lipe.- poxa cara, se realmente gosta daquele cara, ao menos terminasse comigo antes, não me fizesse de otário.- eu sei, Lipe, eu não fiz o certo. Sou um tremendo idiota.- Não se faça de vitima aqui. Você acabou comigo seu desgraçado.- Lipe, a gente ainda pode ser amigos.- Que amigos, Thalles? Você faz uma puta trairagem comigo e ainda vem na maior cara de pau dizendo em amizade? Seu eu fosse você nem olhava mais na minha cara, pois é o mesmo que eu vou fazer.- Felipe, também não precisa acabar assim.- Sai do quarto, Thalles.- poxa, Lipe, vamos conversar.- SAI DO QUARTO, CARALHO!!!Nisso uma enfermeira que tava lá fora, entrou no quarto para ver o que tava acontecendo.- enfermeira, tira esse cara daqui.- vem moço, deixa ele descansar, ele não pode se exaltar.- tudo bem.

Sai do quarto acompanhado pela enfermeira e algumas lagrimas já queriam cair, mas não podia chorar ali, ainda mais que eu toparia com a Laura na recepção e seria extremamente constrangedor explicar o porquê. Quando cheguei na recepção, o Lucas estava do lado de fora do hospital e a Laura conversando com a recepcionista. Apenas acenei com a mão pra Laura, que não entendeu nada, e fui até a porta pra ir embora.- Não sei o que você veio fazer aqui Thalles, já não chega ter feito isso com ele?- canalha, a culpa foi toda sua do seu irmão ta aqui.- minha culpa? - se fazia ele de desentendido- nem vem com falsidade que você sabe muito bem. Se não fossem suas ameaças, eu não tinha terminado com o Felipe e ele não tava ali dentro com o braço quebrado.- minhas ameaças? Do que você ta falando?- Para de ser cínico. Chega de se fazer de besta.- pra todos os efeitos, Thalles, eu não fiz nada. Se você abrir a boca, eu espalho pra todo mundo que você é gay. Acabo com a sua reputação.- e estragar a do seu irmão também?- claro que não, ninguém vai saber sobre ele. Só falo sobre você mesmo.- e vai provar como?-tenho meus métodos, eu não blefo Thalles.- já não conseguiu o que queria? Graças ao que aconteceu hoje, seu irmão nem olha mais pra minha cara, assim como você queria. Pra sua felicidade, eu to saindo da sua vida e da sua família. Você não me verá mais. Ta contente? Porque eu não to. Mas se tem uma coisa boa nessa história, é que eu não vou precisar mais te aturar. Nem ao menos olhar pra sua cara.- ta nervosinho?- você é um lixo Lucas, é um nada. Eu tenho nojo de você a cada dia que passa. Você consegue ser insuportável.- eu também te amo.- vai se fuder. – deixei-o lá e fui embora pra minha casa.

Cheguei em casa me tranquei no meu quarto e apenas fiquei ali, curtindo a solidão, e mais uma vez entrando em depressão.No sábado de manhã o Felipe já saia do hospital e nossos amigos iam na casa dele na parte da tarde para visitá-lo. Jefferson me ligou, chamando para ir, e pelo celular mesmo eu contei a situação e pedi que me mantivesse informado de tudo o que acontecia com o Felipe. Meus pais nesse final de semana viajariam para uma cidadezinha perto de Campo Grande, então me deixariam sozinho o final de semana inteiro. Minha mãe ainda insistiu para que eu fosse junto, mas apenas neguei e encerrei o assunto. Na parte da tarde Thiago ainda me ligou perguntando se podia ir em casa, mas naquele final de semana eu apenas queria ficar sozinho, por isso menti avisando que iria com meus pais pra essa cidade.Passei o dia inteiro deitado, sem forças pra nada, apenas fiquei no silencio e na escuridão vendo o tempo passar. Nada me dava animo, nessas horas não pensava em TV, PC, PSP e outros. A única coisa que eu pensava era no nosso namoro. Apenas as lembranças dos nossos momentos juntos me vinham na cabeça. Não parava de pensar no Felipe, minha vontade era de sair correndo ao seu encontro, abraçá-lo bem forte e dizer eu te amo, que tudo isso que aconteceu era mentira, que fui obrigado a fazer aquilo. Um sentimento horrível tomava conta de mim quando lembrava que eu não podia fazer aquilo. Certos momentos, pensei que não tinha mais razão pra viver e pensamentos absurdos tomava conta de mim. Eu já não prestava mais atenção no que fazia e estava agindo por impulso, quando me dei conta, eu estava na cozinha, com uma faca amolada numa mão e olhando para o pulso do outro braço.Será realmente que eu conseguiria fazer aquilo? Cortar os pulsos, para sangrar e morrer? Naquele momento sim. Pode parecer um pouco dramático, mas só quem passou por um momento assim sabe do que eu estou falando. Para os fortes, é fácil falar: "tirar a vida, por causa de uma besteira de amor que não deu certo. isso é uma bobagem." Mas não é assim que enxergamos quando estamos nessa situação. Realmente para mim eu considerava o fim do mundo. A situação era diferente, eu sabia que o Felipe não ia voltar dessa vez arrependido, pedindo para voltar como nas nossas brigas anteriores, dessa vez era sério.

Lagrimas caiam do meu rosto e eu apenas observava a faca. Será que eu seria covarde se não conseguisse fazer aquilo, ou covardia maior seria se eu fizesse?- vai mesmo fazer isso Thalles?- Thiago?- Larga essa faca. Você não precisa fazer isso. - Thiago estava na porta da cozinha apenas me observando.- me deixa. - disse sendo um pouco grosso.- nem pensar. - Thiago se aproximou aonde eu estava e tirou a faca da minha mão e me arrastou até a sala e me fez sentar ao lado dele no sofá.Nesse momento ele apenas me abraçou e eu comecei a chorar sobre os ombros dele. Aquilo já estava virando um habito. Sempre fui uma pessoa segura e forte, não me abatia por nada e não chorava a toa, mas por esses dias eu estava diferente, odiava admitir aquilo, mas eu estava carente. Ficamos um bom tempo ali abraçados e eu chorando que nem um bebe. Aos poucos eu fui me acalmando, também pudera, o abraço do Thiago era como um calmante para mim. Era nesse abraço que eu me confortava sempre que passava por uma situação difícil. Thiago aos poucos tava se tornando meu anjo da guarda. Depois disso, ele ligou a TV e me fez deitar no seu colo.- você realmente ia fazer aquilo, Thalles?- Acho que não. Sou fraco pra fazer aquilo e certamente eu ia desistir mesmo.- isso não é sinal de fraqueza Thalles, desistir disso só mostrou que você é forte e encara seus problemas de frente.- Mas isso não vai trazer ele de volta.- eu sei que você ama muito ele, Thalles, mas isso passa. Eu já sofri por amor antes, eu sei que isso vai passar.- vai mesmo?- me da uma chance e eu te mostro que sim.- não sei se isso é certo Thiago, eu não to bem e... - Minhas palavras foram silenciadas pela boca do Thiago que já se encostava à minha e com um beijo delicioso e macio me acalmei. - Thiago, não faça mais isso, por favor. Me de um tempo, por favor.- um tempo? Então vamos namorar?-vai com calma, Thiago. Poxa, ainda to sofrendo e to muito carente. Não to em condições de pensar em nada agora, vou acabar me machucando mais ainda e te machucar também.- desculpa, você ta certo.- e o que você veio fazer aqui? - perguntei curioso e me dando conta que eu não sabia como o Thiago foi parar na minha casa no momento certo.- vim te salvar. - disse ele debochando.- to perguntando serio, pô.- minha mãe ligou pra sua mãe e ela disse que você não tinha ido na viagem. Então eu peguei a chave da sua casa com a minha mãe e vim ver se você estava bem, e perguntar por que você estava fugindo de mim.- Desculpa, eu apenas precisava de um tempo sozinho.- mas não foi uma boa idéia, né?- é. - disse meio sem graça por ter feito um papelão daquele.- já comeu?- Não to com fome.- está sim.- to não, Thi.- nem vem com Thi e todo manhoso. Desde que horas você não come?- desde ontem na hora do almoço.

- Thalles, já estamos no sábado à noite e você não colocou nada no estomago. Vamos comer algo agora.- Na boa, Thiago, não quero nada.- não discuta comigo. Já ta decidido, pronto e acabou. Tem alguma coisa que da pra gente fazer pra comer?- eu acho que não.- então eu peço pizza, escolhe um sabor ai.- sério, Thiago, não to com fome.- chega, Thalles, já disse que vai. Já que não escolhe, eu escolho. Só não vai reclamar depois.- A pizza vai demorar pra chegar e já ta tarde, vai ficar perigoso você ir embora nessa hora.- e quem disse que eu vou embora?- como assim?- eu não vou te deixar sozinho esse final de semana. Não vou deixar você entrar em depressão de novo e ficar doente como aqueles dias. O que me garante que você não vai acordar de madrugada com outro pensamento daqueles?- já to melhor, pode ficar tranquilo que eu não vou mais tentar me matar.- mesmo assim eu vou ficar aqui, e, por favor, não me expulsa da sua casa.- claro que não seu bobo, não vou fazer isso.- então fechou, vou ligar na pizzaria.A noite passou tranquilamente, eu não conseguia entender como o Thiago estava me aguentando. Ele fazia de tudo pra me agradar, levantar a minha moral, fazer esquecer tudo e curtir o momento, mas as tentativas todas eram em vão. Na madrugada, estávamos deitados no sofá assistindo a um filme de comédia que passava na TNT. Thiago ria muito do filme. Embora o filme seja muito engraçado, eu não conseguia dar nenhuma risada, aliás, eu nem prestava atenção no filme. Em alguns momentos eu me peguei novamente chorando, e Thiago com sua paciência e dedicação vinha ate a mim, se ajoelhava e me dava um beijo da bochecha e um abraço até eu me acalmar novamente.- fica assim não. Da um descanso aos seus olhos que já não aguentam mais chorar.- to tentando, Thi. Vamos dormir?- Vamos sim, eu to com sono também. Vamos pegar os colchões e colocar aqui na sala mesmo.- você que sabe.- fica ai então que eu já volto.Thiago subiu as escadas e um tempo depois ele desce com dois colchões de solteiro. No meio da sala ele colocou os dois colchões e ajeitou os lençóis. Ele se ajeitou em um e eu no outro. Apagamos a luz e fomos dormir. Eu Não conseguia dormir, por mais que eu tentasse, eu não pegava no sono, mas também fazia de tudo pra não atrapalhar o sono do Thiago. Certo momento, decidi ir até o quarto da minha mãe e ver se ela ainda tinha um calmante que o medico receitou a ela uma vez. Quando me levantei do colchão, o Thiago já se levantou também.- aonde você vai? perguntou ele meio sonolento.- no quarto da minha mãe ver se eu acho um calmante. Não consigo dormir.- eu percebi, vai lá.- tava acordado?- sim, não preguei o olho até agora, tava te cuidando.- não precisa disso, Thi, eu não vou fazer nenhuma besteira.- Vai buscar o calmante, vai. - disse ele meio risonho e com cara de sono.

Fui ate o quarto e encontrei o frasco do calmante, nele ainda tinha umas dez capsulas, olhei se não estava vencido e peguei duas capsulas, desci e fui ate a cozinha pegar um copo de água para tomar. Quando voltei, o Thiago ainda continuava sentado no colchão me esperando.- tomou?- sim.- quantos?- dois.- tudo isso?- se preocupa não, é normal, minha mãe também toma essa quantidade.- ta certo, vamos dormir.Pouco tempo depois o remédio fez efeito e eu apaguei.Acordei meio tonto ainda e com dificuldades de levantar do colchão. Aos poucos e com muita dificuldade eu consegui pegar o meu celular que estava em cima do sofá e olhei tentando ver que horas eram. Assustei quando vi que era quase duas da tarde. Da sala, deitado, eu escutava um barulho na cozinha e conversas, então reuni mais forças, levantei e fui ver quem era. Era a Maria e o Thiago conversando. Quando cheguei na porta, os dois me observava.- vai me dizer que dormi muito e hoje é segunda?- não seu bobo, é domingo mesmo. - brincou Maria.- e o que a senhora ta fazendo aqui?- eu liguei para a minha mãe e pedi pra ela vir aqui fazer almoço pra nós.- não precisavam se incomodar.- que isso menino, ta tudo bem. Não tinha nada em casa mesmo, Então passo o dia aqui. Liguei para os seus pais e eles disseram que chegam a noite. - disse Maria.- sobe e toma um banho, Thalles, pra espantar essa preguiça do corpo. - sugeriu Thiago- é, vou mesmo.Subi para o meu quarto, tomei um banho e depois desci para almoçar. Tudo ocorreu normal no domingo e no final da noite meus pais chegaram e a Maria e o Thiago foram embora.Após me despedir deles, eu apenas fui para o meu quarto, entrei rapidamente no meu MSN e Orkut. No MSN, eu vi que o Felipe estava online, e quando ele percebeu que eu estava on, ele ficou invisível. Não sei se ele tinha saído do MSN ou só ficado invisível, mas a frase do MSN dele terminou de partir meu coração.FELIPE - A maior covardia de um ser humano é despertar o Amor de uma pessoa sem ter a intenção de amá-la. :(Realmente ele achava que eu não o amava, mal ele podia imaginar o quanto eu estava sofrendo com tudo aquilo, mas eu tinha a esperança de um dia acabar com aquele mal entendido. Apenas sai do meu MSN e fui dormir, afinal parecia que o remédio era realmente bom, eu já estava com sono novamente.Na segunda de manhã, a rotina de ir para o colégio novamente se cumpria, ao menos uma parte dela, pois dessa vez eu já sabia que não encontraria o Felipe lá embaixo, me esperando como todos os dias. Por esse motivo, nesse dia eu nem pisei os pés na cozinha, fui direto pra sala esperar meu pai.- o que foi campeão? Não vai tomar café?- hoje não, to sem fome.- já conversamos sobre isso, essas suas faltas de apetite de manhã. Você sabe que tem que se alimentar bem, não é bom pra um estudante, ir pra escola de barriga vazia. Assim não vai aprender nada.- ta bom, pai, qualquer coisa eu como algo na escola, agora vamos ?

No caminho inteiro eu fiquei pensativo em como seria encontrar com o Felipe no colégio. Quando cheguei na escola, eu vi o Jefferson sentado sozinho em um dos bancos em frente a escola e fui lá conversar com ele.- como você está?- um pouco melhor hoje. Felipe Já chegou?- chegando ali.Quando olho para trás eu vejo o carro da Laura estacionando e o Felipe e o Lucas descendo do carro. Lucas ajudava o irmão com a mochila, já que ele tava com dificuldades de sair do carro por causa do braço quebrado.- Oi, Thalles, tudo bom?- tudo sim, Laura, e você?- to bem também. Aparece em casa quando puder.Realmente aquele convite me deixou sem ação e a única coisa que eu consegui responder foi um "pode deixar". Após a Laura sair com o carro, olhei para o Felipe que apenas balançava a cabeça negativamente e puxava o irmão para dentro da escola.Aquela semana foi a mais difícil para mim, eu ainda sentia muito a falta do Felipe, e ter ele ali no colégio, perto de mim e não poder abraçá-lo e dizer eu te amo era muito ruim. Todos os dias o Thiago ia ao colégio me buscar e, às vezes, ele passava a tarde inteira comigo. No sábado, no começo da noite, ele me chamou para sair, apenas andar sem rumo e esquecer um pouco da vida. Aceitei o seu convite e saímos.- Antes vou passar lá em casa, Thalles.- pra que?- pegar meu violão.- o que você vai fazer?- nada, apenas tocar. Vamos lá pro Lago do Amor passar o tempo e tocar um pouco.- então vamos.Nota: Lago do amor é um lago que fica dentro da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Em volta desse lago foi limpo, deixando apenas um gramado. No lago há vários peixes e tartarugas, e no perímetro em sua volta há também capivaras. Foram criados em volta calçadas e bancos para o pessoal apreciar a natureza e a beleza do lugar. Pouco depois, o local virou uma atração turística de Campo Grande. O nome foi escolhido devido o local ser freqüentado por casais que procuram um lugar sossegado e tranqüilo para namorar.

Passamos na casa do Thiago, pegamos o violão e fomos para o Lago do Amor. Já estava de noite e o local estava pouco movimentado. Estava um clima ótimo. Sentamos em um dos banquinhos mais afastados e começamos a conversar e cantar. Algumas pessoas que passavam por onde estávamos, paravam e nos observavam um pouco, algumas garotas ficavam com a gente cantando e conversando. Passado algumas horas ali, já estávamos sozinhos, o Thiago ainda estava cantando. Ele tem uma voz linda e suave e, escutar ele ali cantando me fez esquecer o mundo e dos problemas de viver nele. - Thalles, vou cantar uma musica especialmente para nós dois.- oba, quero ver.- espero que goste.

Lendas e MistériosMaria Cecília e Rodolfo
Diz a lenda que muitos e muitos anos atrásUm casal que se amava contra a vontade dos paisSe encontravam escondidos na escuridãoEram guiados pela força da sua paixãoEra o amor vencendo o medo,Eles guardavam o segredo a sete chaves em seu coração
Deus ouvindo as preces daquele jovem casalResolveu, lá do céu, lhe mandar o mais lindo sinalE nesse instante uma luz iluminou o céuE ele prometeu olhando em seus olhos de melO mundo inteiro vai saber que foi o nosso amor que fez nascerA lua cheia no céu
Pra iluminar quem quiser amarUma vez por mês a lua cheia vai brilharLendas e mistérios de um amor eternoQue nem mesmo o tempo foi capaz de apagar
Foi assim que aconteceuUm amor que não morreu

Deus ouvindo as preces daquele jovem casalResolveu, lá do céu, lhe mandar o mais lindo sinalE nesse instante uma luz iluminou o céuE ele prometeu olhando em seus olhos de melO mundo inteiro vai saber que foi o nosso amor que fez nascerA lua cheia no céu
Pra iluminar quem quiser amarUma vez por mês a lua cheia vai brilharLendas e mistérios de um amor eternoQue nem mesmo o tempo foi capaz de apagarPra iluminar...Uma vez por mês a lua cheia vai brilharLendas e mistérios de um amor eternoQue nem mesmo o tempo foi capaz de apagar
Foi assim que aconteceuUm amor que não morreu

- Nossa, Thiago, é linda essa musica.- pode ser a nossa musica se você quiser.- eu aceito.- Thalles, sei que já conversamos muito sobre isso, mas você sabe que eu gosto muito de você, por isso eu quero te perguntar novamente, sério: Quer namorar comigo?- sim, eu aceito.Nesse momento começamos um beijo ali mesmo, o Thiago beijava muito bem, melhor até que o Felipe. Seus beijos tinham mais paixão e desejo. Algumas pessoas passavam por nós e comentavam baixinho, talvez estranhando ou xingando, sei lá, não prestava atenção neles e sim no beijo do meu novo namorado.
Os dias foram passando lentamente e um mês já havia passado desde que eu terminei com o Felipe e comecei a namorar sério com o Thiago. Claro que em nenhum momento escondi dele que eu ainda amava o Felipe. Em nenhum momento eu queria enganar o Thiago e nem usá-lo como objeto somente para fazer o Felipe acreditar nesse namoro. Embora eu procurasse ao máximo esquecer o amor que eu sinto pelo Felipe, algumas vezes eu me pegava pensando nele, e o Thiago percebia. Sei que ele não se sentia bem com essa situação, mas estava bem empenhado em me fazer esquecer ele. Thiago tava se tornando um ótimo namorado e eu estava me empenhando ao máximo para retribuir tudo aquilo que ele fazia por mim. O Lucas parecia que não me esquecia, mesmo que eu já não tivesse algo com o irmão dele, ele ainda estava no meu pé, e me importunava todos os dias no colégio. O Felipe já havia tirado o gesso e estava mais alegre um pouco. Nesses dias que passaram, Felipe e eu não trocamos nenhuma conversa. Na sala, ele e o Raffa se sentavam separados de resto do pessoal e aos poucos, a Isah e o Vinicius já estavam junto com eles, os únicos que não me abandonaram em nenhum momento foi o Jefferson e a Carol. Aliás, minha amizade com eles nesse período só aumentava, causando um certo de desconforto no Felipe, que já não era mais o mesmo com o casal.

Na terça feira, eu desci para o intervalo junto com o Jefferson e a Carol para comprar lanche. Quando tocou o sinal, subimos para a sala e eu fui direto para a minha mesa, deixando a Carol e o Jefferson conversando na porta. Ao olhar para o lado eu vi que pela primeira vez o Felipe me encarava e fazia questão de mostrar isso. Ao sentar na minha cadeira, olhei que tinha algo no meio do meu caderno, quando o abri, um nó na garganta se formou e uma lagrima escorreu do meu rosto. Ali estava a aliança de namoro que pertencia ao Felipe e escrito numa folha em branco: Pra mim, foi bom enquanto durou. Faça bom aproveito dele.